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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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LISBOA, AUSCHWITZ, NOVA YORK 21/01/2011 Continuando
a reflexão sobre o tema do mal no plano coletivo vale a
pena comentar três acontecimentos inesquecíveis para o Ocidente. O terremoto
de Lisboa, em 1755, foi um marco porque serviu para que ateus,
teístas (como Voltaire) e agnósticos reforçassem
seus argumentos contra a tradição cristã, que sempre viu nos grandes
acontecimentos nefastos a ação do Maligno, e também um serviço aos propósitos
divinos. O velho ditado de que não há mal que não traga um bem. A gratuidade
de um mal natural como o terremoto de Lisboa serviu
assim aos propósitos de um outro tipo de mal que emergia e que era então
desconhecido na história: o mal alavancado pelo Estado moderno. Os intelectuais
do Iluminismo foram os apóstolos do novo Estado moderno, cuja face hedionda contemplamos cotidianamente na atualidade. Essa
forma de mal fez seus ensaios desde o Renascimento, com as guerras
religiosas, as ditas de libertação e a Revolução Francesa e encontrou seu
apogeu nas grandes guerras do século passado. As razões de Estado passaram a
se sobrepor aos interesses dos indivíduos e a elite dirigente, munida de maus
propósitos, fez do Estado a alavanca para levar a
maldade a paroxismos indizíveis. Hitler foi um dos exemplos de personificação
do mal: a figura faustica, que povoava a mente
alemã e européia em geral desde os tempos medievais, nele encarnou. Assim, Auschwitz assumiu a forma nefanda de destruir gratuita e
metodicamente, por meios industriais, povos inteiros, especialmente o judeu,
sob o falso argumento de perfectibilizar a
humanidade. Aqui a maldade envolvia a sobrevivência dos seus autores, era
meramente instrumental. Os funcionários dos campos de concentração cumpriam
os seus trabalhos (podemos dizer isso?), bem como os fornecedores dos
instrumentos de morte desses campos e iam para casa sem qualquer sentimento
de culpa. Bem diferente
foi o que houve em 11 de setembro, em Nova York, com a destruição das Torres Gêmeas.
Os autores morreram junto com suas vítimas. Típica ação do islã em guerra
civilizacional contra o Ocidente. Aqui a maldade alcançou o estágio da mais
pura irracionalidade, deixou de ser instrumento para ser fim
em si mesma. Um Eichmann era um mero
funcionário público cumpridor dos seus deveres, um banal, como disse Hannah Arendt. Um Mohamed Atta é um
demônio de outra estirpe: alegrou-se com a própria morte por saber que estava
levando muitos inocentes consigo. Uma covardia indizível. Um suicida está
além de qualquer justiça terrena. Contra o
mal natural não há defesa eficiente, porque está
integralmente na vontade de Deus. O mal gestado no interior da civilização
ocidental é reversível, bastando para isso despotenciar
os mandatários imbuídos do mal, como Hitler e Stalin. O Ocidente desconhece o
suicídio instrumental. Contra o mal islâmico,
todavia, não há solução. O islã enquanto tal é assim o inimigo mais terrível
do Ocidente, pois qualquer dos seus adeptos pode, de um momento para outro,
decidir-se pela Jihad e a própria morte será tomada
por si como honrosa e sagrada. Os islâmicos enxergam no Ocidente em geral o
seu inimigo. Atravessaram oceanos para derrubar as Torres Gêmeas e seus
acólitos comemoraram o feito criminoso em toda parte. Se tiverem artefatos
atômicos operacionais não hesitarão em matar por matar qualquer um que esteja
na mira. A vida deles não tem nenhum valor, menos ainda a dos inimigos. Contra
todas as formas de mal só há um antídoto: a lei de Deus. A única força capaz
de vencer os islâmicos é a única que lhe tem vencido, desde sempre: o
Cristianismo. A batalha é de fato espiritual. |
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