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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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O ÚLTIMO DEBATE NA TV GLOBO 01/10/2010 Como era de se esperar do tipo de evento preparado
sob regras estúpidas, o debate ocorrido ontem à noite, na TV Globo, foi
insosso e maçante. Em face das semelhanças dos programas dos candidatos nem
mesmo caberiam as perguntas, cujas respostas eram sempre repetitivas. Algumas
considerações sobre eles: 1- De longe, a melhor
figura foi a do candidato José Serra, sempre com memória prodigiosa e falando
de forma clara, embora não professoral, sobre os temas abordados. Serra
mostrou-se jovial e bem disposto, discurso limpo e direto, preciso, conciso,
convincente. Do ponto de vista da comunicação teve o melhor desempenho. 2- O contraponto mais
visível foi a figura caricata e ridícula de Plínio
de Arruda Sampaio, encharcado e chavões extraídos da teoria marxista da luta
de classes. Em outros tempos Plínio teria saído dali direto para uma
penitenciária, por atentar contra a ordem pública e pregar o banditismo comum
disfarçado de banditismo político. Sua aparição foi bisonha, mais lembrava a
múmia de Tutancâmon saída diretamente do sarcófago, falando em uma linguagem
ainda mais velha e embolorada. Sua presença foi desagradável, sequer foi
hilária. Foi deprimente. 1- Marina é o conjunto
vazio de sempre, cheia de chavões dos ambientalistas profissionais, alienados
que querem administrar a natureza. Sua voz é irritante e a sua imagem é de
uma feiúra doentia, desagradável; sua magreza é um contraste com a supernutrição da Dilma Rousseff,
esta visivelmente acima do peso. Marina, quando sai dos chavões do movimento
verde, demonstra uma completa ignorância das coisas. Marina ficou muito
desconcertada quando José Serra lembrou-lhe que ela era ministra de Lula
quando estourou a crise do mensalão. Ficou claro
que entre ela e a Dilma não havia muitas diferenças programáticas. Ela é o PTdoV, ou do Verde, para ser
mais preciso. 2- Dilma Rousseff, por sua vez, mostrou-se apagada, insegura,
repetitiva. Está visivelmente gorda e barriguda. A roupa elegante que vestia
não podia esconder as suas medidas disformes. Se perdeu, como sempre, no
exercício da lógica e no uso não apropriado da linguagem para expressar suas idéias.
Fraquíssima nas perguntas e respostas. Os verdadeiros problemas do país foram
deixados de lado, como a insana valorização cambial que está destruindo as
exportações de manufaturados e, logo logo,
destruirá também a de produtos primários. Nenhuma palavra sobre a irracional
e insustentável política monetária, a causa primeira da apreciação do câmbio,
que serve apenas para engordar a renda dos portadores de títulos públicos.
Sei que, eleito, José Serra corrigirá imediatamente essa distorção descabida,
que tanto prejuízo traz para a nação. Já o PT, com seus compromissos com os
banqueiros e os muito ricos, sequer cogita em mudança. Os arautos dos rentistas não cansam de sugerir, na imprensa, a elevação
adicional da taxa de juros, uma estupidez irresponsável. Também não se discutiu a estúpida política
externa levada por Lula, que aproxima o Brasil de estados delinqüentes, como
o Iran e a Venezuela, e o afasta de importantes parceiros como os EUA e a União
Européia. Corrigir essa política externa estúpida e arrogante deverá ser o
primeiro passo de José Serra. No mais, o que tivemos foram as reiteradas
promessas populistas de adular o homem-massa, de lhe dar mundos e fundos, de
construir-lhe o paraíso na terra. Cabe registrar que José Serra, de todos,
foi o mais sóbrio no exercício populista que assistimos. Para mim o debate teve um quê de divertido.
porque usei e abusei do Twitter. Muito me diverti
em registrar os flagrantes hilários de passagens ridículas. Certos
candidatos, se lerem o que lá escrevi, não ficarão muito felizes comigo. Renovo o meu prognóstico: haverá segundo
turno com Dilma Roussef e José Serra. Dilma está
correndo risco de perder as eleições. O discurso do PT é fraco e os prováveis
governadores eleitos dos maiores colégios eleitorais serão da oposição. José
Serra pode ser nosso próximo presidente da República. Quem viver verá. |
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