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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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IDIOTAS OU
MALVADOS? 17/11/2007 Fez muito sucesso a expressão cunhada por Mário Vargas Llosa para retratar a
marcha do esquerdismo na América Latina, a do perfeito idiota latino-americano relatado em diversos dos seus
livros. É uma expressão divertida, mas perigosa, porque mais esconde do que
revela os reais fatos políticos da região. O duelo que é travado por aqui se
estende aos limites transcendentes e uma simplificação do mesmo equivale a
esconder a verdade e a fazer o jogo do Inimigo. Certo, quando você vê um conjunto
de idiotas carregando bandeiras do PT ou do partido do Chávez,
ostentando botons nas lapelas e fazendo discurso em
prol da suposta “justiça social”
certamente você estará confrontado com um conjunto de perfeitos idiotas
latino-americanos, iguais aos idiotas de outros continentes. Não há aqui na
região peculiaridade alguma. São idiotas porque têm os predicados dos
idiotas: são pessoas que carecem de inteligência e discernimento, são tolos e
estúpidos. Piormente porque estão convencidos de que são portadores da mais
alta moralidade e que são os campeões na defesa dos pobres
e oprimidos, quando a realidade é precisamente o contrário. E ainda
acharão que aqueles que não se juntam ao séqüito idiota dos comunistas é que
são os tolos, na medida em que ficam excluídos das oportunidades materiais que
só os militantes do partido dispõem, como empregos públicos rendosos,
contratos de serviços com o Estado, verbas para ONGs e coisas do gêneros. Não percebem,
os idiotas, que as benesses de agora serão tomadas e os bens mais preciosos
lhes serão arrancados na primeira oportunidade, a começar pela liberdade e a
vida. Afinal, são idiotas ou não? Os
idiotas são os militantes miúdos e inconscientes dispersos na multidão
encharcada pela propaganda revolucionária, que nunca dispuseram de qualquer
instrumento que lhes ajudassem a ter um descortino da realidade. Dito de
outra forma, vivem, os idiotas, mergulhados na
realidade virtual criada pelos falsos discursos e pela propaganda enganosa,
que se inicia nos meios de comunicação, é aprofundada nas escolas
fundamentais e de ensino médio e tem a sua conclusão coroada nas escolas de
nível superior. O idiota é laureado com pompa e circunstância no
reconhecimento pelo Estado de sua completa idiotice diplomada. Depois a propaganda
continua a agir nos jornais, nos livros e nos discursos políticos, que os
idiotas passam a repetir feitos papagaios. Hoje em dia até mesmo
denominações religiosas de seitas pentecostais, como a do Edir Macedo, foram
recrutadas para fazer a propaganda enganosa da causa revolucionária. Esse
“bispo” satânico deu agora para defender o aborto, a liberação das drogas e
seus apaniguados que dispõem de votos estão na
tropa de choque da base de apoio do governo. O povo miúdo e ignorante não tem
como escapar do alçapão que virou a seita, que arregimenta milhões. E o
Macedo não é o único simoníaco na conta do governo.
Se a ladainha revolucionária está no rádio, na TV, na boca dos professores e
na boca dos bispos, então a mentira haverá que se tornar a verdade mais
auto-evidente para a gente desprotegida pela couraça do Espírito. Mas a
mentira será sempre mentira. Essa idiotia, todavia, não
pode ser atribuída aos líderes partidários, aos chefes da propaganda, aos que
controlam o caixa rico do partido. Eles sabem perfeitamente o que estão
fazendo. Esses são os homens maus, que mais das vezes são desconhecidos do
grande público, agindo nos bastidores. Só ocasionalmente esses dirigentes nas
sombras dão a cara a conhecer, como aconteceu com o
então obscuro Antonio Palocci, surpreendendo a
todos ao assumir o Ministério da Fazenda no primeiro governo Lula, sem ter
formação econômica, sem ser uma liderança política nacional, sem ostentar experiência
específica para lidar com finanças. Nada! Um raio em dia de céu azul. O mesmo
podemos dizer da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que veio a
substitui o todo poderoso José Dirceu. Seu melhor atributo terá sido
colaborar com a guerrilha revolucionária em priscas
eras. Essa gente pratica o mal de
caso pensado, com o único fito de conquistar e manter-se indefinidamente no
poder. O coletivismo marxista não se sustenta nem no plano teórico e menos
ainda no plano moral e eles sabem disso muito bem. Mas o discurso distributivista e supostamente libertário escrito pelos
propagandistas da revolução faz dessa gente os únicos postulantes com êxito
ao poder de Estado na ordem democrática. Um voto é um voto, dirão os cínicos,
e uma gente idiotizada pela propaganda não haveria como escolher outros que
não os mentirosos que o produziram. O apelo direto aos instintos básicos da fome
e da sexualidade, ou seja, o uso deliberado da miragem da liberação da lei da
escassez e das travas da moral natural, a libertinagem sem limites, mobiliza
as massas infantilizadas naquilo que elas têm de mais vulnerável. Um ser
humano adulto e bem formado sabe que os vícios não se confundem com virtudes
e que deles só podem advir tragédia e morte, como aliás
tem sido a saga em todos os lugares onde o marxismo triunfou. O discurso
mentiroso mil vezes repetido toma o lugar da verdade e anestesia o senso de
perigo da multidão. Depois de um certo ponto é
impossível interromper o processo que transfere a esses sediciosos mentirosos
todo o poder e apenas a conclusão sangrenta do mesmo poderá estanca-lo e dar
um fim ao sofrimento. Aí será tarde demais e a pilha de mortos terá sido contada
aos milhões. Poderíamos aqui repetir o verso de Walt Whitman, o poeta maldito:
“Morte, morte, morte,
morte, morte”. A morte é o mantra real
desses criminosos do espírito. Álvaro Vargas Llosa não faz
essa distinção entre os condutores da multidão entorpecida e ela própria, por
isso disse em entrevista que Che Guevara encarnava a própria figura do
perfeito idiota latino-americano (ver http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL145499-5602,00.html
). Grande engano. Che é o protótipo do dirigente revolucionário que sabia
exatamente o mal que fazia. Praticava o mal por escolha. Che é Lula, é Dirceu, é Palocci, é Chávez, é Fidel, gente que vendeu a alma ao Diabo
e que fará o mesmo com aqueles que estiverem no seu caminho, o povo todo
junto. O peruano involuntariamente contribuiu para esconder essa realidade
trágica com seus livros e sua divertida expressão. |
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