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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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LULA NO ORIENTE MÉDIO 16 de março de
2010 Lula no Oriente
Médio tem sido como a visita de um jerico numa loja de louças. Quebrou tudo
de uma só vez: foi descortês com Israel, bajulou os palestinos a troco de
nada, flertou com o tiranete do Irã, quebrando todos os princípios da
diplomacia brasileira sem nada levar e, para não bastar, insultou a memória
heróica do povo judeu. Tudo em uma única viagem. É bem verdade que
em nada a viagem surpreendeu. A trajetória da diplomacia lulista
tem sido essa cabeça bifronte de um Jano caipira:
repúdio aos EUA/Israel e cortejar os governos delinqüentes pelo mundo.
Tivemos aqui mais do mesmo, com a diferença que a situação no Oriente Médio
está explosiva, ao ponto do risco de estourar uma guerra com perigo de uso de
artefatos atômicos. A diplomacia de jerico levada por Lula para aquelas
bandas só piorou tudo e nenhum ganho trouxe ao Brasil. A quebra de
princípios consagrados na nossa diplomacia deu-se de forma gratuita e
insensata, apenas para acariciar o ego dos radicais que tomaram de conta do
Itamaraty, orgulhosos de si mesmos e de sua falsa grandeza. A credibilidade
do Brasil despencou. Chega a ser risível ver a pose de Lula e Marco Aurélio Garcia,
seu embaixador plenipotenciário, achando que estão fazendo o máximo. É, a um só tempo, ridícula e atroz a situação criada. Um bando
de formiguinhas com ego de elefantes. O editorialista do Estadão hoje foi muito feliz ao comentar
o fiasco da diplomacia lulista (O
"vírus" da Paz de Lula). O trecho abaixo foi cirúrgico: “Lula e o Itamaraty parecem ignorar ainda que a aproximação do
Brasil com o Irã, valha o que valer, não é malvista
só em Israel, na região. A Arábia Saudita e o Egito, os dois principais
países árabes, tampouco se rejubilam com isso. Enfim, a soberba da diplomacia
lulista chega ao disparate de supor que a atual
posição "cética e dura" dos EUA em relação a Israel, nas palavras
de Garcia, facilitará o ingresso de outros atores, um deles o Brasil, no
processo de paz no Oriente Médio. É, de novo, o mundo de ponta-cabeça. Se Netanyahu não ceder a Obama, cederá a quem? A Lula? O
sonho faraônico de se transformar no estadista global que entrará para a
história por ter tido êxito ali onde todos fracassaram nos últimos 60 anos
conduz Lula da futilidade à ridicularia. E isso porque a diplomacia lulista, partidária e eleitoreira, só visa a promover a
imagem de seu guia perante o público interno.” Mais não precisa
ser dito. |
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