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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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JOSÉ SERRA ATACA AS FARC 30 de maio de
2010 A notícia mais
sensacional dos últimos dias foi o ataque frontal que o candidato José Serra fez
ao presidente da Bolívia, Evo Morales,
relativamente à facilitação da produção e do tráfico de drogas que seu
governo patrocina para o Brasil. Serra certamente está de posse de maiores e
mais detalhadas informações para trazer o tema para o centro do debate da
campanha presidencial. Esse tema é um divisor de águas. José Serra
questiona não apenas a política externa de Lula; questiona também a leniência
com que o PT, Lula e sua candidata tratam a questão das drogas. Objetivamente
o PT é sócio das FARC no Foro de São Paulo e fez do Brasil um grande mercado
para seus parceiros. A aliança com Hugo Chávez precisa também ser
compreendida dentro desse arco de aliança mais amplo amparado pelo Foro de
São Paulo. Ao fazer a
acusação direta o candidato José Serra pôs o dedo na ferida, demarcou seu
campo político e se alinhou, de fato, com os interesses maiores do Brasil.
Não há dúvida de que acertou ao dizer que as drogas, vindas da Bolívia, com a
leniência do poder estabelecido nos dois lados da fronteira, estão destruindo
a nossa juventude. Todas as classes sociais estão expostas aos seus efeitos
devastadores. O crime organizado prospera e a violência explode onde as
gangues estão agindo, ao custo de muito sofrimento e de muitas vidas
frustradas. O diagnóstico
de Serra é certeiro e corajoso. No lugar dele eu mandaria reforçar a
segurança pessoal, pois esses criminosos ligados ao tráfico internacional não
têm limites. Basta ver o que fizeram na Colômbia, provocando a guerra civil,
e no México, praticamente transformado em um narcoestado,
uma terra sem lei. O Brasil, a prosseguir a leniência do governo federal,
corre o risco de ambas as mazelas. Serra
contrariou grandes interesses econômicos, ideológicos e políticos com a sua
fala. Assumiu uma postura de estadista. Foi à luta. Não será mais possível
confundir ambas as candidaturas de Serra e Dilma, por mais que se aproximem
no espectro ideológico. José Serra alinhou-se com os interesses maiores do
Brasil e dos brasileiros. Finalmente alguém parece disposto a fazer o que
precisa ser feito contra os bandidos das FARC e seus amigos. Esse gesto
também favorece uma aproximação com o governo dos EUA, que o PT e Lula
deliberadamente afrontam. O Brasil precisa ser para os EUA o que é para eles
a Inglaterra. Essa postura de afronta e de não cooperação tem custado perda
de eficiência exportadora e a má vontade daquele país nos fóruns
multilaterais. Parece que Serra está disposto a corrigir esse trágico engano.
Certamente isso implicará no afastamento do governo delinqüente do Irã e
mesmo da China. Resta saber como
conciliar isso com a proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com
seu discurso favorável à descriminalização das drogas. Serra parece ter
tomado o partido da razão, lutando para proteger a juventude. Fez a escolha
certa. FHC precisa calar a boca sobre o assunto e deixar o candidato ir ao
encontro das legítimas e vitais aspirações nacionais. Penso que essa
simples tomada de posição levou para seu lado parte ponderável do eleitorado
órfão, que duvidava que algum candidato estivesse disposto a comprar a briga
com as FARC e seus aliados tupiniquins. Serra fez isso. É um grande mérito.
Será que teremos finalmente um estadista no Palácio do Planalto? PS. Postei no Youtube
um comentário sobre o mesmo assunto. |
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