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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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FALSAS
VÍTIMAS, AGRESSORES 03 de janeiro de 2010 O notável
artigo do Demétrio Magnoli, publicado no Estadão de hoje (Os
vitoriosos de hoje), me levou a meditar sobre a mentira de vitimização que as esquerdas repetem sem cessar e que
está de novo na boca de Frei Betto: "As vítimas de ontem são os vitoriosos de
hoje. Elas não se envergonham de mostrar a cara e manter viva a memória
nacional, ao contrário dos torturadores, que trafegam pelas sombras e
insistem em negar o que fizeram." Dizer que aqueles que jogaram
bombas, mataram friamente prisioneiros, sequestraram, roubaram
e – o maior dos crimes – tentaram instaurar uma ditadura comunista com apoio
de Cuba e da ex-URSS foram vítimas é falsificar a história, distorcer
palavras e fatos. As Forças Armadas deram combate aos guerrilheiros por
dever constitucional, por imposição das circunstâncias. Tão logo venceram
instauraram o regime democrático. Em gesto magninâmico permitiram que seus
inimigos de sempre se integrassem na vida nacional. O gesto, todavia, servia
meramente de apoio para a vingança muitas vezes repetida, que se manifesta no
achincalhe das instituições militares, na provocações, nas indecentes
indenizações pelos crimes perpetrados. Não foram vítimas, os militantes agressores das
organizações de esquerda. Foram agressores, de armas na mão. Colocaram-se
contra a ordem estabelecida. Viraram inimigos do Estado e do povo. Digam o
que disserem, mintam como quiserem, estes são os fatos. Jamais tiveram uma
vitória militar que fosse. Tiveram vitórias eleitorais por usarem os métodos
de propaganda os mais espúrios, a manipulação retórica mais mentirosa. Ao contrário do Demétrio Magnoli não creio que as
Forças Armadas façam parte desse condomínio de poder. Os quartéis são ainda a
cidadela a ser conquistada pela malta esquerdista. Eles não escondem isso.
Sim, a última cidadela, mas elas têm o que as esquerdas não têm; armas de
guerra e organização. Daí o ressentimento estampado na retórica beligerante
de Frei Betto. Na verdade, as esquerdas não podem conquistar as Forças
Armadas porque elas representam um outro mundo, muito diferente daquele por
elas almejado. As Forças Armadas são constituídas por uma forma genuinamente
aristocrática e meritocrática de recrutamento dos seus quadros. São
adminsitradas de forma aristocrática também. Talvez sejam o último reduto
aristocrático nesse mundo enganoso e insidioso de democratismo deletério.
Água e vinho. As esquerdas intuitivamente demostram que precisam vencer no
campo militar seu sempiterno inimigo militar. Não sabem, todavia, nem como
fazê-lo e nem o tempo de fazê-lo. Ainda não podem vencer as Forças Armadas no
seu campo. O recente enfrentamento criado pela tentativa de rasgar
a Lei da Anistia é só mais um round nesse processo, que se agrava e se
afunila. As esquerda estão convidando os generais para o confronto. Penso que
poderão ter o que querem. Um dia a onça cutucada dará o bote. Veja, caro leitor, que o movimento no Brasil está em
sincronia com o mesmo movimento levado a efeito nos demais países sob a
bandeira do Foro de São Paulo. Nada é por acaso. As esquerdas não mais
escondem da opinião pública que querem o poder total. Para tanto, terão que
dobrar os indobráveis militares. O confronto será inevitável. Neste ano de
sucessão eleitoral muita água poderá rolar nesse front. Frei Betto tem razão ao dizer que as esquerdas não se
envergonham de nada, pois são desavergonhadas. Deveriam ter vergonha de sua
ação política, de antes como de agora. Mas elas são impermeáveis à
moralidade. São amorais. Movem-se unicamente na busca do poder total. Os fins
justificam os meios, na sua ótica torta e alucinada. É a lógica satânica que tem
sido o combustível revolucionário em toda parte onde os alucinados percebem a
chance de chegar ao poder total. |
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