|
|
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado |
|
|
|
|
|
|
|
A CANDIDATURA DE MÁRIO DE OLIVEIRA 03
de março de 2010 Quando tive
notícia da candidatura de Mário de Oliveira Filho, do obscuro PT do B, a
minha primeira impressão foi a de que poderíamos estar diante de um
aventureiro, nos mesmos termos em que Collor de Mello foi um aventureiro, um
demagogo. O Brasil está diante de uma falsa escolha entre um esquerdista e
outro, como tem sido a tônica dos últimos pleitos presidenciais, então seria
natural o surgimento de nome oportunista para apelar ao eleitorado que não se
sente representado por esses nomes. Um partido denominado PT do B provocou-me
risos, pois chega a ser caricatural. Eu faço parte de
uma lista de discussão de tendência majoritariamente conservadora. Alguém
trouxe o nome do candidato, que foi objeto de uma longa matéria na revista
Isto É, que sublinhou frases de um discurso não esquerdista. Despertou o
interesse imediato de todos. Como moro em São Paulo me dispus a fazer uma
entrevista com o candidato (ver conteúdo disponibilizado no YouTube: PARTE 1, PARTE 2,
PARTE
3, PARTE
4). Mário de Oliveira
é um homem mulato, com pele escura, sereno, gestos simples, modos refinados.
Recebeu-me no seu escritório no Itaim Bibi, ocasião em que travamos uma longa
e esclarecedora conversa, antes de eu ligar o gravador. É um homem de origem
humilde que se fez sozinho, pelo mérito. Formou-se inicialmente em operário
qualificado (torneiro mecânico), graduou-se em Engenharia e, depois dos
quarenta anos, em Direito, atividade em que atualmente milita. Foi executivo
principal (CEO) de grandes empresas, tendo nessa posição viajado o mundo.
Morou no Quênia na condição de administrador de empresas. Morou na França,
onde também estudou. Quando ouvi esses
fatos percebi que estava diante de um homem singular, que se propôs à candidatura movido por razões patrióticas elevadas e por saber
que poderia ser bem sucedido. Tem plena consciência de suas
limitações, mas sabe que tem chance, em face das oportunidades de comunicações
que as novas mídias, especialmente a Internet, podem trazer. Esta entrevista
é um exemplo desse poder, eficiente para quebrar o bloqueio dos grandes meios
de comunicação. Como eu, Mário de
Oliveira entende que faltava um candidato do campo de centro-direita, que
levante a bandeira em que liberais, conservadores, patriotas, pessoas
incomodadas com o império do esquerdismo em nosso país, que se prolonga por
décadas, possam se ver representadas. A entrevista
transcorreu sem qualquer pré-condição e o candidato não fugiu de nenhuma das
minhas perguntas. Como você verá, meu caro leitor,
foi direto nas respostas, sem titubeio. Mário de Oliveira Filho discorreu com
tranqüilidade e sinceridade sobre todos os temas propostos. O que disse muito
me agradou. Acho que, com isso, meus amigos conservadores e eu estamos
prestando um serviço público relevante de mostrar um fato novidadeiro na
nossa política. A candidatura de Mario de Oliveira Filho pode ser mais do que
uma aventura quixotesca contra tudo que está aí; ela pode falar ao coração
dos brasileiros e tornar-se viável. Entrei naquela
sala para entrevistá-lo com a decisão tomada de votar em branco nas próximas
eleições. Mudei. Agora vou votar em “preto”, vou votar em Mário de Oliveira
Filho. |
|