|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
O
DECRETO DOS DIREITOS HUMANOS 13 de janeiro de 2010 Os jornais
anunciaram que o presidente Lula está alterando cosmeticamente o decreto que
instituiu o III Plano Nacional de Direitos Humanos, que causou grande
desconforto no meio militar e em alguns setores da sociedade civil, especialmente
junto ao agronegócio. Na verdade, a maneira como está sendo feita a alteração
sequer muda o decreto anterior, que permanece. Está sendo feito outro decreto
que modifica algumas expressões. A
vontade política que comandou a feitura do decreto anterior permanece
intacta. É uma carta de princípios e um plano de ação para as esquerdas
organizadas em torno da legenda do PT. Pode-se dizer que é o plano de governo
da candidata Dilma. Aqui quero explorar um pouco mais o significado do que
está inserido no decreto. A
primeira coisa que salta aos olhos é que o PT está fazendo um grande esforço
para sovietizar o processo de tomada de decisão
política, em escala nacional. Já foram realizadas mais de sessenta conferências
nacionais, a exemplo da Confecom e de direitos humanos. Pude testemunhar que
os participantes dessas conferências comportam-se como se estivessem em
processo constituinte. Obviamente
que o marco jurídico brasileiro desconhece essa instância decisória, que se
torna assim meramente indicativa. Mesmo assim, o decreto original “aprova”
seu conteúdo, colocando o peso da Presidência da República a seu serviço. O
produto das conferências acaba por se tornar decretos, projetos de lei e
portarias, de sorte que podem ter impacto imediato. Veja-se
que o clamor militar e civil era contra o decreto em si, não contra meras
expressões. O decreto de direitos humanos pretende rever o sistema de
propriedade privada e a Lei de Anistia, entre outras coisas. Ele continua
valendo. Estamos diante de um crime de responsabilidade, conforme definido no
artigo 4º da lei 1079,
de 1950 (“Atos que atentarem contra a Constituição Federal”). Obviamente que o que está sendo chamado de “direitos
humanos” nada mais é que um chavão para desqualificar a democracia
representativa e o corpo legal em vigor no país. É um instrumento de
propaganda revolucionária e de ação política, de ação direta nos moldes do
fascismo, pelas minorias organizadas, que tentam impor à Nação sua ideologia
particularista. É a prova mais evidente de que o Brasil está em franco
processo revolucionário que objetiva a instalação de um regime comunista
pleno no Brasil. Veja,
meu caro leitor, que tudo está sendo feito às claras, sem nenhuma preocupação
em disfarçar nem os meios e nem os objetivos a serem alcançados. Esse plano
de direitos humanos é da mesma natureza do Mein Kampf de Hitler. As pessoas não levaram muito a sério mas, uma vez no poder, os revolucionários nazistas
puseram tudo em prática. Vejo a passividade dos empresários, do meio militar, da Igreja, da classe média, todo mundo achando
que essa iniciativa é meramente tática e não é para valer. Mas é para valer!
Essa gente não está para brincadeira, proclama o que vai fazer e o faz, sem
encontrar maiores resistências. A passividade é exasperante, parece que a
covardia tomou conta de toda a Nação brasileira. O torpor é generalizado. A proclamação em metástase dos múltiplos direitos humanos,
definidos sempre em
antagonismos, impõe a cisão na sociedade. O direito da criança, por exemplo,
é sempre definido em antagonismo em relação ao pátrio poder. O da mulher
contra o marido. Do adolescente contra a família. O de diretos humanos é muito
mais abrangente, procurando modificar o sistema de propriedade privada, o
controle completo sobre a produção de notícias e conteúdo de informações em
geral e a humilhação dos chefes militares, entre outras coisas. Na
verdade, está proclamado nas entrelinhas o direito ao terrorismo e impedida a ação das forças da ordem
contra ele. É a subversão total da ordem. Lula não
voltou atrás. Fez um gesto vazio. Nada de bom nos aguarda. |
|