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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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LÁGRIMAS
DE CROCODILO 19/06/2008 Não sei se o
jovem tenente que comandava as forças do Exército no Morro da Providência, no
Rio de Janeiro, tem alguma responsabilidade jurídica sobre a morte dos três
rapazes, assassinados pelos traficantes do morro rival. Duvido muito.
Responsabilidade real menos ainda, vez que é um homem treinado para obedecer ordens e a cumprir rigorosos cânones morais. Pergunto-me:
o que ele pessoalmente ganharia com a morte dos jovens? O que ganharia o
Exército, a quem certamente serve com denodo e devotamento? Nada. Essa
história de que queria dar um corretivo nos rapazes não me convenceu e está
muito mal contada. Quem ganhou
com o episódio? Os inimigos declarados da Forças Armadas, que primeiro
criaram a armadilha de transformá-las em polícia e, depois, ao primeiro
episódio dúbio, não hesitaram em apontar o dedo acusador. Causa-me um
grande desconforto ver a carreira de um jovem oficial
ameaçada por essa sujeira toda. A injustiça clama aos céus. Mas a
conspiração das esquerdas contra as Forças Armadas é permanente e não
descansa. Sacrificarão qualquer coisa e qualquer pessoa para satisfazer o seu
ódio e o seu desejo de vingança contra aqueles que, de fato, são o último obstáculo em seu caminho em rumo ao poder
total. Vejo também a
constrangedora situação do Alto Comando. Desprovido de poder de ministério,
desamparado pelas lideranças civis, encurralado em seus quartéis, está a ver
impotente a ação insidiosa do inimigo contra suas fileiras sem nada poder
fazer. Canhões nada podem contra a demagogia. Delegados de polícia,
promotores e juízes se tornaram algozes dos Guardas da Pátria. Falam grosso, protegidos
que estão pelos cargos e pela malta que está a governar o Brasil. Até quando
veremos a impostura prevalecer sobre o dever? Quando a sociedade brasileira
esboçará uma reação? Será que nossos líderes civis não percebem o perigo a
rondar a todos nós, e não apenas aos nossos soldados? Eles são
a última linha a proteger a lei e a ordem, abandona-los equivale a
abandonar a nós mesmos às mãos dos revolucionários. O hipócrita
editorial da Folha de São Paulo de hoje diz: “A tortura e o assassinato de três rapazes capturados pelos militares
e por eles entregues a facínoras do vizinho morro da
Mineira resultaram de uma sucessão de erros -gravíssimos, abomináveis- que
vai além da simples responsabilização dos envolvidos”. Já julgou os
militares e os entregou à sanha do linchamento da opinião pública,
devidamente manipulada. Posando de isenta, faz o que a Folha sempre fez: a
propaganda esquerdista mais asquerosa. Não nos
enganemos, meu caro leitor: deixar que a propaganda enganosa das forças
esquerdistas destrua a reputação das nossas Forças Armadas e a carreira de
nossos jovens oficiais é o caminho da perdição. É hora de reverter o quadro e
de fazer prevalecer o verdadeiro e o certo. Se alguma responsabilidade houve
foi de quem quis fazer do Exército simples polícia. Não é sua missão, nunca
foi. Se algo está errado é essa decisão descabida. Cabe agora ao
Comando tomar providências para proteger os ingênuos soldados levados à
armadilha dos insidiosos. Aqueles que choram pelos que morreram no morro,
tirante os seus familiares, não passam de crocodilos pescando em águas
turvas. Não enganam a ninguém. |
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