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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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FORUM SOCIAL MUNDIAL 2012 27/01/201 Desde que
Miguel de Cervantes escreveu o Dom Quixote sabe-se que a humanidade, na
modernidade, embarcou em um universo paralelo que veio a ser conhecido, entre
os melhores escritores, como Segunda Realidade. Em imaginação teórica os
loucos criaram o "outro mundo
possível", dando as costas ao real. O abandono do Direito Natural
foi o primeiro gesto, assim como a elevação do Estado ao status de substituto
de Deus. Nessa marcha
alucinante tudo que era sagrado foi profanado, como Marx celebrou no prólogo
do Manifesto Comunista. Significa: o real foi profanado. Não mais importava o
mundo como ele é, mas como deveria ser construído ao arbítrio da loucura dos
revolucionários. Um exemplo do
mecanismo como essa loucura é cultivada e praticada está na realização e na
temática do famigerado Foram Social Mundial, ajuntamento de esquerdistas
alucinados, patrocinado por governos esquerdistas igualmente alucinados, como
o do PT. Seu lema: "Crise capitalista, justiça social e ambiental". É preciso ser
muito louco para não enxergar que a crise econômica mundial ora em curso é do
socialismo (= Estado gigante e distributivista). Há um evidente esgotamento
do modelo socialista pela exaustão provocada pelo excesso de endividamento
público, que chegou ao nível do impagável, e de cobrança exagerada de
impostos. A engenharia econômica socialista, fundada no roubo tributário,
encontrou seu próprio limite. O desmonte socialista está em toda parte, a
começar pela Grécia. Falar em crise do capitalismo não é simples ignorância:
essa gente alucinada não quer ver as
coisas como elas são. O mesmo pode
ser dito do que chama justiça social. A locução é um pleonasmo, posto que toda
justiça é social. Esta palavra está
aí para reafirmar o programa socialista de criar privilégios para os que não
querem trabalhar, às custas dos que trabalham. Insistem na locução porque ela
é usada para reafirmação de sua ética de afanação do alheio. A palavra social serve de slogan para mobilizar
os interessados em se apropriar do butim roubado. E a tal
justiça ambiental? Sandice pura, obviamente. Foi inventada pelos engenheiros socais que
querem implantar o governo mundial. Questões climáticas não estão ao arbítrio
do ser humano, mas servem de palavra de mobilização para os alucinados
viventes no reino da Segunda Realidade. O Foro Social
Mundial que ora ocorre em Porto Alegre é isso, um grande hospício a céu
aberto, em que uma multidão de auto-enganados é conduzida por espertalhões
que manobram politicamente. Ao seu lado, os escribas e fariseus da causa
alienada, a serviços das sinecuras propiciadas pelo revolucionários. Tudo temperado
com dose elevada de mau-caratismo. É claro que esse ajuntamento de ignorantes
e mal intencionados, numa tenda de loucos, não é coisa boa. É a anti-sala da
destruição. |
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