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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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SÍMBOLO NA PRAÇA TAHRIR 19/02/2011 Reiteradas
vezes, ao ler a coluna do aloprado Clóvis Rossi, sempre fico na dúvida se
devo comentá-la ou não. Custa-me perder meu tempo diante de textos que são
puro estrume. Por outro lado, Rossi fornece temas preciosos para que possamos
agir contra a revolução da burrice, aquela que Gramsci pôs em marcha e que
tem em Clóvis Rossi um seguidor sincero. Radical, porém sincero. Crédulo,
porém sincero. Burro, porém sincero. Ele se entrega às suas mendacidades sem
qualquer pudor e tudo me leva a crer que seus leitores no Folhão
de São Paulo o têm como oráculo. Clóvis Rossi é o retrato da Folha. No artigo
de hoje (A praça Tahrir já não tem limites),
no qual ele insiste, em alinhamento com a imprensa esquerdista internacional,
que está em curso no mundo árabe uma revolução democrática, que poderia
chegar até mesmo à arcaica e terrorista monarquia da Arábia Saudita. A tese
delirante esconde o mais
fundamental: está em curso uma ação orquestrada pelos radicais
islâmicos para derrubar a ordem estabelecida e pôr no seu lugar governantes
revolucionários, como os do Irã. Esconder esse fato elementar do grande
público é um ato criminoso, uma mentira que esconde outra ainda mais grave: mudança
da ordem no mundo árabe é alimentar os inimigos do Ocidente. Sem os militares
egípcios no poder, por exemplo, o risco de guerra contra Israel cresce
exponencialmente. Um grande paradoxo. Gente
como Clóvis Rossi ignora que o fechamento do Suez equivale a declarar uma
nova guerra mundial. E a mudar para sempre o modo de ser ocidental. Não é
brincadeira o que está em jogo. Piormente, esses
analistas mal intencionados não apontam a fraqueza e o titubeio da diplomacia
obâmica e hilária, que acabou por favorecer a saída
de Mubarak, um aliado precioso. Exatamente como foi
feito por Jimmy Carter com a saída do Xá e a entrega
do poder aos mulás do Irã. Deu no que deu. Clóvis
Rossi está certo. A Praça Tahrir tem um símbolo: a curra impiedosa da jornalista americana, Lara Logan. Pela
malta revolucionária. É tudo o que os radicais revolucionários islâmicos
querem fazer ao ocidente: um estupro, e não apenas das mulheres. Esse sujeito,
Clóvis Rossi, não é sério. Sua coluna é uma coleção de sandices mentirosas. |
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