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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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CONSEQUÊNCIAS GEOPOLÍTICAS DO ACORDO 03/08/2011 É preciso decifrar o enigma que esconde os motivos
reais que levaram os membros do Partido Democrata e o próprio Barack Obama a
aceitar o acordo na hora derradeira. O default nos EUA traria conseqüências
catastróficas para o mundo todo e o meu cenário mais provável é que o dólar
seria imediatamente desacreditado como a moeda das trocas internacionais.
Impacto de um tsunami sobre o comércio mundial, que poderia regredir,
empobrecendo instantaneamente todas as nações. Veríamos multidões de famintos
em poucos dias, como aquelas registradas nos memoráveis filmes de Charles
Chaplin. A esquerda dos EUA não quis pagar esse preço.
Seu projeto de governo mundial e de redução do poderio da Nação
norte-americana prevê passos homeopáticos, não movimentos abruptos. Um gesto
tresloucado desses colocaria o país na iminência de uma guerra civil. Não
preciso dizer da gravidade da situação. Houve uma ruptura, com o acordo, que
basicamente tem dois pontos: uma mínima margem de elevação de endividamento,
que impede na prática a gastança adicional e a realização dos nefastos bailouts, que vimos acontecer nos últimos anos, e a
decisão de fazer cortes profundos nas despesas. Significa: o abandono das
políticas caras à social-democracia e aos que querem implantar o governo
mundial. Em um século de história, desde a virada do século XIX para o século
XX, os EUA jamais fizeram essa combinação de políticas. Nenhum governante
teve barrado o privilégio de expandir a dívida e, ainda que por momentos
tenha havido redução pontual de impostos, o movimento secular tem sido de
elevação. O fato cristalino é que tanto o Partido Democrata como o
Republicano comungavam de idéias a respeito da gestão da economia, no rumo do
socialismo. O projeto mais óbvio da escalada da dívida e
das emissões nos últimos anos era mesmo retirar o dólar como moeda das trocas
mundiais, de forma paulatina e controlada, abrindo terreno para uma eventual
criação de uma moeda globalizada, o fundamento do futuro governo mundial. Não
deu tempo, a crise precipitou os acontecimentos e, pela graça de Deus, de
novo e de novo levantou-se uma maioria consciente que abortou essa loucura.
Penso que os globalistas, como Clinton e Obama, vão
ter que esperar ao menos cinqüenta anos para fazer retornar essas idéias
insensatas para o eleitorado norte-americano. Os tempos são dos conservadores. Os globalistas
tiveram seu projeto profundamente prejudicado. Com os conservadores
controlando o Estado norte-americano seus planos malograram. Consertar os estragos dos socialistas, todavia,
não será indolor. É provável que a taxa de desemprego cresça e que os
“sócios” do Tesouro que perderem suas rendas enfrentarão situação de miséria.
Paciência! Colhe-se o que se planta. Isso é necessário para que a economia
retome o rumo saudável do Estado mínimo, de incentivo à livre iniciativa, da
desregulamentação, do fortalecimento do dólar. É o resgate da
responsabilidade individual e do empreendedorismo como fonte do bem estar
econômico. O acordo de Obama foi uma rendição
incondicional. Uma capitulação política, que é também uma capitulação
ideológica e intelectual. É o triunfo das idéias conservadoras sobre a
alienação socialista. O sensacional é que tudo se fez dentro da ordem
democrática e ao abrigo das instituições. O requisito essencial foi a consciência cívica do eleitorado norte-americano, que
elegeu os imprecindíveis membros do Tea Party, algo que precisa ser
sublinhado. É tudo que não temos no Brasil, onde a idiotia esquerdista virou
unanimidade. O fortalecimento do dólar colocará novamente
os EUA na sólida liderança do mundo “livre”. Sim, livre se comparado com o
totalitarismo chinês e a ossificada esquerdista União Européia, com suas
multidões de vagabundos vivendo do trabalho alheio. Notícia
melhor não poderíamos ter do cenário mundial. |
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