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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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ESTADO TOTAL EM MARCHA 01 de junho de 2009 A notícia
do mundo hoje é a concordata da General Motors Corporation, fato simbólico dos novos tempos obâmicos. É preciso compreender esse fato dentro do
processo de expansão do socialismo em solo americano, previsto com todas as
letras por Peter
Drucker, que não teria se surpreendido, se vivo
fosse, com o fenômeno. A estatização final da empresa é apenas um passo
lógico do processo de se criar prosperidade artificial por meio de emissão de
moeda e expansão da dívida pública. Na origem
do ato final de estatização tivemos a tomada do poder na empresa pelos
sindicatos e seus fundos de pensão. Os patrões são agora os sindicalistas, os
mesmos que fazem a pauta de reivindicações e sentam para negociar na condição
de patrões. Na prática, não há mais nenhuma negociação para dar as
“conquistas” em matéria de salários, aposentadorias e assistência médica, de
tal sorte que os déficits tornaram-se inadministráveis.
Do lado do desenvolvimento de produtos implantou-se o conservadorismo próprio
da visão sindical. Do lado da operação a impossibilidade de se adequar a
força de trabalho à demanda do mercado. Sem a estatização à GM só restaria o
fim melancólico da falência. O
relevante do ponto de vista da economia política é que se consolida a forma
do Estado Total
que a tudo absorve na sua ânsia expansionista. O limite último de seu
movimento é a implosão inflacionária, que muito em breve poderá colocar o
próprio Estado de joelho. O desfecho imediato será o calote geral nos
credores da dívida pública e a destruição da moeda, o que provocará uma onda
de choques de difícil mensuração. A derrocada norte-americana, por conta
desse gesto e de outros assemelhados, como aqueles que estatizaram bancos e
seguradoras, será inevitável. O jornal
Estadão de hoje, em destaque sobre o assunto, afirma que a GM é um dos
principais símbolos do capitalismo americano, no que induz os seus leitores a
um erro colossal. Desde os anos setenta a GM não mais era uma empresa capitalista,
vez que não tinha mais dono, estava nas mãos dos fundos de pensão,
controlados por sindicalistas. Capitalismo sem capitalista é uma ficção. A
derrocada da empresa se deu precisamente por não mais ser uma unidade
capitalista, mas sim, esse híbrido que tem forma de empresa
mas que na verdade não passa de uma corporação de oficio, uma extensão
dos sindicatos. Sua absorção pelo Estado era algo mais que esperado. O governo
socialista de Barak Obama
está fazendo o que dele se espera, que é a estatização de tudo e a emissão
alucinada de moeda. Como dizem da natureza, o
sistema de mercado não se defende, mas se vinga. Temo o que está por vir. O
mundo está cada vez mais parecido com aquele das décadas de 20 e 30 do século
passado. Quem viver
verá. |
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