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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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INVERTENDO
FATOS 22/01/2008 De há muito os bons
economistas, aqueles que sabem que o mal por excelência é a
ingerência do Estado na economia, seja a que pretexto for, têm advertido que
a economia mundial, particularmente a norte-americana, estava vivendo
ilegitimamente da expansão monetária artificial. O longo ciclo de expansão
econômica – que pode ser apropriadamente chamada de inflacionária – se
manteve porque coincidiu que dois auspiciosos fatos, a impulsionar de forma
sadia a economia: de um lado a enorme elevação na produtividade, trazida
pelas inovações tecnológicas associadas à informática e às telecomunicações
e, do outro, a entrada da China como grande parceiro na economia mundial. A
China trouxe uma matéria prima preciosa, mão-de-obra barata e disciplinada,
utilizando tecnologias sofisticadas. Inundou o mercado mundial de produtos
baratos e bons. Mas parece que o sonho de
expansão continuada acabou-se, pelo que se viu ontem
nos mercados. Basicamente a causa da crise é a expansão monetária
desenfreada, especialmente a dos EUA. E qual a solução dos
magos economistas de esquerda que controlam os bancos centrais, cá e
também lá? Mais oferta monetária, mediante redução da taxa de juros. Gasolina
lançada para apagar incêndio. Sempre que há crise os burocratas do Estado
tendem a ampliar seus poderes, usando velhas idéias esquerdistas de corte keynesiano e marxista, e sempre conseguem agravar tudo.
Antes como agora. Se a economia mundial caminhar para algo semelhante a 1929
será porque os governos foram além dos seus chinelos e os burocratas meteram a mão onde não deviam meter. Os remédios para a crise que
se avizinha são apenas dois: elevação da taxa de juros e redução do Estado,
da despesa e da receita. Nunca foi tão fácil administrar a saída da crise,
bastando para isso reduzir o monstro estatal e mandar para casa uma boa
metade dos burocratas metidos a sabichões. E pôr sua clientela eleitoral
parasita, pendurada no espúrio welfare state, a trabalhar, como deve ser. É preciso reduzir
o poder discricionário dessa gente, em todos os países. Por isso para mim não foi
surpresa ler o besteirol escrito por Eleonora de Lucena na Folha de São Paulo de hoje, ela que é editora-executiva do jornal. A Folha congrega em suas hostes a fina-flor
do esquerdismo Zona Sul, essa gente insossa que, rica e atéia, pensa que tem
as chaves da engenharia social para curar o mundo e se sente à vontade para
culpar o capitalismo pela existência do mal: “Já foi dito que uma das funções do Estado moderno é defender o
capitalismo de ações dos capitalistas. É precisamente o que acontece agora. O
Estado - que organiza e agencia os interesses dos grupos dominantes
-é chamado a agir assim nas crises. Afinal, é preciso que alguém
assuma o controle da situação. Que possa atuar para além dos bônus anuais, do
curto prazo, dos ganhos dos rentistas”. Isso é o papo keynesiano mais ridículo. O que temos é que defender, não
apenas os capitalistas, mas toda a gente, da burocracia estatal. Esses
economistas de esquerda são uma espécie de sacerdotes que
pensam ter as chaves dos mistérios para gerenciar a sociedade. Não
têm, não sabem o que fazer, não têm como decifrar os
augúrios de suas próprias incúrias. O que têm é a pretensão de eliminar a lei
da escassez pela expansão infinita da oferta de moeda. Ora, esta só pode
gerar uma coisa: inflação. E esta última uma outra coisa: recessão. Numa
palavra, estagflação. A editora-chefe
foi muito (in)feliz ao resumir tudo. Quando a economia se expande essa gente
se credita o mérito. Não é o industrial, o agricultor, o comerciante e nem o
banqueiro, com todos os seus empregados, que trabalham duro e de forma inteligente para prosperar a si mesmos e a toda gente que
são os autores da bonança. Não, a expansão teria se dado pelo passe de mágica
desses parasitas. E, quando vem a recessão provocada
por eles, culpam os ditos “capitalistas”, os que trabalham e que agora terão
que amargar perdas, dívidas impagáveis, produtos invendáveis, ruína
econômica, demissão de empregados, todas as tragédias associadas à estagflação. São os que verdadeiramente pagam a conta. Só existe um culpado por tudo
isso, deixemo-lo claro: o Estado agigantado, tocado pelos
parasitas burocratas. A editora-chefe
tem razão: Afinal, é preciso que alguém
assuma o controle da situação Esse alguém é quem trabalha,
não os parasitas do Estado. Não sei como será feito, só sei que terá que ser
feito. Talvez essa grande crise que
se avizinha seja o corretivo necessário para finalmente a humanidade
redescobrir que não se pode tolerar parasitas, é preciso reduzir impostos,
gastos e sobretudo o poder do Estado. Fora do Estado
mínimo não haverá salvação. |
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