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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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ALCKMIN E AFIF 29 de março de
2010 O Datafolha divulgou
pesquisas nesse final de semana revelando que a chapa tucana para o governo
paulista, composta por Geraldo Alckmin e Guilherme Afif
Domingos, seria vitoriosa em qualquer cenário, com grande vantagem. Há grande
chance de ser eleita ainda no primeiro turno. Para quem acompanhou a dança
pela definição dos nomes dentro do PSDB é um alívio observar esses dados. Por
um momento pareceu que o governador José Serra deixaria de lado o pragmatismo
para apostar em uma opção ideológica, bancando o nome de Aloysio Nunes
Ferreira, seu escudeiro de longa data e radical esquerdista desde tempos
idos. A importância,
seja da escolha desses nomes, seja da sua eventual vitória, não é pequena.
José Serra assim colocou para o adversário petista uma fortaleza inexpugnável
em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Ganhar em São Paulo é meio
caminho andado para ganhar as eleições majoritárias no Brasil. Creio que as
chances do candidato petista, Aloísio Mercadante, surpreender são quase
nulas. Pacificado o território paulista Serra poderá se concentrar em obter
votos pelo Brasil afora. Mais uma vez
ficou claro que o eleitorado, quando chamado a escolher, prefere nomes de
centro e de direita, contra os revolucionários esquerdistas. É quase um
milagre que essa chapa tenha uma composição assim. Não ao acaso a Folha de
São Paulo, reduto de jornalistas esquerdistas militantes, dá um tom de
lamento fúnebre aos números da pesquisa (ver, por exemplo, a coluna de hoje
de Fernando Barros e Silva “A direita
manda brasa”). É menos
relevante se Serra ou Dilma venham a vencer do que assegurar que o governo
paulista não caia nas mãos do PT. Eu tenho escrito que a única fragilidade
estratégica da tomada do poder pelo PT tem sido a sua incompetência em vencer
as eleições em São Paulo, especialmente a de governador do Estado. O peso
paulista é imenso e tem sido o fator de contraponto à expansão avassaladora
do petismo nos últimos anos. A sagração da
chapa Alckmin/Afif dará maior estabilidade às
instituições democráticas, mesmo se Dilma Rousseff
venha a ser a vencedora. Nenhuma decisão de maior vulto no Brasil poderá ser
tomada ignorando o poder constituído no Estado de São Paulo. Como em Minas e
no Rio de Janeiro o petismo também está enfraquecido é possível que estejamos
diante do limite máximo de expansão do poder revolucionário petista dentro da
ordem democrática. Qualquer passo adicional terá que prescindir do
instrumento das urnas. Em São Paulo o projeto eleitoral petista fracassou,
para o bem geral do Brasil. Do ponto de
vista do enfrentamento das forças integrantes do Foro de São Paulo é mais
relevante eleger o governador de São Paulo do que mesmo o presidente da
República. Isso parece claro. Vamos ver agora como se dará a campanha
eleitoral. Penso que o PT fará, como sempre, uma campanha suja e essas notas
maledicentes publicadas hoje pela Folha não deverão parar por aí, apoiando a
campanha petista. A velha cantilena de ressuscitar o fantasma do malufismo
para desqualificar essa dupla de grandes políticos, Alckmin e Afif, não deverá tirar voto algum deles, mas certamente
deixará claro que o jornal do Frias virou mesmo cabo
eleitoral petista. |
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