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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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CONFECOM
É O FORO DE SÃO PAULO EM AÇÃO 22 de novembro de 2009 Quando Hugo
Chávez estatizou e passou a controlar o setor de comunicações na Venezuela a
coisa toda deu ruído, muita gente protestou e ficou por isso mesmo.
Creditou-se a esquisitice totalitária ao estilo sargentão de Chávez. Nada
mais falso. Chávez apenas pôs em prática o plano continental do Foro de São
Paulo para o setor, que objetiva “recuperar
na América Latina o terreno perdido no Leste europeu”. A Venezuela iniciou a implantação do plano
porque era onde havia as condições políticas para isso. Nos demais países esperou-se o tempo certo. O que foi
feito lá à força acabou de virar legislação na Argentina,
onde também as condições políticas foram reunidas para tanto. O casal
Kirchner tomou conta da situação e está em rota de destruir o que resta de
oposição. Não coincidentemente a Folha de São Paulo trouxe artigo informando
que o Equador
iniciou processo de discussão de sua política de comunicação, nos mesmos
termos de Chávez e dos Kirchner. Se compararmos, veremos que essa política é
basicamente uma cópia daquela que estará sendo apresentada à CONFECOM,
conforme a série de artigos que tenho escrito. Não há nenhuma coincidência: o
comando do Foro continua no Brasil. É aqui que está a inteligência e a
orientação revolucionária, inspirando as ações políticas em todo o continente.
Só adquire
toda lógica a investida do Brasil com Zelaya em
Honduras quando olhamos o panorama completo. Hoje o blog do César Maia deu que o
senador Richard Lugar, do estado norte-americano de Indiana, repreendeu
severamente a atuação de Lula e nominou o chanceler Amorim de “infeliz” e o
Marco Aurélio Garcia de “nefasto”, por atrapalharem a normalidade naquele
país. Mais claro impossível: todo o território latino-americano é considerado
área das forças em ação no Foro de São Paulo. O senador não percebeu que está
lidando com gente capaz de enfrentar o poderio americano e com o atrevimento
suficiente para tanto. O ódio que as esquerdas congregadas no Foro de São
Paulo devotam aos EUA tangencia a patologia. Mesmo com Obama
nas alturas, um dos seus. [Os EUA são ainda a única força capaz de obstar os
planos políticos, se a direita política voltar ao poder]. Nos
documentos da CONFECOM estão contidas as “propostas” bastante semelhantes ao
que vimos na Venezuela, na Argentina e agora no Equador. Isso leva a crer que
o processo histórico ganhou aceleração e os novos revolucionários estão com
pressa, bastante seguros de seu próprio poderio. Não parece haver no momento força
capaz de deter a marcha dos acontecimentos, seja no plano interno, seja no
plano internacional. Afinal, o Foro de São Paulo é uma fração local do
governo globalizado em formação. Uma nova ordem está sendo instaurada e, pelo
jeito, será duradoura. Quem viver verá. |
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