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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A NOVA
EUGENIA 25/12/2007 Uma nova defesa da eugenia
está tomando forma crescente e sub-reptícia, sem despertar maiores reações
porque descarta os determinantes genéticos, tão repugnantes à memória
coletiva. Tampouco apela para determinantes políticos, à moda de Hitler. É
muito mais nefasta e impiedosa e está fundada em determinantes puramente
econômicos, sendo os seus partidários os ateus das duas vertentes, a
comunista e a liberal. Em resumo, essa nova eugenia
induz a população mais pobre à prática do aborto em larga escala, se possível
sob o patrocínio do Estado, pois dessa forma pretendem que haja um
enriquecimento geral pela eliminação da prole dos menos favorecidos pela
sorte. A matança de pobres antes de nascer é a maneira encontrada por eles
para melhorar os índices sócio-econômicos. Mate-se a população pobre e assim
enriqueça a todos, é esse lema desses ímpios. É como se pobreza não fosse
uma mera acidadentalidade na existência, que pode acontecer
a qualquer um, no curso da sua vida em face das vicissitudes que podem advir.
Essas acidentalidades não têm o poder de retirar a beleza e a sacralidade de cada vida individualmente. A matança dos
inocentes é um sacrifício humano feito no altar da estupidez, um renascer das
práticas bárbaras que o cristianismo havia superado de há muito. Uma variante desse eugenismo econômico é a proposta de esterilização em
massa dos homens e mulheres pobres. Para que praticar abortos se é possível a implantação do higiênico método da castração, tão comum
e eficiente em animais? Essa gente não se dá conta do tamanho da
monstruosidade moral subjacente a essa proposta. Os bens materiais são para
os homens, não os homens para os bens materiais. A pobreza precisa ser
minorada pela prosperidade, e não pela morte dos pobres. O objetivo dos bens
é favorecer os homens, não o seu contrário. Matar homens para enriquecer a
humanidade é o contra-senso mais demoníaco que já vi. Por trás dessa visão de mundo
está a falsa percepção de que não há vida eterna, não há sacralidade
do seres, tudo se resumindo ao hedonismo. Se há pobreza, pensam essas mentes
deformadas, ela deve ser corrigida pela via mais rápida, a erradicação dos
pobres, como se gente pobre fosse uma peste a ser combatida usando-se do
instrumento da solução final. Uso propositalmente a linguagem de Hitler
porque essa nova eugenia em nada difere do eugenismo
nazista, exceto pela abrangência: pobreza perpassa todos os grupos étnicos. Combater idéias insanas dessa
natureza é uma obrigação de qualquer cidadão consciente, venham elas de um
comunista cego como o atual ministro da Saúde, venham de um liberal hedonista
com a sua ética consequencialista. Ambos formam uma
unidade, são irmãos siameses na abominação moral que prescreve o genocídio da
prole dos pobres. -x-x-x-x- A pronta reação de Lula ao
ímpeto da base petista de radicalizar o discurso contra a oposição por conta
do fim da CPMF foi mais do que sensata, foi inteligente no mais alto grau. Em
ano eleitoral não se pode afrontar o eleitor, uma obviedade. E isso me levou
a pensar sobre como Lula amadurece e toma as suas decisões. Ele é sabidamente
um homem limitado, mas tem atrás de si o comitê central do PT, envolvendo inteligências
apuradas e preparadas, orientadas para a manutenção do partido no poder. O PT
é o herdeiro do Partidão até nisso, com seu comitê central que toma as
grandes decisões. Lula aparece porque é o seu
relações públicas e seu cabo eleitoral. Em resumo, não é a
inteligência política de Lula que vemos quando ele toma decisões, mas a desse
conjunto de pessoa, envolvendo provavelmente Marco Aurélio Garcia, Antonio Palocci, Quartim de Moraes,
José Genoíno e José Dirceu. Talvez mesmo Luiz Gushiken. Certamente que Guido Mantega,
não obstante o cargo que ocupa, não faz parte desse pequeno grupo de
comandantes, daí ter sido pego no contrapé ao ouvir Lula lhe mandar calar a
boca. De fato, os brasileiros não sabem quem são os governantes que estão nas
sombras, uma característica dos partidos leninistas, uma característica do
PT. |
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