|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
O DESTINO DE ARRUDA 11 de fevereiro
de 2010 Aconteça o que acontecer José Roberto Arruda não será mais
governador do Distrito Federal. Depois de ler a entrevista do ministro do
Supremo Tribunal Federal – STF, Marco Aurélio de Mello, na Folha de São
Paulo de hoje, isso ficou muito claro. Arruda ou renuncia (a aí poderia
recorrer em liberdade), ou será cassado (a Câmara Legislativa já se movimenta
para isso) e dá uma de Getúlio, sai da vida para entrar na história. Essa
última opção seria a mais desesperada. O juízo do ministro está formado: “Os
fatos são muito claros e precisos. Os elementos coligidos são contundentes. A
Polícia Federal fez um trabalho belíssimo”. Na esfera jurídica não há mais o que fazer,
nenhuma porta será mais aberta enquanto Arruda estiver na condição de governador,
capaz de obstruir a Justiça. A posição do STJ é ainda mais inflexível. Arruda
aqui foi vítima de sua própria hybris. O vice-governador, que no momento exerce o poder, Paulo Octávio,
também não deve durar e se não correr logo será engolido pela onda judiciária
contra ele. A imprensa hoje dá conta que a Polícia Federal está na cola dele
e seus amigos do DEM entregaram a sua cabeça, a ponto de apoiarem a
intervenção federal no GDF. Essa posição do DEM é pura covardia, não apenas diante do
correligionário caído em desgraça, mas também diante da responsabilidade
histórica. Entregar o poder do GDF, mediante intervenção, a Lula, é dar todo
o poder aos sovietes, tudo que eles querem. Quando
li nos jornais que Paulo Octavio foi pedir apoio a Lula vi que tudo está perdido.
É como pedir ajuda ao carrasco na hora da execução. Devemos lembrar que no DEM se concentra o último reduto de
conservadorismo no Brasil. Pena que não sobrou nenhuma coragem e menos ainda
discernimento. Com essa liderança política não haverá como o PT não assumir
plenos poderes, marchar radiante para o seu destino manifesto, o
totalitarismo. A coisa é toda quixotesca. O que é justo está carregado de
injustiça, o que democrático é a via totalitária, o que é normal é o portal
de entrada na anormalidade. Esse é o reino da Segunda Realidade, que nos
enlouquece a todos. O fato real é que nada pode ser feito por José Roberto Arruda.
Está na boca das hienas e seu destino está traçado. Está fora do jogo
político. A manchete do UOL agora dá conta de que Flávia Arruda, mulher do
governador, saiu há pouco do seu cárcere chorando.
Ao menos haverá uma alma feminina a chorar por ele. Não é pouco. |
|