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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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“FOLHA” INCORRIGÍVEL 04 de julho de
2010 Qual deveria
ser a principal manchete dos jornais de hoje? A súbita troca do programa oficial
da candidatura da Dilma Rousseff, que recuou de
suas propostas radicais em face da péssima repercussão da primeira. Qual é a
verdadeira? Volto a esse ponto abaixo, mas antes quero apontar a covardia
malfazeja dos nossos grandes jornais, especialmente da Folha de São Paulo. Esse fato
deveria ser a manchete principal, mas a Folha sequer lhe deu chamada de capa,
relegando-a às linhas finais da matéria posta no
Caderno de Política. Compare-se com o que fez o Estadão, que ao menos deu uma
chamada de capa, em destaque, mas não como manchete principal. O jornal que
foi dos Mesquita ainda guarda um elemento de
honestidade. Já a Folha é puro partidarismo, puro cabo eleitoral. Uma
vergonha jornalística. Claro que o PT
só retirou sua versão carbonária do programa porque perdeu votos e mais
perderia se a mantivesse. Importava à imprensa analisar os fatos, mostrando
aos leitores que o PT é isso mesmo, um partido revolucionário
marxista-leninista. A concessão feita pela troca de programa é apenas para
enganar o eleitorado e confortar os partidos não revolucionários da base de
apoio. O programa real é o original que foi trocado. E quais foram
os pontos suprimidos? 1- A legalização e legitimação das invasões de terra
pelo MST, inclusive modificando os índices de produtividade para efeito de
desapropriação para a reforma agrária; 2- Redução da jornada de trabalho para
40 horas semanais, sem redução dos salários; 3- Liberação incondicional do
aborto, apoiada por meios estatais; 4- Censura dos meios de comunicação, pela
criação de um suspeito “controle externo” da mídia. Todas essas
propostas estão contidas no famigerado Plano Nacional de Direito Humanos e
também nas “propostas” emanadas da Confecom. É a chamada “transversalidade” dos supostos
direitos humanos, essa mentira jurídica que foi
transformada em plataforma de ação revolucionária. O que Dilma Rousseff fará, se eleita, é
precisamente isso, que é a velha cartilha revolucionárias do PT, sempre
revalidada e atualizada. Os jornais deveriam estampar em letras grandes esse
fato perigosíssimo, que pode determinar o desfecho trágico da nossa Nação.
Mas, cúmplices, limitaram-se a registrar o evento
como uma banalidade digna de um acidente de trânsito. De qualquer
forma, devo registrar que o PT cometeu um erro tático, na afoiteza de seus
militantes radicais de explicitar suas reais intenções. Essa gente do PT está
à vontade para fazer sua pregação revolucionária e perdeu o senso de perigo.
Este foi perdido porque não existe mais oposição real ao plano
revolucionário. Só restou mesmo o senso de oportunismo eleitoral. A
substituição do programa não engana ninguém. Quem viver
verá. |
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