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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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OS PERIGOS DO PARTIDO DO POLVO 12/09/2010 Eu pensei que a prisão do
governador do Amapá, Waldez Góes, e outras autoridades
do Estado, fosse tomar conta do noticiário do final de semana. A mim
me parece que a ação da Polícia Federal foi uma tentativa do Palácio do
Planalto de criar um fato importante para substituir as manchetes desfavoráveis
ao governo que têm se sucedido por cerca de quinze dias, desde que se
descobriu a criminosa ação dos que quebraram o sigilo fiscal e bancário de
pessoas eminentes ligadas ao PSDB e de familiares de José Serra. Não deu
certo. [Cabe aqui perguntar a legitimidade da
Polícia Federal e da Justiça Eleitoral estarem
fazendo um “segundo turno” no tapetão, cassando o voto popular e distorcendo
a legítima representação. Cada vez mais, no Brasil, a alta burocracia
policial e da justiça está se substituindo ao povo e se assenhorando
do Estado. Vivemos uma ditadura policial moderada. Que autoridade tem a
Polícia Federal de Lula, chefe de um partido corrupto, para cassar o voto de
eleitos legítimos em nome do combate à corrupção?] O furo da revista Veja,
que tem provas de transações criminosas dentro do Palácio do Planalto,
recebeu a capa da revista, que novamente utilizou a expressão da semana
anterior – partido do polvo – para se referir ao PT e à crescente fusão entre
o Estado e o partido governante. Os jornais O Estado de São Paulo e a Folha
de São Paulo de hoje repetiram a denúncia, ampliando a notícia. É certo que o
noticiário tomará as manchetes da semana que entra, agora em momento bem mais
próximo da data da eleição. O PT não consegue substituir as manchetes
desfavoráveis que ele próprio tem gerado contra si mesmo. A revista fez um trabalho primoroso para a opinião
pública, revelando o balcão de negócios que se instalou ao lado da sala do
presidente da República. O título da matéria não poderia ser mais explícito: “Propina dentro do Palácio do Planalto”,
envolvendo ninguém menos do que a sucessora de Dilma Rousseff
na Casa Civil da Presidência da República, Erenice
Guerra. Cabe aqui perguntar se tão prolongado período
de notícias negativas na grande imprensa, tanto jornais quanto televisões,
não afetaram as intenções de voto, como sugere a última divulgação das
pesquisas do Datafolha. Reafirmo: essas pesquisas são falsas, mentirosas e
não podem ser levadas em conta. Há um conluio desses institutos de pesquisa
com o partido do polvo para induzir o voto popular. Ou talvez coisa pior:
mais de uma pessoa autorizada tem me falado do desconforto do uso das tais
urnas eletrônicas, que impossibilitam uma auditoria na contagem de votos.
Estarem diante de um escândalo ainda maior, burlando a vontade popular? A
ousadia mentirosa dos institutos de pesquisa agride a inteligência dos
observadores bem informados. Não há limites morais para os dirigentes do
partido do polvo. São capazes de tudo para manterem seu poder. De fato, o
Brasil corre grandes perigos, pois está nas mãos de uma quadrilha política
que em nada difere de uma quadrilha criminosa comum. O PT é um partido
marxista-leninista que acredita que os fins justificam os meios. E, pior, sua
nomenclatura viciou-se no exercício do poder, onde adquiriu riquezas e
privilégios, estando grudada nele como carrapatos no couro dos bois. Essa
gente está disposta a pagar qualquer preço para não ser apeada do poder. As eleições do próximo dia 03 de outubro será
o último momento para que o voto possa ser usado como instrumento de
alternância de poder. Se Dilma Rousseff for
consagrada cairemos numa ditadura legal, a pior delas. |
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