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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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O ROUBO DE DADOS DA BASE DA RECEITA 27/08/2010 O editorial do Estadão (O
crime continuado do PT) de hoje é daquelas peças para se emoldurar e não
mais esquecer. Ele tem por tema o roubo dos dados de pessoas importantes da
base da Receita Federal. Nem vou discutir aqui a exorbitância estatal de se
fazer declaração de rendimentos e de fluxo patrimonial, que é uma outra história, para outro artigo. Na verdade, estamos
em pleno vigor de um Estado policialesco, na medida
em que as autoridades curvam-se aos interesses menores dos petralhas que tomaram o poder. Nas palavras do editorialista: “Foi preciso uma
decisão judicial, tomada na terça-feira, para que o vice-presidente do PSDB,
Eduardo Jorge Caldas Pereira, pudesse exercer o direito elementar de acesso
ao inquérito instaurado na Corregedoria-Geral da Receita para apurar a
devassa nas suas declarações de renda - cópias das quais foram parar em mãos
de pessoas ligadas à campanha da candidata petista Dilma Rousseff.
E só assim o País ficou sabendo, já tardiamente, que o sigilo fiscal de
outros contribuintes também foi quebrado na mesma ocasião, com a mesma
sórdida intenção de atingir o candidato tucano ao Planalto, José Serra”. Mais grave ainda que hoje veio
a público que dados fiscais da família Klein e da apresentadora Ana Maria
Braga também foram violados. No caso desta última é difícil saber a motivação,
mas no caso dos Klein, envolvidos recentemente em negociações milionárias com
um conhecido apoiador do PT, seus dados podem ter sido valiosos como
instrumento de espionagem empresarial. A privatização do Estado ficou assim
estampada da pior forma. Isso só reforça a convicção de que a eventual
vitória de Dilma Rousseff dará à gangue do PT e seus
aliados a senha do “pode tudo”, acima e além da lei, sobretudo naquilo que
julgarem necessário para a manutenção de seu poder. A destruição das
oposições será consumada e o país caminhará perigosamente para uma ordem totalitária.
Insistir nesse ponto é essencial enquanto ainda é tempo para fazer frente ao
perigo pelo instrumento eleitoral. Depois das comportas fechadas para o
monopólio do poder pelo PT não haverá mais oportunidade de corrigir os rumos
de maneira pacífica. Os paralelos históricos estão aí para serem
vistos e devemos olhar muito bem a experiência de Hugo Chávez na Venezuela.
Estamos assistindo à destruição daquele país e o seu mergulho no
totalitarismo populista mais deletério. O Brasil caminha para repetir essa
experiência. O jornal O Estado de São Paulo tornou-se voz solitária a avisar
os brasileiros dos grandes perigos. Ainda temos essa voz. É preciso ouvi-la
com atenção. |
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