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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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DONA DILMA DO PT 20 de fevereiro
de 2010 Passei parte da
minha manhã de sábado diante do computador, vendo as imagens do site do PT, que
transmitia ao vivo a convenção do partido, que aclamou Dilma Rousseff candidata do à sucessão do Lula. Tenho o hábito
de visitar o site, um dos mais completos, artisticamente bem feitos e com
conteúdo interessante da internet. Não perdi pela escolha, a transmissão
estava perfeita, como se eu lá estivesse. A abundância de
recursos para manter o site do partido deverá ser proporcional àquela que
financiará a candidatura. Apesar de ainda estar atrás nas pesquisas de
opinião penso que dificilmente o PT perderá estas eleições, a menos que o
fato novo dos últimos dias, a candidatura de Ciro Gomes, seja para valer.
Ciro poderá fazer enorme estrago nos currais eleitorais do PT, especialmente
no norte-nordeste, mas não apenas. Ele criará, mantida a candidatura, um
elemento de incerteza que é o único que poderá afetar o pleito. Deprimente o
papel do vice-presidente, José Alencar, entronizado como militante honorário
do partido, com direito a crachá e voto na convenção. Um homem naquela idade,
doente terminal, deveria ao menos cheirar a farsa apoteótica que foi o
congresso do PT. Deveria ao menos ter lido as “propostas” da candidatura. Mas
nada: está completamente cego para os perigos que representam o continuísmo
do poder petista. Vi na figura de José Alencar o conjunto dos empresários
petistas, de banqueiros a industriais e comerciantes. Essa sujeição abjeta
aos comissários petistas é um dos elementos determinantes da revolução em
curso. É a covardia e a conivência dos homens que têm poder e dinheiro para
fazer frente aos leninistas que está viabilizando todo o processo. Não farão
nada contra o PT. Assim, condenam o Brasil a passar pelos traumas que foram
evitados por nossa elite durante o século XX. Nunca é demais
lembrar o relevante papel de Getúlio Vargas e do Marechal Castello Branco na
contenção do perigo vermelho que ameaçava a Nação. Não parece haver ninguém
com a estatura deles entre nós. O programa de
governo da Dilma, mesmo que saibamos que seja uma peça mais de cunho
publicitário, mal se contem dentro do texto. A vontade revolucionária sequer
foi escondida, embora esteja mais implícita do que explícita. Dilma eleita
será a aceleração da tomada do poder total, explícito no aumento da
velocidade da estatização, do controle dos meios de comunicação, da instrumentalização
da diplomacia com vistas à revolução mundial (especialmente na América
Latina), da desordem nas finanças pública em níveis perigosos, pondo o país
desnecessariamente em risco. A revista Veja
que chegou às bancas sublinhou a má intenção no que se refere ao controle das
comunicações: “O controle da mídia foi aprovado no eixo das diretrizes
que tratam do acesso à comunicação. O trecho que passou pelo crivo do
congresso diz que as medidas para promover a democratização da comunicação
social devem ser voltadas para ‘combater o monopólio dos meios eletrônicos de
informação, cultura e entretenimento’. O texto cita como parâmetro resoluções
da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom),
realizada em dezembro. A reativação do Conselho Nacional de Comunicação
Social, o fim da propriedade cruzada, a exigência de porcentagem de produção
regional, a proibição de sublocação de emissoras e direito de resposta
coletivo também recheiam o pacote aprovado”. Se esses objetivos
forem alcançados o Brasil deixará o rol das sociedades abertas e passará a
integrar os regimes ditatoriais. Isso mesmo, Dona Dilma do PT promete
transformar nosso país em uma república popular nos moldes leninistas, com a
conivência de gente como José Alencar e os grandes empresários brasileiros.
Grandes perigos nos aguardam. |
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