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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A LOUCURA DOS AUTO
ENGANADOS Em entrevista
à coluna da Monica
Bergamo, na Folha de São Paulo, Duda Mendonça declarou: "Hoje o eleitor é pragmático. Só quer saber
qual voto pode melhorar sua vida. Não quer saber quem é mais ou menos
correto, se é de direita ou esquerda." Estamos
diante aqui de um aparentemente argumento irrefutável de cunho utilitarista
em prol da falta de escrúpulos do discurso eleitoral do PT, bem como de suas
ações de governo. O problema é que a sentença do Duda Mendonça é
integralmente mentirosa, uma justificativa ex post facto para as estripulias eleitorais do partido governante.
O eleitor sempre foi pragmático e por isso no passado votava contra o PT,
porque desde que Sócrates e os profetas hebreus apareceram no mundo sabe-se
que a moral superior é o Bem e o pragmatismo que pode triunfar é aquele que o
coloca em primeiro lugar. Não há contradição entre o bem comum e o bem estar
individual. Por isso
saber quem é mais ou menos correto é o primeiro passo para melhorar a vida
coletiva e individual, pautando a escolha dos dirigentes políticos pela
rigorosa ética. Saber se é de direita ou de esquerda também, porque a
esquerda sempre esteve associada à revolução, à mentira, à impiedade, à tramoia,
ao irracionalismo, ao errado. A história da esquerda é a história da
destruição. A mentira
escondida na sentença de Duda Mendonça é a de que o uso de recursos estatais
de forma desmedida e imoral para a manutenção do poder é algo certo e que a
população que vota enganada nos impostores não está sendo pragmática na falsa
escolha induzida, mas o seu oposto. Um maquiavelismo canhestro está implícito
aqui. Colocar os piores no poder é ruim para toda gente, inclusive para os
eleitores aparentemente utilitaristas, que pensam votar movidos pelos
próprios interesses. Essa mentira
esconde que a verdade é conhecida. E qual é esta? A de que o Estado grande é antieconômico,
dispendioso, desperdiçador, irracional. A ciência econômica tem três séculos
que descobriu as leis que mostram por “a” mais “b” que a iniciativa privada
precisa capitanear a economia porque é mais eficiente e faz a mais justa
distribuição de renda. E que a união do poder político com o poder econômico
tem a consequência nefasta de implantar as bases sobre as quais emerge o
totalitarismo. Esse é um saber permanente que Duda Mendonça oculta, porque seu partido precisa dessa mentira para poder se eleger e
se manter no poder. Unicamente quem ganha com a mentira são os comissários do
PT. O discurso de
Duda Mendonça é auto justificador de suas próprias tramoias
pessoais. Creio que ele sabe discernir o certo do errado, a verdade do erro.
Ele aderiu à mentira de forma espontânea, utilitariamente, fazendo propaganda
descarada da causa que utiliza a mentira como ferramenta para chegar ao
poder. É portanto um propagador profissional da
mentira. Duda Mendonça se equipara aos piores militantes do PT, porque sabe o
caminho certo e o oculta de propósito. É um mentiroso em busca de resultados.
As mentiras do PT deram lucros para Duda Mendonça em prejuízo de todos os
brasileiros. É preciso que
se diga que no eleitorado do PT estão os extratos mais ricos da sociedade e da
mais alta burocracia do Estado, incluindo os militares. Toda a gente que
compõe a elite econômica e letrada aderiu ao projeto do PT. É uma espécie de
alucinação coletiva, que supõe que o socialismo é a melhor coisa e que o PT
tem um propósito redentor, embora a ciência política e o bom senso digam o
contrário. A loucura dos auto enganados vai custar
muito caro para ser reparada na curva da história. Os pobres
também aderiram ao discurso populista e irracional do PT. Não têm sequer a
desculpa de serem pobres, porque pobreza não é sinônimo de burrice e mau-caratismo.
A desculpa que lhe cabe é de terem sido enganados pela propaganda
profissional mentirosa de gente como Duda Mendonça. Duda Mendonça
tem sido um ator saliente desse mergulho regressivo que a sociedade
brasileira tem feito desde 2002. É culpado em mais alto grau. É um mentiroso profissional. |
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