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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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MODERNIZAÇÃO TOTALITÁRIA 13 de março de
2010 A palavra mais em
voga na alta burocracia estatal é “modernização”, basicamente entendida como
a aplicação de sistemas informatizados às rotinas de trabalho. A informática
mostrou-se uma ferramenta bastante adequada para a ossificação do poder da
burocracia. Os fluxos de rotinas ficaram rigidamente estabelecidos, os
registros de cada ação congelados para sempre em bancos de dados e o poder da
hierarquia superior gerenciar cada etapa de trabalho e mesmo o desfecho de
cada processo agigantou-se. Informática e
serviço público formam um binômio inseparável e não ao acaso o valor dos
investimentos em serviços informatizados tem crescido a cada ano. O fato
ganhou relevo com o mensalão do DEM, de José
Roberto Arruda, que teve nos prestadores de serviços de informática o
desagradável destaque no pagamento das propinas. O homem da modernização do
GDF, Durval Barbosa, tem sido a grande estrela do escândalo, mais até do que
o próprio governador. Por suas
características a informática se presta a ser um perigo nas mãos de
governantes mal intencionados. É capaz de gerar
prisões virtuais, como as tornozeleiras de
acompanhamento de apenados, de monitorar indivíduos e mesmo multidões, de
processar palavras em textos e em voz e, assim, servir de instrumento de
vigília sobre o comportamento e o pensamento das pessoas. Se um Hitler ou um
Stalin tivessem a informática ao seu dispor certamente sua eficácia na ação
maléfica teria aumentado superlativamente. Mais do que nunca
a necessidade de haver governantes moralmente superiores se coloca como problema
para a humanidade. Os meios de morte e de ação totalitária ganharam músculos
nos últimos cem anos. As liberdades correm perigo. Essas reflexões
me vêm a propósito da mais recente ação do governo Lula no rumo do
totalitarismo, mais até do que o nefando decreto que instituiu o Plano
Nacional de Direitos Humanos. O termo “modernização” aqui foi usado como
desculpa para desfigurar a ordem jurídica do país. Refiro-me à notícia de que
o Executivo Federal remeteu ao Congresso Nacional três projetos de lei e um
projeto de lei complementar com o objetivo de “modernizar”a
administração tributária da União. O editorial do Estadão de hoje (Terror tributário) traz bem o resumo dos fatos
e pontua, a partir do título, a essência da iniciativa legislativa. Lá podemos ler: “Princípios essenciais do Estado de Direito são ignorados pelas propostas
- três projetos de lei e um projeto de lei complementar - que o governo Lula
enviou ao Congresso a pretexto de "modernizar" a administração tributária
e tornar sua atuação "mais transparente, célere e eficiente".
Garantias constitucionais como a inviolabilidade da intimidade, da vida
privada e do sigilo de dados são desacatadas pelas propostas. A Receita
Federal disporá de tantos poderes que poderá agir como polícia e até
substituir o Judiciário”. Mesmo um veículo
cúmplice com a ordem petista, como é o Estadão, não poderia fechar os olhos a
essa loucura. Não ao acaso os outros dois grandes jornais, O Globo e a Folha
de São Paulo, ignoraram o tema, o que mostra que o grau de cumplicidade de
cada veículo da grande mídia pode variar. A palavra modernizar está aí muito
mal empregada. Simplesmente Lula e o PT querem transformar a Receita Federal
em uma forma renovada de Gestapo que, além de deter os poderes específicos da
Secretaria, teria também poder de polícia e de Justiça. Como a Receita já
detém poder legislativo por meio de portarias e ordens de serviços, mais das
vezes ao arrepio da Constituição, teríamos aqui o Estado Total formatado da
maneira mais teratológica. Veja-se que o
móvel aqui é perseguir os “ricos”, pois por suposto pobres estariam livres da
perseguição, a menos que se tornassem ricos também. O viés da luta de classe
está estampado com todas as letras. No intuito de realizar a sua “justiça
social” a corte petista quer praticar toda sorte de injustiças contra o
extrato superior de renda. Mesmo esse viés é
também um degrau para o objetivo maior: o pleno controle da vida de toda
gente por parte da burocracia do Estado, agora fundida com o partido, o PT. É
o totalitarismo a plena bandeira. Dá para imaginar o que podem esperar os
brasileiros se Dilma Rousseff, a radical, for
entronizada como presidenta do Brasil. Caro leitor, você
voaria num Jumbo pilotado por Lula? Ou por Dilma Rousseff?
O Brasil é o Jumbo e se aproxima velozmente da montanha, voando baixo.
Amarrem os cintos e se preparem para o pior. O acidente será fatal. Cada um
deles carrega um colar de bombas na forma de projetos de lei malucos como
esse aí. Os terroristas tomaram o avião e fizeram dos brasileiros seus
reféns. Nada de bom é de se esperar. |
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