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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A FUNDA DE DAVI 04 de janeiro 2009 A guerra
movida por Israel conta o Hamas, na Faixa de Gaza, era esperada e necessária
e se presta a algumas reflexões, que pretendo fazer aqui. A primeira delas é identificar
o exato cenário em que está sendo desenvolvida: o período anterior à posse de
Barack Obama, que por
origem e por crença tem um pendor natural para o mundo árabe. Sua secretária
de Estado, Hillary Clinton, deixou-se fotografar no passado ao lado da mulher
de Yasser Arafat e jamais escondeu sua simpatia pela causa palestina. A outra
referência no cenário geopolítico é o avanço do Irã no domínio do ciclo da
energia atômica destinada a produzir bombas. Mesmo que seu primeiro artefato
venha a ser pequeno e “caseiro”, artesanal, poderá mudar o eixo estratégico
da região. O Irã dispõe de foguetes capazes de fazer chegar seus artefatos atômicos
a qualquer lugar do Mediterrâneo. Até mesmo a Europa ficaria à mercê dos
alucinados dirigentes iranianos. Esse
guerra localizada contra o Hamas é um esplêndido exercício militar de
fogo real, sem maiores riscos. Por fim,
diante de sua opinião pública o governo israelense tinha a obrigação de fazer
calar os foguetes do Hamas. Certo, a validade militar dessas armas é nenhuma,
imprecisas que são e incapazes de alcançar alvos militares.
Servem apenas para matar civis ocasionalmente e para aterrorizar as cidades
fronteiriças. Por isso mesmo que a provocação não poderia ser mantida indefinidamente.
Era questão de tempo que o Exército israelense fosse dar um basta. E há mais
um fator importante. A opinião publica mundial já não mais se comove com a
palhaçada propagandista dos guerrilheiros, que matam civis inocentes e usam
como escudo sua própria população civil, acusando Israel de atrocidades
quando, na verdade, estas são praticadas precisamente por eles, terroristas
que são. Tirando a esquerda militante mundial ninguém se importa mais que
esses malucos sejam militarmente neutralizados, pois é isso que precisa ser
feito. O governo
de Israel fez o cálculo perfeito ao iniciar a campanha no período de
festividades natalinas, quando toda a gente no Ocidente está em férias, os governos
semi-paralisados e Barack Obama ainda sem ter a palavra final sobre a política
externa dos EUA. Israel mandou um recado claro: qualquer que seja a política
de Obama fará o que precisa ser feito para garantir
a segurança de seus cidadãos. Colocou o novo presidente diante de um fato
consumado, tanto que não se ouviu uma palavra dele sobre o assunto. Mesmo Hillary
Clinton escondeu-se do problema, pois não há meios termos: ou se apóia Israel
ou o Hamas. Nesse jogo não pode haver empate. Essa omissão será sempre
suspeita. O
verdadeiro alvo israelense será o Irã, este que também é responsável por
financiar, armar e treinar os insurgentes do Hamas. Lutar contra o Hamas na
verdade é lutar contra o Irã. Não há como se enganar quanto a isso. A funda
do pequeno Davi ainda uma vez terá que ser usada, pois Israel não poderá
permitir a ameaça atômica iraniana. Esse tempo está próximo. |
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