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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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DOS
DIREITOS HUMANOS 09 de janeiro de 2010 “Outrora todos eram loucos, dizem os mais
espertos, e dão uma piscadela”. Stéphane Rials Na longa
história dos chamados direitos subjetivos é possível detectar dois ramos de
pensamento que foram cristalizados a partir da filosofia política de Hobbes.
Os direitos subjetivos – direitos humanos ou do homem – é um fenômeno que
duela com os grandes pensadores da humanidade e se opõe ao chamado direito natural. A essência da
modernidade consiste no abandono do direito natural clássico e na adoção, no
seu lugar, das pomposas declarações de direitos subjetivos, cuja apoteose
está na Declaração
das Nações Unidas. O
primeiro ramo tem origem diretamente nos sofistas da Grécia clássica, cuja
antropologia era radicalmente diferente daquela defendida por Platão e
Aristóteles (e Sócrates). Estes viam o homem inserido na ordem cósmica e a
ordem jurídica e política deveria espelhar a realidade maior. A busca do
justo por natureza levava à aceitação de Deus e à verdade óbvia de que, acima
do homem, está o Criador. O direito natural é a afirmação de que existe um
critério objetivo de justiça de origem transcendente, resumido na fórmula: “Deus é a medida de todas as coisas”.
Os sofistas, por seu lado contrapuseram a fórmula “O homem é a medida de todas as coisas”. Suposto
a visão do homem que, segundo Aristóteles, é um ser, por natureza, social,
político. O homem na polis é o homem “segundo a natureza”. Os sofistas dirão
que o homem “natural” vive só e a polis só surge por sua vontade, mediante o
contrato social. É a senha para o abandono completo das coisas do espírito,
de Deus, da metafísica. O direito passou então a ser pura expressão da
vontade do governante e o positivismo jurídico substituiu as tábuas da lei. A
lei natural passou a ser ignorada. Dois
mundos radicalmente diferentes são formados a partir dessas idéias
fundamentais. Desde o século IV a.C até o século XV d.C. vigorou a tese do
direito natural, que foi abraçada pelo cristianismo desde os seus primórdios.
Com a modernidade, sobretudo depois de Hobbes, ruiu essa visão de mundo, que
deu lugar ao que temos hoje, o império do direito subjetivo. Diga-se que
Hobbes não inventou nada: os nominalistas franciscanos, eis aqui o segundo
ramo, no âmbito da teologia cristã, já haviam preparado o caminho para o triunfo
dessas idéias, ao refutar abertamente a filosofia “pagã” de Aristóteles e de
seu discípulo maior, Tomás de Aquino. Hobbes
só pôde fazer essa guinada filosófica sensacional porque as crenças coletivas
da Europa já haviam se modificado desde alguns séculos, pelo menos desde o
século XIII. Hobbes foi além: contrapôs ao direito natural clássico a “razão
histórica”, fazendo de Tucídides o substituo de
Aristóteles no panteão dos grandes pensadores. O autor inglês deu força institucional
ao que os grandes pensadores de todos os tempos até então entendiam ser uma completa
loucura. Hobbes é o pai do historicismo, o apóstolo
do Estado totalitário. É o precursor de Rousseau, Hegel, Marx e todos os seus
discípulos. É o criador do Deus mortal, o Leviatã. Direitos
humanos é a falsificação do direito e da filosofia, funcionam como mecanismo
de mergulho na Segunda Realidade fantasmagórica de que nos falou Cervantes,
no Dom Quixote, assim como os grandes filósofos do século XX, como Ortega y Gasset e Eric Voegelin e Leo
Strauss. A dessacralização do direito, a antropologia sofista desprovida de
Deus, o anelo perfectibilista que propõe as leis
estatais como instrumento de beatitude salvífica
ainda nesse mundo são a fórmula da loucura coletiva que gerou o comunismo, o
nazismo, as fórmulas híbridas de socialismo que dominam hoje em todo o mundo.
Gerou Obama e gerou Lula. Essa
digressão toda para falar do famigerado decreto do ministro Paulo Vannuchi. Como eu suspeitava, toda a peçonha
revolucionária do PT veio a tona de uma só vez. Como
eu suspeitava, Lula não vai rever o decreto. Se Nelson Jobim quiser que peça
demissão, se os comandantes das Forças não estiverem satisfeitos que se
demitam. Todos que apoiaram Lula e o PT se desiludam,
que agora são os “verdadeiros” petistas os que darão as cartas. Se Dilma for
eleita (e será, não consigo mais imaginar o PT
entregando o poder de forma pacífica) essa loucura bolchevique será posta em
prática enlouquecendo a Nação e conduzindo-a para o beco da destruição. Foi
assim em toda parte em que os revolucionários tomaram o poder, será assim
também por aqui. Vivemos
como viveram os alemães nos anos trinta, à espera do pior. Eu vi na
Confecom, outra assembléia leninista apoiada
pragmaticamente por grupos empresariais. Um ensaio do que nos espera. Essa
gente usa o bordão dos direitos humanos para justificar todas as suas
loucuras e até mesmo a Confecom foi assim
justificada, definindo comunicação enquanto um dos direitos humanos. Não há
mais força organizada que possa enfrentar as maluquices revolucionárias. Nem
mesmo os militares, que falam sozinhos sobre os perigos, sem apoio algum da
sociedade civil. O poder está concentrado nos alucinados que bradam por direitos humanos, essa estultice filosófica,
essa mentira da alma. Os lunáticos tomaram conta do país e passaram a
formular suas políticas e a escrever as leis e decretos. O desastre será
inevitável. |
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