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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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GREVE DA PM NA BAHIA 04/02/2012 Até o momento
em que escrevo a imprensa dá conta de 53 mortos diretamente vinculadas à
greve da Polícia Militar da Bahia, mesmo com a entrada em cena de forças do
Exército e da Força Nacional de Segurança Pública. Vive-se ali um momento hobbesiano. Nesses momentos é que se vê o quanto vale a
ordem. É preciso
lembrar que as mortes não vieram sozinhas, mas acompanhadas de saques e
desordem de todo tipo. O mal no varejo emergiu de todos os cantos. O
comércio, em grande parte, paralisou suas atividades. O simples e sagrado
direito de ir e vir ficou suspenso pela desordem. Os prejuízos para atividade
econômica são incalculáveis. A Bahia é um
Estado governado pelo PT, o mesmo que controla o Palácio do Planalto. Bem
sabemos que esse partido tem sua estrutura de forças apoiada no sindicalismo,
fato que o impede de exercer a devida autoridade em matéria de repressão a
greves. Aqui estamos diante de um fato maiúsculo, que não permite dúvida: o
poder estabelecido precisa exercer a autoridade, mas os governantes, por
convicção, ou mesmo por falta dela, são incapazes de agir. Foram ameaças
desse naipe que engendraram o movimento militar de 1964. Vemos a história
repetir-se. É claro que a sociedade brasileira não tolerará por muito tempo o
caos estabelecido na Bahia pelo simples motivo de que ele é destrutivo. A
ausência da ordem mina inexoravelmente
a legitimidade do poder estabelecido. O maior compromisso do Estado
com seu povo é garantir a segurança e os direitos fundamentais, estabelecidos
na Constituição. É bom lembrar
que os apoiadores da greve são os mesmos que defendem, como bandeira, o
desarmamento civil. Situações assim dó demonstram que o cidadão comum não
pode delegar integralmente sua segurança pessoal ao Estado. Certamente não
teríamos tantas mortes se a população civil estivesse armada, capacitada para
a auto-defesa. O drama é que
sabemos que é questão de tempo movimentos assim chegarem a São Paulo e outros
Estados mais populosos. Em São Paulo especialmente, porque é alvo da
tentativa de eleição do PT, a todo custo. Esta cidade, onde moro há anos,
viraria um território aterrorizado em termos que nem o Iraque dos piores
momentos pós-Saddam viveu. A conclusão é
uma só: é preciso repressão imediata à greve, fazendo recair toda a força da
lei dobre os que seguiram o caminho da sedição. Sem concessões e sem
contemplação. A ordem é o bem mais
precioso, que precisa ser entregue novamente ao povo baiano. |
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