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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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ZELAYA,
OU O FORO EM AÇÃO 23 de setembro de 2009 Como
interpretar o circo armado por Zelaya em Honduras?
Como entender o papel de Lula e do governo brasileiro nessa enrascada? E,
sobretudo, como entender a omissão de Obama e dos
EUA? Muitas charadas numa única esfinge. Zelaya
está a nos dizer: decifra-me ou te
devoro. Comecemos do
começo. Zelaya foi deposto em movimento
cívico-militar legítimo, que resguardou as instituições democráticas e a
ordem pública em Honduras, contra o aventureirismo continuista do então presidente Zelaya.
Saiu corrido levando consigo a sua vida miserável, de traidor da Pátria
vendido a Hugo Chávez, Lula e a todo o Foro de São Paulo. Desde então virou o
palhaço principal do circo armado contra os poderes constituídos em Honduras. Desde o
início Hugo Chávez e seus patrões, instalados no Palácio do Planalto,
manejaram os cordéis, nem sempre por detrás dos panos. Os atores do Foro de
São Paulo estão tão confiantes que perderam o pudor e o medo do flagrante
delito. Estão muito à vontade para a prática de maldades políticas, não
apenas em seus países, mas onde acharem que devem se meter. Para eles, a sua
revolução cabe em todo o mundo, até em Honduras. Sobretudo em Honduras, onde
conseguiram cooptar o palhaço de chapéu branco, Zelaya. A invasão da
embaixada brasileira é mais um ato dessa ópera-bufa, tendo o duplo propósito
de fazer propaganda visando às próximas eleições e de pressionar os poderes
constituídos hondurenhos. Um jogo de xadrez está em curso e não deixo de
perceber que se oculta nos lances o humor sinistro dos jogadores. O famoso
MAG (*) é o enxadrista maior, o mefistofélico ministro sem Pasta de Lula Lá. Mais complexa
é a atuação de Obama. Zelaya
só invadiu a embaixada brasileira com sua permissão prévia e acordada, sob a
orientação dos maiorais do Foro de São Paulo que vivem ao Sul do Equador. O
risco pessoal é só dele, Zelaya,
o ridículo é só dele, o fracasso será só dele. Hussein Obama
fica vendo tudo nos bastidores. Os que controlam os cordéis bem sabem disso.
Fosse outro o presidente norte-americano nada disso estaria acontecendo, mas
Obama é um dos sócios ocultos do Foro de São Paulo, essa câmara deliberativa
da insurgência esquerdista planetária. Omitiu-se e mais, avalizou que o
teatro do absurdo fosse devidamente encenado. Logo, Obama
é um dos jogadores maiores nessa partida publicitária. Lula hoje
pediu a volta de Zelaya ao poder, emprestando a sua
figura e a majestade da Presidência da República a essa estultice toda. E
ainda mandou o chanceler Amorim convocar a ONU para falar do assunto. A mim
quer me parecer que se faz um ensaio geral de como agir, o conjunto da
esquerda no poder, quando algum direitista metido a besta resolver atravessar
o seu caminho. O enigma está decifrado: é um exercício de poder mundial
contra uma pequena república caribenha, que se mantem
altiva e dona de seu próprio destino. Em Honduras há um símbolo: sua derrota
será a derrota dos democratas; a volta de Zelaya ao
poder será a confirmação de que, de fato, está tudo dominado. (*)Marco Aurélio Garcia, o ventríloquo que fala com a voz do
boneco Lula. |
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