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NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
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A
CRISE MILITAR QUE NÃO HOUVE 31 de dezembro de 2009 As
esquerdas brasileiras sempre souberam que seu inimigo jurado de morte são as Forças
Armadas. Por elas foram derrotadas em todas as vezes que quiseram medir
forças, como em 1935, 1964 e anos subseqüentes. As Forças Armadas são a única
organização capaz de lhes fazer frente, não apenas no plano militar
propriamente dito, mas também no plano ideológico. Os “milicos” encarnam a
Nação, têm história longa, confundem-se com a Independência e a unidade
nacional; têm tradição que cultivam e também seu próprio sistema de formação
de quadros, até agora impermeável à catequização comunista. Desde
que triunfaram utilizando os métodos de Gramsci que as esquerdas cercam seu
maior inimigo, ora adulando, ora ignorando, ora provocando escaramuças para
saber até onde vai o pavio das Forças Armadas. A aproximação do fim do
mandato de Lula, que tentaram por todos os meios prolongar, fez com que se
precipitasse o embate mais afoito. Essa tentativa de rever a Lei de Anistia é
o Rubicão que não pode ser cruzado. Elas sabem
disso, mas encontram-se em um impasse estratégico:
estão em seu melhor momento histórico para dar o bote totalitário, mas
desconfiam que não acumularam força suficiente para degolar o inimigo. Seu
balanço de poder é muito favorável: têm a Presidência da República, têm a opinião pública, os empresários estão inermes a seus
pés, dependentes de recursos financeiros e de alivio da fiscalização estatal,
cujo garrote vil foi apertado ao limite nas últimas décadas. Têm o sistema de
ensino e os meios de comunicação, que estão em processo de domínio total
depois da realização da Confecom. Têm apoios internacionais de que nunca
dispuseram. Têm milícias em todos os recantos do país, a começar pelo MST.
Têm as universidades, as igrejas, o meio editorial, o imenso funcionalismo
público, por elas inflado criminosamente nas últimas décadas. Têm os
sindicatos e os fundos de pensão. Para ter
o poder total as esquerdas só precisam mesmo
conquistar as Forças Armadas, isto é, capacidade militar e organização. Essa
é sua fraqueza congênita e por isso, desde a origem, tentaram o golpe de
Estado, para controlar os “milicos” desde cima. Até agora falharam no
intento. As Forças Armadas, para alívio da Nação, continuam sendo o esteio da
nacionalidade e o instrumento garantidor das liberdades. Os inimigos
traiçoeiros, apesar do tempo que dispuseram, dos
recursos, das patranhas, das promessas populistas nunca conseguiram transpor
os umbrais dos quartéis. Lá, mesmo Lula, só entram
como convidadas e só falam com os comandantes, uma elite bem formada e moralmente
superior, avessa ao seu proselitismo. Lendo os
editoriais de hoje dos principais jornais podemos ter três pontos de vista
sobre o episódio que quase culminou com a saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa. O
Estadão, como há muito, não tinha um posicionamento tão afirmativo e coerente
com seu passado de lutas pela liberdade. O editorialista
deixou de lado a covardia que tomou conta do jornal nos últimos tempos. Brincando
com Fogo deu nomes aos bois: “A reação
dos comandantes militares à tentativa mais uma vez
patrocinada pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de
revogar a Lei da Anistia foi enérgica e recebeu inteiro apoio do ministro da
Defesa, Nelson Jobim, que há tempos vem tentando conter as iniciativas
revanchistas de Vannuchi e do ministro da Justiça, Tarso Genro. As pessoas
pouco afeitas aos fatos ligados à repressão política, durante os governos
militares, e que somente tomem conhecimento das iniciativas daquela dupla de
ministros certamente terão a impressão de que os quartéis, na atualidade,
estão cheios de torturadores e as Forças Armadas são dirigidas por
liberticidas. Nada mais falso”. E mais disse: “Para
os militares, é ponto de honra que a Lei da Anistia permaneça em vigor, nos
termos em que foi aprovada em 1985. Entre outros motivos, porque assim se
isola a instituição de uma fase histórica conflituosa, que exigiu que os
militares deixassem de lado sua missão profissional tradicional e assumissem
os encargos da luta contra a subversão. Isso não se fez sem prejuízos à
coesão e à hierarquia das Forças Armadas. Para a Nação, a manutenção da Lei
da Anistia é mais que um ponto de honra. É a garantia de que os
acontecimentos daquela época não serão usados como pretexto para que se
promova uma nova e mais perniciosa divisão política e ideológica da família
brasileira”. Já a
Folha de São Paulo, jornal completamente tomado pelas esquerdas, tentou como
sempre relativizar (Confronto
vão). Ao invés de criticar o autor da proeza, o ministro Tarso Genro, faz
o contrário, elogiou-o: “Foi acertada a
atitude do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao declarar que "não há
nenhuma controvérsia insanável" em torno do texto do Programa Nacional
de Direitos Humanos e da chamada "Comissão da Verdade", destinada a
apurar os casos de tortura e de desaparecimento de presos políticos durante o
regime militar. É legítima qualquer investigação histórica sobre esse
período, durante o qual crimes foram cometidos pelos dois lados em conflito”. Ora, foi
precisamente o rei da República petista de Santa Maria quem cutucou a onça
com vara curta, ele que aparelhou a Polícia Federal para ser uma espécie de
polícia política, contra todos os inimigos. Ela só não é eficaz contra os
“milicos”. Nos quartéis não tem dinheiro na cueca, nem negociatas, nem
insidiosas transações que atraiçoam os brasileiros. Tem gente de escol, de
moral superior. E tem armas. Lá sua jurisdição não alcança. A Folha de São
Paulo, como sempre, mentiu e enganou os seus leitores, se alinhando com as
esquerdas revolucionárias. O
editorial de O Globo preferiu desvincular a figura de Lula da crise (Revanchismo): “A
conhecida ambiguidade do presidente Lula deriva de
uma característica da montagem do seu governo, uma estrutura sem unidade,
composta de capitanias hereditárias, sob controle de agrupamentos políticos
de tendências disparatadas”.Ora, Lula não foi ambíguo de jeito
nenhum, publicou o decreto e só deu um passo atrás porque viu que os homens
em armas não estão para brincadeira. Os “milicos” não vão tolerar esse tipo
de provocação e por isso Lula teve que enfiar a viola no saco e mandar seu Sinistro
da Justiça calar o bico. Lula está na linha de frente da conversão do Brasil
em uma sociedade comunista e não cabe mais a idéia de que não sabe o que seus
ministros fazem, sobretudo aqueles encarregados de
levar à frente o projeto revolucionário. Lula
foi realista e fez a parte que lhe cabe, de recuar, mas o realismo não o
isenta de ter endossado a iniciativa insana. Não
houve crise militar, houve uma escaramuça, uma simples medição de força. As esquerdas
perderam a rodada, mas elas nunca desistem. Voltarão. Uma crise militar de
verdade tiraria Lula do poder em horas. As esquerdas já viram esse filme
antes. Espero que elas paguem para ver. Elas estão impacientes e não querem
mais aguardar o tempo de dar o bote certo. Crise militar de verdade teve em
1935 e em 1964, quando os Guardas da Pátria fizeram o que precisava ser
feito: vencer os degenerados. |
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