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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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NOTÍCIAS RELEVANTE SOBRE A CONFECOM
IM, Oi e Telefonica querem dar golpe na Confecom: elas já entraram para o PIG? Vamos reagir!
publicada quinta, 19/11/2009 às 12:37
e atualizado quinta, 19/11/2009 às 12:44 | Há alguns anos, muita gente saudou a chegada - ao mercado brasileiro
de comunicação - das chamadas "teles". Não que elas sejam santas,
nem eficientes - como mostrou o "apagão" do Speedy (provedor de internet do grupo Telefonica)
em São Paulo, este ano. Mas, ao menos, a presença das
"teles" seria uma forma de contraponto ao poder exacerbado da
mídia tradicional, controlada por grupos familiares ("Globo",
"Folha", "Abril" etc...). No processo da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a princípio, ficou claro que as
"teles" não seguiam a cartilha autoritária da velha
mídia oligárquica. Os setores tradicionais (ABRA, ANJ - leia-se Globo...) retiraram-se
da comissão de organização da Confecom. As "teles" permaneceram, sinalizando que consideram positivo o
debate sobre o tema no Brasil. Pois bem: agora as "teles" começam a mostrar as
garras. No melhor estilo golpista. O que se passa? Na Conferência Estadual de São Paulo (preparatória
para a Confecom nacional, que vai ocorrer em
dezembro), o chamado "setor empresarial" vai escolher 84
delegados (a "sociedade civil" deve escolher mais 84
delegados, e o "setor governamental" outros
tantos). O que diz a lógica? Que esses delegados do "setor
empresarial" deveriam ser escolhidos, de forma proporcional, pelos
votantes inscritos a participar da estapa estadual,
certo? As "teles" não aceitam. Ameaçam passar o rolo compressor.
Como isso pode ocorrer? Explico: há cerca de 400 pessoas inscritas na etapa
estadual de São Paulo da Conferência, como representantes do "setor
empresarial". Cerca de 250 pessoas são ligadas
às "teles" e ao grupo Bandeirantes (que,
apesar de fazer parte da mídia tradicional, decidiu participar da Confecom). Outros 150, aproximadamente, são
ligados a pequenas empresas (editoras, sites, revistas etc). As "teles" e a Band fazem biquinho.
Acham que os "pequenos" não são "empresários de verdade".
Ah, empresário é só multinacional? Onde tá
escrito que o pequeno empresário não pode participar? Este
"Escrevinhador", por exemplo, inscreveu-se como "produtor de
conteúdo", e vai particpar da Confecom, no "setor empresarial". Tenho CNPJ,
pago imposto há anos (PIS, COFINS, IR...). E ponto. Ora, pelo bom senso, as "teles" e a Band (que têm uma agenda diferenciada dos
pequenos empresários) deveriam ficar com cerca de 2/3 dos delegados.
Os "pequenos" deveriam eleger outro 1/3. As "teles" simplesmente não aceitam.
"Ofereceram" apenas 10 delegados para os "pequenos",
indicando: "já tá muito bom pra
vocês". Os "pequenos" querem o que é
justo: Esse embate ameaça "melar" a Conferência de São
Paulo. Os "pequenos" já avisaram que irão à Justiça. Vão
parar a Conferência, se for preciso. O governo federal (tão bonzinho com os empresários) vai ter que sentar com
as "teles" e convencê-las a respeitar as regras democráticas. Não é
possível começar a discutir comunicação com esse grau de arrogância. Mas antes de ir à Justiça, há mais a fazer: o pessoal que coordena
os "pequenos" empresários enviou o texto, que publico abaixo,
conclamando blogueiros, twiteiros
e guerrilheiros da informação em geral a comparecer à Confecom,
para denunciar a armação das "teles". Quero ver se as matrizes da TIM, da Telefônica etc
querem ver suas marcas associadas a esse tipo de expediente no Brasil. Se eles tratam assim os pequenos empresários, imagina como tratam
os clientes! Vamos pra cima deles! Se tentarem dar golpe, vamos lançar campanha de
boicote às marcas. Por que, não? O golpe das teles e da Band
na Confecom-SP O golpe contra a democratização das comunicações tem
data e hora para acontecer. Começa na sexta-feira às 17h na Quadra dos
Bancários de São Paulo (rua Tabatinguera,
192, Centro de São Paulo). Continua no sábado e domingo na Assembléia
Legislativa de São Paulo. O movimento das pequenas empresas de comunicação
solicita a todos os blogueiros, tuiteiros
e militantes de todos os segmentos da luta progressista que não aceitam mais
que os grandes conglomerados midiáticos, a partir de métodos
antidemocráticos, continuem a impor suas posições sem negociar de forma
correta e limpa, a divulgar essa ação e a protestar. Também solicita que compareçam a Quadra dos
Bancários para filmar, tuitar, fotografar e postar
notas denunciando essa ação antidemocrática
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