|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
O
FEIXE 02 de janeiro de 2010 Um dos
grandes prazeres que tenho hoje em dia é ler os textos de Reinaldo Azevedo.
Sempre bem informado, sempre antenado, Reinaldo
virou a palmatória dos petistas. Implacável. A última do seu blog (Dois
uísques a menos e Frolic Raivinha) manteve o
tom de sempre. Texto imperdível. Meu comentário aqui é para aproveitar a
lembrança que o jornalista fez da imagem do fascio
(feixe), nome italiano que deu origem ao termo fascismo. Reinaldo foi
didático: “É evidente, como já
apontei, que existe uma identidade de linguagem - e até o emprego das mesmas
expressões - entre as propagandas do governo, do PT, das estatais e de
alguns potentados privados. É como se toda a sociedade estivesse unida em
torno de um eixo: o estado. Não! Escolho melhor e mais apropriadamente as
palavras: é como se governo, estatais, empresas privadas, partido e
sindicatos de trabalhadores formassem um “feixe” - sim, um feixe de varas foi
o símbolo do fascismo, como vocês sabem; o nome deriva justamente de “fascio” - “feixe”, que simboliza a união”. O Brasil
vive um “capitalismo de concessão”, de “união não voluntária”. A liberdade
econômica foi esquecida, praticamente abolida. Os nossos plutocratas, a
começar pelos banqueiros, não passam de sócios do Erário e mais das vezes
tornam-se serviçais do poder por puro instinto de sobrevivência. Haverá
cartório mais perfeito do que o setor bancário no Brasil? Fora do compadrio
estatal não há prosperidade. Por isso que o empresariado é mais
revolucionário do que mesmo os sindicalistas laborais. Basta ver que não se
cansam de falar da função social da
propriedade, de meio ambiente, empresa socialmente responsável e coisas
equivalentes. Qualquer slogan inventado pelos comissários é imediatamente encampado
por eles. Afinal, ainda estão no topo da cadeia alimentar, usufruindo de um
benefício qualquer, uma concessão, algum cartório monopolista amparado em
alguma lei espúria. Por isso
que não há empresários liberais no Brasil. As idéias liberais por aqui são
anátemas precisamente porque denunciam esse “feixe” como ilegítimo e
irracional, pois ele serve apenas para enriquecer alguns, em prejuízo da
maioria. O feixe é o símbolo do Estado Absolutista renascido. Ser liberal no
Brasil é militar em gueto e encarnar a mais grave subversão: a subversão da
liberdade econômica, do pluralismo político, da minarquia.
Vivemos como nos tempos heróicos de Adam Smith. Os liberais querem desamarrar
o feixe, pois nele só cabem alguns, os eleitos pelo tirano estatal. Querem o Brasil
como um país para todos e não apenas para alguns portadores de concessões e
cargos públicos. A imagem
do feixe é perfeita. Se estar dentro dele é garantia
de que se é da tribo e está incluído na dinheirama estatal, por outro lado um
feixe só se forma se for amarrado por uma corda, que aperta, aprisiona. O
dono do poder é quem aperta o garrote vil. Uma imagem plástica perfeita para
retratar a sociedade coletivista em que estamos metidos. O nó do feixe é como
uma forca. Ninguém submetido a um regime assim pode respirar. Vimos o que
aconteceu com o Unibanco. Quando os comissários decidem quebram quem eles querem.
Não há defesa contra eles, que estão cada vez mais
ideológicos e menos propensos aos lobbies tradicionais. Dinheiro não os seduz
porque eles agora são os donos do dinheiro. Frolic Raivinha...
A imagem é perfeita para falar de cachorros, uma tirada sarcástica
sensacional. Petistas são como cães, mesmo. Haverá alguma ração para suínos, de
marca? Lula outro dia falou que se deve alimentar os
porcos mesmo que não se goste dos donos dos porcos. Quem sabe o Reinaldo não
inventa algo equivalente para aproveitar a imagem presidencial. Frolic Raivinha... tenho que
admitir que o articulista de Veja pegou na veia. |
|