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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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O DITO DE PEDRO 04/07/2007 Eu fico com
as palavras de Pedro, citadas nos Atos (5,29): “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”, entendido esse
último coletivo como o Estado. Se você, meu caro leitor, está sentindo o
desconforto que eu sinto, se está desanimado com os desmandos da oclocracia que nos governa, se está se sentindo espoliado
pelo sistema tributário, se está indignado com os anúncios sucessivos da
enorme corrupção dos governantes, se está enojado com a inversão dos valores
que tem sido a ignominiosa adaptação do sistema jurídico nacional ao
relativismo moral que criminaliza o Bem e consagra a prática do Mal como obrigação, a exemplo do homossexualismo, do
aborto, da eutanásia, dos experimentos com embriões, faça como eu: leia a
Bíblia. Pode começar pelo versículo que cito e ficará maravilhado com o fato
de que ser cristão (autêntico, de qualquer denominação) é verdadeiramente ser
subversivo. O Mal não tem como resistir à Verdade. Para
combater o Mal há que se chegar às últimas conseqüências, pois que o não
enfrentamento não nos condena tão somente à danação eterna diante de Deus,
condena-nos a nós e a nossa descendência a uma vida abjeta de sujeição ao
Estado administrado por essa gente ímpia e depravada, descolada de todas as
normas hígidas do bem viver. Desconectada de
qualquer noção de honra e sem outro princípio que não a busca e a manutenção
obsessiva do poder, atropelando até o destino com esse fito. Condena-nos à
escravidão, da qual foi Israel e sua descendência foi libertado
por ato divino. Por isso os ímpios investem tanto contra aqueles que carregam
o seu Nome. Um cristão será sempre um respeitador da lei e da ordem, será
paciente e resignado, mas o limite para a não ação, que não será transposto,
é a exigência da negação do santo Nome. Amar a Deus antecede o cumprimento da
lei positiva. E é disso
que se trata agora. Nosso governo está pretendendo reinventar tudo, anular o
sagrado direito de propriedade, fundamento da liberdade, o código de conduta
moral, os códigos utilizados pelo Poder Judiciário em seu mister.
Agora fazem do crime um prestígio e uma distinção e da vida correta uma opção
supostamente tola e condenável, que não dá nem resultados financeiros e nem
sociais. Não! Não podemos aceitar esse critério excrementício como unidade de
valor para medir a existência. Abandonar o caminho das virtudes é negar a
própria essência do ser humano e isso pode levar um cristão às últimas
conseqüências, justificar a sua taxativa negação. Ele não pode abrir mão de
moldar na tradição a sua descendência nem de se empenhar para que esta tenha
as melhores condições de paz e moralidade para se desenvolver e chegar à
idade adulta. Vivemos
tempos sombrios, que exigem lutar. Ninguém escapará do bom combate. |
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