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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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O
VÍRUS TOTALITÁRIO 19 de janeiro de 2010 O
movimento revolucionário tem agido em escala mundial e mesmo quando o
Ocidente derrotava as experiências totalitárias mais malignas do século XX,
como ao fim da Segunda Guerra mundial, ele agia na calada da noite,
aproveitando-se que as pessoas estavam desarmadas de espírito e não
enxergavam a amplitude da maldade em gestação. Ao término da Segunda Guerra
mundial tivemos, coincidentemente, a promulgação solene da Declaração
dos Direitos Humanos pela ONU, baluarte que se tornou do movimento
revolucionário e o centro de construção da moderna Cosmópolis, o governo
mundial. Os democratas não perceberam o veneno contido no documento. É com
base nessa Declaração maldita, ela própria herdeira do jacobinismo da Revolução
Francesa, que o PT e as esquerdas estão propondo as sucessivas “conferências
nacionais”, instrumento pelo qual tentam fazer um arremedo de democracia
direta e um ensaio geral da tomada final do poder total, a coincidir com o
término do governo Lula e o possível início do governo Dilma. Os direitos
constitucionais, sempre negativos, sempre na direção de impedir que o monstro
estatal interfira na existência cotidiana dos cidadãos, ganharam a roupagem
do “direito positivo”, melhor dito impositivo. Não mais o direito como
garantia individual, mas como uma obrigação de grupos para com aqueles
contemplados como sujeitos dos novos falsos direitos proclamados. A
epidemia viral de novos “direito humanos” tornou-se o mantra do movimento
revolucionário, a ponto de proclamarem como direito humano até mesmo a ação
terrorista de quando estavam na clandestinidade. A falsificação não se restringe à expressão
semântica, mas se estende à construção da ordem jurídica. Se o projeto dos
celerados que administram as tais conferência nacionais for à frente em breve
o regime de livre empresa desaparecerá do Brasil, assim como as liberdades
como a conhecemos. Eles querem que o único sujeito político seja o Partido,
utilizando o instrumento dos tais “movimentos sociais”, que nada mais são do
que a vanguarda do movimento revolucionário. Caminhamos a passos largos para
a fusão do Partido com o Estado. Nos
últimos trinta anos essa gente teve campo livre para fazer seu proselitismo e
sua ação política, a ponto de praticamente todos os meios de comunicação e as
pessoas de bem também passarem a defender a falsificação dos direitos humanos
como se contivessem algo de bom. Com o vírus revolucionário agindo ativamente
por meio das conferências até mesmo antigos combatentes pela liberdade, que
haviam aderido à ordem institucional do PT, falsificada pela Carta ao Povo
Brasileiro, acordaram. É com muita alegria que tenho lido os últimos
editorais do jornal Estadão abordando o assunto, corajosos, lúcidos,
enfáticos. O editorial de hoje, por exemplo, “Investida
contra a democracia”, é daquelas peças que devem ser guardadas e
relembradas. É de se
esperar que os demais órgãos de comunicação sigam o exemplo e aqui penso
especificamente no Grupo Globo, que não pode ignorar que é ele mesmo o alvo
principal dos revolucionários. Especialmente o jornal O Globo precisa seguir
os passos do jornal paulista, até por uma questão de sobrevivência. Os
revolucionários petistas não querem menos que a sua destruição, não há mais o
que negociar ou o que ceder. É o tempo do enfrentamento, na verdade o tempo
era aquele da época da posse do Lula. A elite brasileira quis deixar-se
enganar com a ilusão de que o PT abjurara tudo aquilo que escreveu nos seus
documentos internos e tudo que constituía as crenças de suas principais
lideranças. Um engano fatal. Eu me
sinto pessoalmente gratificado com modificação da linha editorial do Estadão,
eu que, nos últimos meses, tenho escrito como media watch para o jornal eletrônico
Mídia Sem Máscara. Quantas vezes apontei e lastimei
a linha esquerdista do Estadão! Em boa hora vejo aquela casa editorial
retomar as suas antigas bandeiras de luta, de corte liberal. Quando
eu decidi oferecer o curso AS ARMADILHAS DA LEI, no Instituto
Internacional de Ciências Sociais - IICS, é porque toda a coisa da conspiração
petista estava clara para mim e me propus a ir buscar as respostas teóricas
para o fenômeno, que antes de ser político é filosófico. O curso demandou um
grande trabalho de pesquisa, mas eu finalmente pude apresentar aos alunos o
resultado das minhas investigações, com êxito. Parte desse trabalho eu tenho
apresentado nos artigos que tenho publicado. No presente momento o mesmo curso
está sendo apresentado a uma turma privada, na cidade do Rio de Janeiro. Isso
mostra que as pessoas sérias estão debruçadas e preocupadas com o problema. O
vírus do totalitarismo tinha a seu favor o desconhecimento. Agora não mais.
Ao menos no âmbito da filosofia política eu posso dizer que logrei recuperar
os elos históricos e colocar em evidência os pensadores que destrincharam o
enigma. Não
posso aqui deixar de exaltar o trabalho majestoso de Olavo de Carvalho, que,
como um arauto, há mais de vinte anos vem dizendo os detalhes da realidade
revolucionária que nos cerca. Aqueles que quiserem ter a história completa do
que se passou e o prognóstico do que nos espera devem ler a sua obra. Está
tudo lá. Olavo é o único pensador que tem o crédito de dizer que jamais se
enganou e que não se acovardou diante da tarefa hercúlea de comunicar aos
brasileiros, diante do ceticismo geral, a tragédia que estava nos aguardando.
O tempo da tragédia é chegado. Caro
leitor, vivemos no Brasil de hoje como os alemães viveram no começo dos anos
trinta: à espera do pior. Não cabem mais meias palavras nem a tolerância para
com os portadores do vírus revolucionário. É o tempo do bom combate. |
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