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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A PROPÓSITO DO DIA DO CONSUMIDOR 17/03/2012 No último dia
15 de março "comemorou-se" o dia do consumidor. Importa refletir o
que houve nas últimas décadas para ver até onde chegam as garras daqueles
envolvidos na criação do governo mundial e seus embustes. A partir dessas ideias
mirabolantes oriundas da Onu criou-se todo um corpo
de leis e uma vasta burocracia, supostamente para defende o consumidor. Na
prática, o que tivemos foi o agigantamento do Estado em uma área em que as
forças de mercado, sozinhas, simplesmente isolariam os maus produtores e os
expulsariam. Nenhum varejista pode prestar maus serviços em regime de
concorrência, sob pena de perder a clientela, assim como as indústrias. O que se viu
é que esse conjunto de leis, como o Código do Consumidor, virou mais uma
ferramenta para destruir a pequena empresa. Esta não tem corpo jurídico para
se defender das multas abusivas e caras, mais das vezes injustas, que recebe.
A pequena empresa morre sangrada pela sanha tributarista travestida na ação
de multar. Os
oligopólios fazem a festa, pois na defesa jurídica há também economias de
escala, de sorte que a pequena empresa no Brasil está desaparecendo. Qual é o
truque sofístico por detrás dessas leis? É a de que a perfeição operacional
existe. Assim, as leis imaginam um conjunto perfeito em funcionamento, sem
levar em conta que nosso país continental tem todo tipo de obstáculo para se
cumprir prazos de entrega, até o trânsito horrível das grandes cidades,
responsabilidade do poder público, conspira contra os produtores. O varejo
eletrônico, por exemplo, depende de todo uma cadeia de fornecedores que
precisa funcionar para que tudo dê certo. Correios, transportadoras,
estradas, trânsito, tudo. Se um elo falha, é claro que a responsabilidade não
é do varejista, mas do conjunto ou da parte. Ao supor a
perfeição, os Procons simplesmente fazem a colheita
de multa e inviabilizam as operações comerciais, no limite de quebrar as
empresas. As pessoas olham para as grandes empresas que dão manchetes por
receberem multas, mas eu olho para aquela pequena, isolada, que recebeu multa
abusiva pelo simples fato de faltar um preço na vitrine. Multas
desproporcionais ao faturamento e à rentabilidade, de sorte que, aplicadas,
condenam o comerciante à morte por asfixia financeira. Esse truque
de supor a perfeição está em tudo que é norma que se espelha nas instâncias de governo
mundial. O resultado é a ossificação do sistema jurídico, fazendo do Estado o
carrasco da livre iniciativa e o defensor dos oligopólios. Empresas como o
Pão de Açúcar não teriam alcançado a dimensão colossal do monopólio sem a
ajuda interessada desses falsos defensores dos consumidores, que só concorrem
para a verticalização absoluta dos mercados. Todos perdem com isso, sobretudo
o consumidor. Creio que é
preciso repensar toda essa legislação que aterroriza os empresários, sem
beneficiar consumidores. Essas leis estão a serviço da burocracia e do poder
absoluto do Estado, e não do consumidor, que entra aí como Pilatos no Credo.
É preciso dar um basta à tirania burocrática, no limite de se abolir esses Procons, tão inúteis como nocivos, servindo apenas para
que sua própria burocracia se locuplete. |
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