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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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ERUNDINA REPUDIOU MALUF 20/06/2012 A histeria anti-malufista de Luiza Erundina
diante da foto de Lula com Maluf, na casa deste último, abençoando Fernando
Haddad tem um elemento negativo: a esquerda mais convicta e doutrinária, da
qual Erundina é membro, não reconhece ao segmento direitista o direito de
existir. Vivemos o apogeu da revolução gramsciana e
este segmento pensa que a representação política é monopólio seu. De positivo destaco a
coerência da ex-prefeita. Levou suas crenças às últimas consequências. O
melhor mesmo foi o evidente enfraquecimento da candidatura petista, a despeito
do apoio de Erundina e seu partido, o PSB. Todo esse tumulto em torno da
escolha do vice da chapa mostra que a fragilidade continua e que as divisões
internas do PT estão inviabilizando eleitoralmente o candidato de Lula. Tudo
porque a candidatura natural de Marta Suplicy foi atropelada pela decisão caudilhesca do ex-presidente. O caso mostra de forma
eloquente que a direita política está mesmo em extinção no Brasil. Analistas
partidários pró-PT, como José Nêumanne Pinto (Lula
malufou para Maluf lular)
passam a mensagem inversa: “Mas Lula
está longe de ser o demônio execrado pelos malufistas de antanho como um
perigoso inimigo do mercado e da democracia”. Lula é o demônio
revolucionário em ação e dizer o contrário é uma ação deletéria, para
desarmar os espíritos dos eleitores. A prova que os nêumannes apresentam de que Lula é “bonzinho” é que ele
negocia com Maluf. Ora, estão tirando de Maluf a única
coisa de preciosa que ele tem, o tempo de TV. Justamente para enfraquece-lo
ainda mais. Assim a revolução pelo voto se completa e a vítima direitista
fica sorrindo até o fim de sua morte política. Emblemático que mais uma
vez, mesmo em uma mera eleição municipal, a disputa se dará estritamente
entre partidos e candidatos esquerdistas. Esse é o escândalo que salta aos
olhos, é a consumação da revolução gramsciana. Não
há mais representação política de direita. Todos os partidos são meras
sublegendas do antigo Partidão. É a plena falsificação da democracia. |
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