|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
QUEM DERRUBOU KADAFI 23/10/2011 Em
resposta aos meus vídeos sobre os acontecimentos na Líbia, gravados no calor
da hora, recebi várias manifestações de incompreensões do meu ponto de vista,
como se a mensagem não estivesse contida no próprio meio em que foi soprada.
Dois tipos de pessoas me criticaram. De um lado, os jacobinos de alma,
aqueles que estão sempre prontos para a subversão se o governante não passou
pelos ritos da democracia de massa, como se só o voto universal legitimasse o
exercício do poder. Essa tese é de uma cegueira atroz e não tem respaldo na
ciência política séria. Fosse assim a China não seria um Estado legítimo,
ditadura comunista de partido único fechada que é,
um exemplar acabado do marxismo-leninismo. Não obstante meu nojo pelo
comunismo, digo e repito que a China tem um sistema governante legítimo, pois
é internamente aceito, assim como externamente. Nenhum governante se mantém
contra a vontade de seu povo. Esses
jacobinos tomam aquilo que se consolidou no Ocidente para servir de diktat de
comportamento a toda gente. Obviamente que isso é loucura. Nesse grupo
encontram-se proeminentes liberais, mas também a esquerda festiva de toda
ordem, provando o parentesco próximo dessas duas correntes iluministas. Outro
grupo de pessoas que me criticou foram os que simplesmente abominam o poder
autocrático e tem náuseas de sua violência. Têm bons sentimentos, mas carecem
de acuidade analítica. Bom mocismo não torna
ninguém bom analista da política, que precisa ser vista como ela é. Se Kadafi fazia o mal, também fazia o bem e o principal
deles foi ter dado à Líbia uma longeva estabilidade, ímpar naquela região.
Sob seu governo a Líbia enriqueceu e prosperou e todos os indicadores apontam
para o contínuo aumento do bem estar social. Aproveito a informada coluna de Giles Lapouge, no Estadão (Sarkozy |