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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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PARA ONDE VAI
CHÁVEZ? 09/12/2007 A Folha de São Paulo de hoje
dá conta de que Hugo Chávez está formando sua SA, tropa
de assalto civil que passou a treinar regularmente práticas militares. São 200 mil homens em armas, contingente que cresce a cada período.
Nenhum ditador cria uma força formidável dessas para fazer guerra externa ou
apenas para vê-la desfilar nas datas nacionais. Será usada
como Hitler usou sua SA, depois transformada em SS: para acabar com os
inimigos internos, com as possíveis dissidências, para praticar o mal em
larga escala, para pôr em movimento a máquina de assassinatos políticos. O treinamento dessa força
envolve forte doutrinação ideológica comunista e o culto à personalidade do
“Chefe”. Velho filme que passa por coisa nova. Na mesma edição a Folha
informa-nos que a ação guerrilheira cresceu em território venezuelano, sendo
que a população residente tem sido vítima de seus achaques. A Venezuela
tornou-se território livre de todos os revolucionários armados
latino-americanos. Isso também não é brincadeira de criança, é uma ação
organizada das milícias revolucionárias sob a orientação do Foro de São
Paulo. Nunca devemos perder de vista que o criador e líder do FSP é o PT e
Luiz Inácio Lula da Silva. Tudo passa pelo Planalto Central. A boa notícia da semana é que
ficou claro que Chávez só não “melou” o resultado
do plebiscito que lhe derrotou porque o Alto Comando das Forças Armadas do
país não permitiu. Essa foi a sua derrota real. Felizmente ainda há uma
instância de ordem conduzida racionalmente na Venezuela e isso é uma
novidade. Havia a impressão de que Chávez, oriundo
do meio militar, havia neutralizado os generais. Parece que não, o que é uma
grande notícia. Restabelecer a ordem perdida e pôr comunistas para correr tem
sido o papel das Forças Armadas de todas as nações Sul-Americanas desde
sempre. O ponto é que não há uma
situação de equilíbrio estabilizado das forças políticas em ação e também não
é da personalidade do ditador ter paciência e contemplação com os seus
opositores, mesmo que esses eventualmente sejam do Alto Comando. Virá o murro
na mesa e o enfrentamento, na primeira oportunidade. Descambar para a
violência em larga escala é um passo lógico e esperado. Será o caminho sem
volta da guerra civil? As notícias dão conta de que a
desordem econômica é crescente, com focos de desabastecimento ocorrendo todos
os dias. Desordem não combina com preços baixos e nem com a estabilidade dos
preços. É preciso muito mais do que receitas de petróleo para fazer uma
economia prosperar, a começar pelo respeito à instituição da propriedade
privada e pelo império do Estado de Direito. É tudo que não há na Venezuela,
logo a desordem deverá continuar. Torço para que a oposição
permaneça unida e se articule com a cúpula militar. É imperativo neutralizar
imediatamente o ditador. Cada dia que passar com ele no poder aumenta as
chances de a explosão da violência política acontecer. Quem viver verá. |
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