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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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STF: O PRÓXIMO PASSO 13/04/2012 Consumada a
travessia do Rio Estige, para entregar pessoalmente
a Satã as alminhas dos anjinhos portadores de anencefalia, pergunto-me qual
será a próxima inovação legislativa revolucionária do STF. Penso que a
resposta está nos jornais do dia, especificamente no artigo de Denis Russo Burgierman, publicado na Folha de São Paulo (“Vai fugir
da guerra, Dilma”): a questão das drogas ilegais. Para tornar
nosso país um caos pior que o México falta bem pouco. Só falta mesmo que nos
tornemos oficialmente um Estado narcotraficante, moldado pela admiração e
sociedade que o partido governante tem com as Farc. O autor do artigo é um
dos soldados da causa traficante, todo enrolado nos argumentos sofísticos
incapazes de sustentar o insustentável – a liberação das drogas – e, enquanto
tal, desprovido de relevo. O que importa
nele é a notícia comentada de que chefes de Estado das Américas estarão
reunidos no próximo final de semana na Colômbia, com a presença de Dilma Rousseff , com um ponto de agenda explosivo: possível
legalização das drogas, como se tenta na Guatemala, com a desaprovação dos
EUA. A revolução
cultural contra os valores cristãos não estará completa sem a liberação das
drogas, além do aborto e do homossexualismo. É simples assim. Os dois últimos
já foram parcialmente obtidos no STF, em usurpação legislativa digna de uma
ditadura legal . Agora à cidadela final, que só
poderá ser feito se aceito pelos países vizinhos. Esse encontro é
providencial para a agenda das esquerdas. O STF está
pronto para legislar sobre o assunto nos termos demandados pelos mesmos que
demandaram o aborto e a união matrimonial do mesmo sexo. O problema é de
ordem diplomática, todavia: um movimento em falso aqui pode colocar o Brasil
como pária internacional. Por isso é preciso criar precedentes em
republiquetas como a Guatemala, para que a coisa venha num crescente, com
naturalidade. E também é preciso garantir a neutralidade dos EUA, algo um
tanto difícil. A única
solução para que o Brasil não despenque no precipício é tirar essa gente do
poder. O voto pode ser um bom método. |
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