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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR 13/01/2011 É verdade
que as calamidades recentes de São Paulo e do Rio de Janeiro, trazidas pelas
chuvas, com centenas de mortes, em parte foram determinadas por fenômenos
naturais incontroláveis, mas em parte foram determinadas pela incúria governamental,
sempre incapaz de prevenir qualquer enchente. Não faltam guardas nas esquinas
para multar motoristas incautos fundados na lei injusta, verdadeiras ações de
expropriação. Mas um mínimo sistema para avisar os motoristas de enxurradas esses
governos são incapazes de realizar. Muita gente morreu de forma estúpida e
perfeitamente evitável se os governos fizessem sua parte. Eu
próprio fui vítima das enchentes. Cheguei ao aeroporto de Cumbica às 23:00 horas da última segunda feira, onde fiquei ilhado. A
família não tinha como me resgatar, os taxis pararam de circular. De forma
capenga, tomei ônibus, fui deixado a dois quilômetros da estação do metrô
Tietê, de onde fui até a mais próxima da minha casa, de onde tomei um táxi.
Chegue em casa às 6:30 da manhã. Depois de ver o
tamanho da catástrofe parei de reclamar, minhas perdas foram mínimas. Chamo a
atenção aqui do silêncio de Dilma Roussef sobre a
catástrofe. Na verdade, Dilma tem silenciado sobre tudo, parece não ter
opinião sobre nada. Numa situação de tão grande calamidade espera-se que a
chefe da Nação ao menos diga seus sentimentos, mas nem isso. O silêncio
profundo a que se recolheu, desde antes das eleições, leva a única conclusão:
Dilma Rousseff nada tem a dizer porque
ela é um conjunto vazio e um ser incapaz de se comunicar de forma clara. Seus
marqueteiros provavelmente orientaram o recolhimento, pois deixar um
microfone próximo à Sra. Presidente é um convite a
infortúnios. Dilma certamente é menos inteligente e politicamente menos
preparada que Lula. Ela tem guardado um silêncio ensurdecedor. Se a lua
desabar sobre a terra ela nada terá a dizer. O
desamparo material e espiritual a que as vítimas das
catástrofes estão condenadas equivale ao desamparo geral da Nação.
Dilma Rousseff nada tem a dizer porque
também nada tem a fazer, seja diante de enchentes, seja diante de problemas
cambiais, inflacionários e de toda ordem nos negócios do Estado. De fato,
estamos diante de uma vacância na Presidência. Está a nos governar o fantasma
não recolhido de Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusa a sair do proscênio. O Brasil
está órfão. |
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