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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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OS
MILITARES E O PT 24/09/2012 As elites
militares brasileiras sempre tiveram papel preponderante na política
nacional. Direta ou indiretamente se envolveram com todos os grandes acontecimentos
de nossa história, desde as guerras de libertação, a Proclamação da República
e o próprio assim chamado regime militar. Quando vigiam governos civis
movimentos militares não foram raros, quase ao ponto da sedição. Ocorre que
nos últimos dez anos de governo do PT os militares emudeceram e têm guardado
um silêncio cúmplice com as ações do partido governante. Como explicar? Toda
a gente achava que havia um abismo entre a elite militar e os socialistas do
PT. Será? Os militares
nunca gostaram do Partido Comunista – o Partidão – porque este sempre se colocou
a serviço de governos estrangeiros. Essa subserviência desagradava não apenas
aos militares, mas a toda elite nacional. É inadmissível para dirigentes
brasileiros a hipótese de governantes estrangeiros imperarem por aqui. Mas eles
jamais foram liberais e sempre desposaram as ideias que colocam o Estado como
fonte do desenvolvimento e como expressão do pode nacional. Basta ver que,
embora não apoiassem a revolução de Getúlio Vargas, a ele deram todo apoio
para que instalasse um longa e dura ditadura. A inovação do
PT é que ele fundou o Foro de São Paulo, que outra coisa não é que não a
tentativa de fazer do Brasil a sede do movimento revolucionário
latino-americano. Será talvez, o Foro de São Paulo, a manifestação
imperialista ‘brasileira’ mais explícita da história. E, ao fazê-lo, o PT
seduziu os militares, pois outra coisa não pensa nossa elite castrense, que não
a ideia de que a América do Sul é o território de sua ascendência. A prova
histórica disso foi a visita que João Figueiredo fez
a Ronald Reagan para comunicar que o Brasil não toleraria o desembarque de
tropas inglesas no solo continental, por ocasião da Guerra das Malvinas, e mais:
que o Brasil entraria na guerra tão logo isso acontecesse, para expulsar os
invasores. O Foro de São
Paulo é hoje o condutor da política externa brasileira, Sul-Sul, que busca
dar plena autonomia à diplomacia, especialmente diante das posições dos
Estados Unidos. Bem sabemos que os militares sempre tiveram suas suspeitas e má vontade para com a grande nação do
Norte. Por muito pouco Geisel rompeu um histórico tratado militar nos seus
tempos de governante. A diferença
fundamental entre o PC histórico e o PT é essa, que este último pretende
implantar seu reino imperial por aqui, tornando Brasília a capital do novo
Estado soviético renascido. Isso bastou para que a elite castrense não apenas
aceitasse sem ruídos o novo governo, mas viesse a apoiá-lo em suas
empreitadas diplomáticas: Haiti, Zelaya, FARC,
Equador, Paraguai. Onde o Brasil teve que atuar ou ceder para fortalecer
parceiro tudo foi feito, sob o silêncio cúmplice dos militares. É isso que
explica a relativa calma dos quartéis na última década. O PT deu aos
militares a plataforma imperialista com que tanto sonharam |
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