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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A ÉTICA TORTA DE ROBERTO ROMANO 21/06/2011 “Ética
na política, mercadoria com validade vencida”, concluiu retumbante Roberto Romano no
seu artigo publicado no Estadão (A
chantagem santa). Ao que, acrescento: na academia também, sobretudo entre
os titulares da cadeira de Ética. Como Roberto Romano. Seu artigo usa o
conhecido recurso sofístico de tomar um mote verdadeiro para falar mentiras
sobre outro assunto. Qualquer sistema ético deve por primeiro primar pela
verdade. Aqui assim. Roberto Romano, movido pelos maus
instintos de denegrir a religião, tomou como mote a conhecida traição do PT
aos princípios éticos, como se essa não fosse a
costumeira ação dos ideólogos de esquerda quando chegam ao poder. A esquerda
faz o discurso ético em meio a uma sociedade cristã porque sabe que tem ressonância.
Claro que neles não crê e não os pratica. Fazem deles cavalo
de batalha, quando se sabe que tudo que querem é apenas o poder. E,
chegados ao poder, destruir a ordem ética produzida pelo cristianismo. O ódio de Roberto Romano ao cristianismo, e
particularmente contra a Igreja Católica, é algo que toca o cômico. E não se
pode sinceramente ser ético e ao mesmo tempo se colocar contra o
cristianismo, talvez o último reduto da dita cuja, juntamente com o judaísmo.
Ao menos no Ocidente, terra devastada pela devassidão e pelo veneno comunista
bebido de fontes muito antigas. Como Epicuro, o pai
da “ética” românica. A grande mentira que Roberto Romano destila
em seu artigo é dizer que a CNBB representa o Vaticano, “Estado estrangeiro”,
segundo ele. Nunca a Igreja católica reconheceu as conferências nacionais
como instância hierárquica. Elas na verdade foram criadas para subverter um
dos pilares do catolicismo, que é a hierarquia. Bispos reportam-se ao papa,
não à CNBB, instância inclusive que tem sido enclave revolucionário dentro da
Igreja, contra o papa. Seu caráter cismático é
conhecido desde longa data. Roberto Romano não pode ignorar esse fato
singelo, portanto mente descaradamente. Ainda hoje gravei em vídeo (Dom Paulo Arns a serviço do
governo mundial) comentando o engajamento da ala vermelha da Igreja pela
implantação do governo mundial e com as idéias revolucionárias. Naquele tempo
Dom Paulo era o ídolo de gente como Roberto Romano. Mas sua herança
iluminista o obriga a destilar o que mais lhe motiva: o ódio ao catolicismo.
Então vale tudo. O “ético” Roberto Romano mente descaradamente usando o
discurso da Ética para denegrir quem de fato é ético. É mais que cômico, é
deprimente. |
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