|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
O COMBATE AO
ESTADO TOTAL 18/05/2008 Fui convidado para ser
palestrante no I Fórum Brasileiro da Democracia Liberal,
evento que acontecerá no próximo dia 31, em Florianópolis. Aceitei o convite porque
falar dos perigos do Estado Total é já uma forma de lhe dar combate. Venho
aqui lembrar, meu caro leitor, da urgência e relevância de termos atenção
integral aos movimentos da besta estatal, insaciável em subtrair riquezas e
liberdades de quem habita no Brasil. Um exemplo é o balão de ensaio lançado
pelo governo Lula para reviver a CPMF,
imposto de triste lembrança para todos os brasileiros que trabalham. Obviamente que a notícia é um
contra-senso, inclusive porque as estatísticas disponíveis sobre a
arrecadação no primeiro quadrimestre demonstram o enorme avanço da carga
tributária, a despeito da descontinuidade daquele imposto. A desculpa é a
velha e mesma de sempre, de que os recursos seriam destinados aos gastos com
a Saúde pública. Ora, porque então o excesso de arrecadação não é, de pronto,
aplicado a esse mister, supostamente tão urgente aos
governantes? Digo-lhe, meu caro leitor: pelo simples fatos de que a elevação
dos impostos, para um governo socialista como o do PT, não é uma questão
meramente administrativa, mas uma questão programática de cunho ideológico. A
necessidade real do que quer que seja entra como mera peça de retórica de
convencimento, seja à opinião pública, seja ao Poder Legislativo. A revolução em curso ganhou
contornos tributaristas e a luta de classe levada a efeito pelo governo do PT
é expropriar legalmente, via carga tributária, seja a renda ou a propriedade
privada dos brasileiros. A nova esquerda, ancorada nas teorias de Antonio Grmasci, descobriu que, melhor que dar
tiros por aí para derrubar governos, melhor mesmo é ganhar eleições e usar
das leis e do aparelho de Estado contra aqueles que eles chamam de
“burguesia”, ou seja, qualquer pessoa que não dependa do Estado, nem
dos sindicatos e nem do assistencialismo dos partidos políticos para ganhar a
própria vida. Em outras palavras, os brasileiros que trabalham e pagam
impostos, os empreendedores e seus empregados. Quem olha com agudeza a cena
que se desenrola não pode deixar de exibir um sorriso sardônico e um maneio
de cabeça, descrente, ao ouvir essa proposta indecente de Lula. Essa retórica
não engana a mais ninguém, pois o suposto Estado de Bem-estar social é apenas
uma etiqueta para legitimar e legalizar o roubo. Mas, de algum modo, a
comunicação política precisa ser feita, pois afinal o exército de jornalistas
que defende a causa esquerdista precisa ter sobre o que escrever. Pregar a
distribuição de renda via Estado é a crença geral que tomou conta de toda a
nossa classe pensante, primeiro e sobretudo da
classe jornalística. Não lhe ocorre que defender essa baixeza é
acumpliciar-se com a forma mais nefanda de roubo, odiada pelas pessoas desde
tempos imemoriais. Revoluções genuínas sempre são feitas contra a tirania dos
impostos elevados. Então lutar contra o Estado
Total é sobretudo lutar não apenas contra a elevação
dos impostos, mas pela redução da carga tributária também; é lutar contra o
excesso de regulação da vida privada; é defender a redução do número de
funcionários públicos, a revisão da Previdência Social, transformada que foi numa fábrica de privilégios nojentos. Os
“anistiados” políticos estão aí a caçoarem dos pagadores de impostos. E como lutar? De todas as
formas, opinando com os amigos, escrevendo, discutindo em todos os fóruns e,
em especial, escolhendo bem os candidatos a postos eletivos. Quem não depende
do governo não precisa cair no conto de vigário do distributivismo.
Embora todos os nossos partidos políticos estejam comprometidos com o
programa socialista, ainda assim é possível a escolha de nomes de gente
honrada, que sabe que imposto é roubo e que dinheiro não dá em árvore. Militar nos organismos
engajados com a causa da liberdade é também uma forma de ação contra o Estado
Total. Os Institutos Liberais, mesmo que fracos e sem recursos, precisam ser
apoiados. O resgate do sentido da Tradição religiosa também, que ela sempre
defendeu os fundamentos da liberdade. E aqui falo especialmente das
confissões cristãs e do judaísmo, por mais que parte do clero e dos
religiosos tenha descambado para alguma variante da famigerada teologia da
libertação. Lutar contra o Estado Total é
um dever de consciência. |
|