NIVALDO
CORDEIRO: um espectador engajado
Recebido em
07/05/2008
Prezado Sr.
Nivaldo Cordeiro,
Atônita, li
seu artigo "Um Livro Centenário" que me foi apresentado por um aluno
do Pós em Ciências Sociais da PUCSP, onde sou professora exatamente da disciplina
A Contribuição do Pensamento de Max Weber para a Compreensão da
Contemporaneidade.
Como
considerei seu texto "um planetário de erros" sobre Max Weber, julguei absolutamente necessário indicar-lhe apenas um
capítulo do livro História Geral da Economia, o capítulo IV, cujo título é
Origem do Capitalismo Moderno, traduzido e publicado pela Editora Abril
na Coleção Os Pensadores, para - quem sabe? - poder ajudá-lo a não mais
escrever bobagens sobre A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, essa
pérola das Ciências Sociais que não está ao alcance intelectual de qualquer um,
isto é, dos "desprivilegiados pela educação", segundo a
expressão do próprio Max Weber.
Acredito que
o senhor seja um marxista jurássico e, como todos os marxistas vulgares, jurássicos,deve morrer de raiva de Max Weber devido à
total impossibilidade intelectual de com ele dialogar e contra-argumentar. Por
isso, tal como os demais marxistas, desvirtua o pensamento de Max Weber, quase
sempre por incompetência, mas também por safadeza, propositadamente. Quero
acreditar que o senhor não se enquadra em nenhum dos dois
casos e que apenas cometeu um grande engano de interpretação por desconhecer a
obra de Max Weber, sobretudo o capítulo que lhe indiquei acima. Atenciosamente,
Noêmia Lazzareschi
Resposta:
Prezada Senhora Professora Noemi,
DD Professora da PUCSP
Atônito fico eu ao
receber sua nota despropositada, repetidora de lugares comuns os mais batidos,
desinformada que é sobre aquilo que supostamente ensina aos seus alunos.
De fato, o que eu escrevi é novidade para os epígonos, pois epígonos não
conseguem ver além do texto do seu guru. Weber é o último brado do
protestantismo na Europa e precisa ser compreendido nesse contexto. Não
fez ciência aqui, fez pura ideologia anti-católica,
que o levou a um erro colossal, induzindo os epígonos menores a propagar seu
erro. Mas a Senhora ainda tem tempo de corrigir-se e não levar
os seus alunos a um falso aprendizado. Releia o livro A ÉTICA
PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO à luz do meu artigo e poderá ter
um relance de lucidez verdadeiramente científico. Evite os lugares comuns,
tenha um compromisso com a verdade. Só assim poderá praticar uma honesta
pedagogia.
Saudações.
Nivaldo Cordeiro
Recebido em
29/08/2006
Prezado
Nivaldo,
Lamento por
mim o fato de só vir a conhecer um pouco da sua pessoa somente
agora.
Seu texto
está circulando na internet. Recebi-o de um amigo da área
jornalística.
Ainda
navegarei em seu site, para melhor inteirar-me dos seus pensamentos e
sentimentos.
Por ora,
tenho a informar que já li várias análises do momento atual em que
vivemos na política brasileira, mas esta é, sem dúvida, a primeira vez
que
me
deparo com um texto tão realista.
Escrevo para
alguns sites de literatura. Na última edição de um deles, o
Jornal Ecos
de Literatura Lusófona, participei com um artigo, em cujo
primeiro parágrafo nem eu mesma acredito. Antes, eu já havia encaminhado
outros
dois sobre economia. Se lhe interessar, o acesso é pelo link:
http://www.jornalecos.net/fayad.htm
Estamos
amordaçados, desiludidos e sem perspectivas.
Que Deus
tenha piedade de nós e que muitos outros brasileiros como você Lhe
dêem
uma mãozinha, porque vai ser necessário e oportuno agora e no futuro.
Um abraço
nacional
Sandra Fayad
Recebido em
05/09/2006
Sr. Nivaldo
Um de seus textos, sobre Lula e os efeitos
de sua reeleição, chegou até mim.
Sou
professora universitária, com mestrado e doutorado, e me sinto uma voz
solitária, a clamar contra esse sujeito que
nos (des)governa. Foi muito bom ler sua análise cuidadosa, responsável e
extremamente coerente.
Não consigo entender como meus colegas se
posicionaram antes e continuam a manter-se pró-Lula!
Como
trabalho com a formação de professores(Letras) vejo-me cada vez mais atônita
diante da possibilidade da reeleição desse homem.
Sua figura,
além de tudo aquilo que seu texto tão bem apresentou, é das mais nefastas para
a educação do Brasil. Um sujeito que chega à presidência do país sem sequer
saber falar a modalidade culta de seu idioma, já é um referencial terrível, mas
um sujeito que optou pela falta de instrução, como ele fez, que se negou a
estudar durante os 20 anos em que foi candidato, é um incentivo à ignorância,
quando poderia, até , quem sabe, ter sido o inverso.
Para quem gosta de grandes personagens, ser o sujeito humilde, que estudou, se
esforçou e chegou a presidente do país, seria um belo papel !
Mas, ao contrário disso, o que ele fez foi manter-se ignorante, para provar que
a ignorância pode ser valorizada, para criar junto aos nossos jovens um outro
paradigma de possibilidade de vencer sem muito esforço: ele pode ser jogador de
futebol, traficante ou presidente do país...
Estou,
como o senhor, pessimista. Vejo a educação minguando, uma vez que não há universidade
pública para todos e as particulares vão de mal a
pior, não só em qualidade como em situação de existência.
Tenho visto
os cursos de formação de professores, as graduações, de modo geral,
desaparecendo de algumas faculdades, porque não há candidatos que queiram ser
professores. Se já estávamos tão desvalorizados pelos efeitos da política da
ditadura, este governo que está aí se encarregou de nos dar o tiro de
misericórdia!
Hoje, me
pergunto se valeram a pena as inúmeras noites que me isolei de minha família,
para estudar para o mestrado e depois para o doutorado...Se
valeram a pena as incontáveis horas de leitura, o aumento do grau dos óculos, o
isolamento e a tensão de escrever uma tese...
Os doutores
estão sendo despedidos porque são doutores, pois o governo estipulou uma
quantida mínima de doutores para as universidades e tudo que ultrapasse a isso
é dispensável....
Dizem que 9 em cada 10 empregos criados pelo governo Lula foram para
semi-analfabetos ou analfabetos e que essas pessoas recebem entre 1 e 2
salários mínimos. Há professores doutores que estão ganhando entre 5 e 6
salários mínimos....Se levarmos em conta o
investimento feito, melhor ser analfabeto mesmo...
E aí chego
ao desfecho deste texto; onde buscar esperança, se esse sujeito for reeleito?
Devo comprar uma carrocinha de cachorro quente? Procurar emprego de doméstica?
Talvez uma baby-sitter com doutorado, que seja bilígue, possa ganhar mais do
que uma professora universitária, principalmente se conseguir colocação numa
casa de um torneiro mecânico, que após perder um dedo, nunca mais trabalhou e
um dia conseguiu acumular um patrimônio de 800 mil reais! (declarados)
Resta-nos esperar que algum milagre aconteça
(ou, como nos contos de fadas, apareça uma fada madrinha) que mude essa
previsão tão nefasta!
Com minha
simpatia
Catia Toledo
Recebido em
01/09/2006
Li
atentamente o texto recebido por intermédio de amigos e faço questão de
concordar com a sua coerência mas gostaria de
discordar em um ponto que considero extremamente interessante. A reeleição de
LULA não e um fato consumado, longe disto. Acredito que no momento decisivo
desta eleição, mesmo aquelas pessoas que hoje recebem esmolas publicas, sobras
do dinheiro não desviado, darão seu voto contra LULA. Estou convicto disto. LULA
esta recebendo exatamente o que faz com o povo, esta sendo ludibriado e levado
a acreditar que será reeleito. Doce vingança. Acredito nisto, acredito no
inconsciente coletivo, acredito que o bem triunfara, acredito porque tenho dois
filhos pequenos e se preciso lutarei pelas minhas crenças.
Eder de
Araujo Barbosa
Recebido em
31/08/2005
Recebi hoje,
por um amigo, email contundente ao qual sinto-me 100%
de acordo (O futuro de uma ilusão).
Li seu
perfil e me identifiquei em algumas coisa (posso dizer
até 90%).
Sou católico
não praticante, embora crente nos pensamentos de Cristo. Já li e tentei, ao meu
modo, interpretar alguns filósofos (onde
coloco Cristo), como Jung, Goethe, Maquiavel, Budah, e outros quantos mais.
Infelizmente,
não consigo encaixá-los neste país (com minúscula mesmo).
Conforme o Sr. mesmo disse, não temos aqui uma unidade familiar sólida,
além do hedonismo como forma de vida. Ainda hoje estive falando com minha
esposa a respeito desse fato. Estamos casado há 28
anos, sem brigas, cada um respeitando, mesmo não tendo os mesmo pensamentos, o
modo de ser do outro. Meus filhos, acho, cresceram fora da realidade. Na
sociedade em que vivemos (hipócrita) um filho com 25 anos (citando o mais
velho) nunca ter visto os pais discutirem é uma raridade, creio eu. Isso não
quer dizer que não tenhamos nossas diferenças. Em algumas coisas somos
diametralmente opóstos, mas nunca tentamos "forçar" o pensamento ao
outro.
Para ser
breve, em relação ao artigo mencionado, acho que, realmente esse país (com minúscula
mesmo) só será alguma coisa após uma revolução em que corra sangue. E que esse
sangue seja respeitado como foi, por exemplo, na França e nos EUA. Não falo nas
republiquetas latino americanas por motivos óbivios. A
Espanha (sou descendente) pura e simplesmente passou por cima de tudo. As
revoluções que aqui ocorreram (América Latina) foram de brancos que queriam
apenas se livrar do jugo da corte.
Torço
realmente para, nocaso de Lulla ganhar, e tudo indica que sim, haja uma atuação
militar firme, que deponha essa corja e faça esse país galgar para os degraus
que lhe são merecidos.
Um abraço
fraternal
Higino
Recebido em
17/08/2006
Respeitável
Dr. José Nivaldo Cordeiro,
Só nos resta agradecer a Deus pela inteligência
e cultura de que é possuidor. No mais, rogar-Lhe por sua saúde e capacidade
laborativa.
Quando do falecimento do Dr. Roberto de
Oliveira Campos, fiquei órfão e lamentando porque determinadas pessoas não eram
eternas para o bem da humanidade. Pessoas como o senhor fazem
a substituição integralmente.
" O banqueiro e o cardeal " é
uma obra prima. Muito obrigado por tal preciosidade.
Com toda o
apreço, finalizo.
Cordialmente,
João Alves Ferreira.
Recebido em
04/08/2006
Sr.
Cordeiro:
Através de
e-mail, chegou até minha caixa de mensagens um texto seu chamado "Um final
infeliz", onde há a comparação de Fidel e seu regime ao presidente Lula e
o PT, por exemplo, colocando os problemas cubanos de forma irônica, etc e tal.
Oportunismo manchetivista.
O que mais
chamou atenção visitando sua página na web, é que o senhor é Mestre e trabalha
para a FGV, instituição que passei a conhecer tendo aulas brilhantes no
mestrado aqui no RS, mais precisamente na UNIJUI, com o professor Francisco
Guilherme Tenório, PHD e membro atuante da FGV. Nestas aulas passei a entender
melhor como as coisas (tanto o senso comum quanto o teórico) acontecem.
A imagem que
visualizei do senhor se confirmou abrindo seu site: uma estátua de terno e
gravata, totalmente indiferente ao mundo, olhando para outras estátuas como se
ali houvesse um diálogo. Pedra sobre pedra. Há coisas brilhantes, outras opacas
e outras descartáveis.
Att,
exercendo a liberdade de expressão que não existe em Cuba,
Joel
Saueressig
Cruz Alta/RS
Resposta de
Nivaldo Cordeiro
Caro Joel,
Quero esclarecer
que não escrevo para agradar nem cativar o público. Escrevo por dever de
consciência e a mim me cabe dizer a verdade que
consigo vislumbrar. E a verdade é que Fidel Castro chefia um reino de terror,
tendo aprisionado a população inteira aos seus caprichos. É verdade também que
o PT e seus líderes veneram Fidel e sua revolução, tendo como meta explícita
replicá-la em nosso país. Sonham em fazer de nossa terra uma grande Cuba
tropical.
Esclareço
que não mais tenho qualquer vínculo com a FGV, escola em que fiz mestrado e
doutorado, tendo dado aulas lá por uma década, o que muito me honra.
Quanto à
foto, esclareço que foi tirada em Lisboa, no Museu Gulbenkian, e a utilizo como
metáfora para dizer qual é o meu interesse: olho estatuetas egípicias dos
tempos mais remotos. Tenho diante de mim seis mil anos de história, o tempo de
civilização e de linguagem escrita. Em resumo, tenho diante de mim o enigma do
Homem. Engana-se redondamente ao concluir que sou indiferente ao mundo. Muito
ao contrário.
Não precisa
ler os meus artigos. Nunca irá encontrar nos meus textos afagos aos que querem
soluções coletivistas.
Cordialmente,
Nivaldo
Coreiro
Publicada em
05/07/2006
Prezado Sr.
Nivaldo,
Graças a
minha leitura constante do site "Mídia sem Máscara", onde muitos
artigos seus se encontram (permita-me dizer que são todos de indubitável
qualidade e demonstram uma grandiosa inteligência crítica), eu descobri a
desinformação esquerdista no Brasil e demoli o ídolo marxista que se encontrava
em minha mente. E pretendo estudar a fundo Hayek, Paul Johnson, Adam Smith e
outros que são grandes defensores do liberalismo.
No entanto
eu quero propor um problema lógico em que o liberalismo resulta (ao menos
aparentemente) para a economia livre e gostaria que você me ajudasse a
solucioná-lo. Vou citar um exemplo:
Suponha que
um cidadão de bem, desempregado, completamente solitário e que não tenha nenhum
outro bem ou renda alienável para pagar um tratamento médico, tenha um surto
gravíssimo e precise ir ao hospital mais próximo. Sabendo que
este cidadão vive num país liberal onde não há assistência médica gratuita, o
que se deve fazer para que o hospital privado não recuse socorro para que
ele não morra?
Seguindo a
lógica liberal de forma "fria", sabendo que o paciente não pagará
pelo socorro, ele deve ser abandonado e morrer. Porque o direito a vida,
segundo a interpretação liberal, não é a garantia a
vida no seu sentido irrestrito, mas num sentido que pode ser expresso neste
pensamento: "os demais devem abster-se a me matar, mas não são obrigados a
manter-me vivo".
Como eu sou
cristão e o senhor também é, sabemos que a Bíblia ORDENA que este cidadão
receba socorro. Porque a ética cristã garante o direito a
vida (ao cidadão de bem) no seu sentido irrestrito. Eu, portanto, pensei em
quatro soluções para este dilema, de acordo com a ideologia:
1) Solução
de Esquerda: dar ao Estado a gerência de hospitais públicos, mas sem o
monopólio de qualquer serviço de saúde. Este cidadão deve ser atendido em um
hospital público.
2) Solução
de Quase-Esquerda: o hospital privado atende este cidadão tendo seu tratamento
custeado pelo Estado.
3) Solução
de Direita (a): o seguro do hospital privado será acionado para custear o
tratamento deste cidadão.
4) Solução
de Direita (b): uma comunidade, através de doações voluntárias, mantém o
hospital privado que não cobrará o tratamento médico de emergência. Este
cidadão deve ser atendido em um hospital comunitário.
Pensando
ainda sobre o liberalismo, talvez a solução 3 e 4 não sejam sempre realizáveis.
Porque TODOS os hospitais privados precisam dispor-se
de um seguro, para que todos os cidadãos sejam atendidos. Idem para a solução 4
que depende da existência de hospitais comunitários (que disponham de serviços gratuitos).
O que não acontece SEMPRE. Como eu não posso coagir o hospital privado a ter seguros e não posso coagir a sociedade a criar
aglomerados de financiamento, o que fazer nesse impasse?
Em outras
palavras, o problema lógico do liberalismo em uma economia totalmente livre é:
como garantir que um provedor privado de um serviço vital qualquer, dispondo de
recursos para provê-lo, realize esse serviço em qualquer tempo a um consumidor
excepcionalmente sem renda, sem o uso da coerção?
Um forte
abraço.
Rodrigo.
Resposta de
Nivaldo Cordeiro
Caro Amigo,
A caridade é
uma virtude pessoal e existe onde existe o liberalismo, ou seja, no mundo
cristão. A "indústria" da caridade é a que mais movimenta recursos
nos EUA. Nesta semana a imprensa deu destaque às doações milionárias de Bill
Gates e outros magnatas.
É falso que
o Estado seja mais caridoso do que as pessoas. Na verdade, não existe caridade
no Estado. O que se vê é o uso populístico de instrumentos supostamente
caritativos. O fracasso nessa área é emblemático no campo da saúde.
A prática de
cuidar dos menos capazes vem desde a Antiguidade judaica e no Cristianismo
sempre teve a sua marca. O Estado moderno tentou copiar isso.
Minha crença
é nas pessoas, não no Estado. Este, quando algo de bom faz, é roubando alguém.
Do vício não pode nascer a virtude.
Cordialmente
Nivaldo
Enviada em
02/07/2006
Genial sua
análise sobre o V de Vingança! Li suas análises sobre o Apocalipse Now, Gangues
de nova York, godfather, matrix e só posso dizer que fico extasiado. Já li a do
matrix umas quatro vezes e sempre retorno a ela pra repensar o filme e claro a
realidade mesma.
Percebi uma
paixão sua pelo tema da providencia divina nos filmes,pelos
jogos jungianos...
Enfim
escrevo um pouco apressado mais ainda vou escrever mais sobre isso....
Olha,
eu adoraria ver uma análise sua sobre a obra do Tarantino, especialmente sobre
Kill Bill, que eu acho um filme fascinante. E também sobre a trilogia do Senhor
dos Anéis, pra mim uma obra-prima magnífica
Luiz
Fernando Vaz
Recebido em
12/06/2006
Caro
Nivaldo,
Nunca
imaginei encontrar alguém - sobretudo um docente - tão avançado nas idéias como
o senhor. Digo isto tendo em vista o grau de obscurantismo e sociologismo
baratos que infelizmente imperam hoje em dia nas pseudo-acadêmias de nosso
mísero país.
Acompanho
assiduamente suas publicações e devo confessar que o artigo "Um idiota
governando", para mim, foi o ponto máximo de sua obra intelctual.
Certamente, és o douto mais avançado do país! O texto,
em sua linguagem propositadamente coloquial, permanece imbuído de coragem,
força, astúcia, concisão! Imagino até que muitos devam desconfiar da veracidade
de seus conceitos acerca da máfia guerrilheira e esquerdísta que ameaça o
mundo; talvez existam aqueles que duvidem até de sua honestidade
intelectual... Estes sim: os piores!!!!
Sinto-me
lisongeado em ter nas suas idéias a brilhante
correspondência do que sinto e construo intelectualmente há tempos...
Sinto que não mais encontro-me na solidão silvestre e
boreal das idéias indiscretas do saber amar e viver em tradição, família e
propriedade!!!!
Parabéns!
E continue
sempre assim.
Um beijo
intelectual!!!!!!!!!!!!!
Christian
Gilioti
Recebido em
05/06/2006
"No
Reino da traição por José Nivaldo Cordeiro em 03 de junho de 2006 - [...passando por cima da corrupção documentada, do que tem
feito o MST, o PCC e o próprio Congresso Nacional contra aqueles que trabalham,
da revolução reiteradas vezes anunciada, fica-se numa situação absurda]."
Acho que
ainda teimo em admitir, mas o Brasil...está rumando
para algo — uma situação — que eu julgo como bastante grave.
O artigo supra citado, é apenas mais um dado na minha reflexão — e
intuição — de que caminhamos para um caos e confrontação tão perigosos como os
vividos nos anos 60 e 70.
Só um
ingênuo, petrificado no fanatismo da esquerda fundamentalista do PT, não vê.
Além deste
Artigo, devo salientar a brilhante e exemplar descrição de um caso clínico,
feito por Ipujuca Pontes em "Oscar, o stalinista
por
Ipojuca Pontes em 05 de junho de 2006". No entanto, o painel psiquiátrico
destes exemplos fundamentalista é bem mais amplo no Brasil dos tempos em que a
prova e a verdade, ainda devem ter provas.
A meu ver, o
confronto será, mais uma vez, inevitável; mas desta vez, derradeiro.
Parabéns!
Marcelo
Baglione
Recebido em
04/06/2006
Caro Jose,
Sou leitor
assiduo do diegocasagrande e achei muito importante seu artigo intitulado: No
Reino da traição. Realmente estou muito
preocupado com os rumos que o Brasil esta sendo levado depois que essa
quadrilha que ai esta assaltou o nosso Brasil, e ai faço a seguinte pergunta a
voce: Aonde estao as nossas Forças Armadas? Sera que os militares estao
concordando com esta situaçao que ai esta?
Ou o que sera que estaria acontecendo com os militares serios?
Obrigado por
sua atençao e mais uma vez parabens pelo seu artigo esclarecedor.
Nelson Neves
Graduate Teacher Assistant in Piano, Keyboard Skills
DMA Piano Performance
Composer/Arranger
Classical and Jazz Pianist
Recebido em 01/06/2006
Caro Sr.
Nivaldo Cordeiro,
acabo
de ler os comentários acerca de Moby Dick no seu site. Fiquei
impressionadíssimo com a clareza com que o senhor relacionou o livro com a
Bíblia. Eu li MD no início do ano passado e a narrativa me encantou, Acab era
para mim o D. Quixote dos mares, um personagem
épico, resignado, absurdo (à la Camus). À época da leitura, cerca de um
ano e meio atrás, eu era um ateu com viés de desprezo pelas religiões. De lá
para cá, sem a percepção de uma causa aparente, resolvi ler alguns trechos da
Bíblia, talvez para tornar este viés uma convicção e buscar argumentos que
reforçassem este ateísmo pueril, ingênuo e manipulado. O fato é que o 'feitiço
virou contra o feiticeiro', pois esta leitura tornou-se um hábito rigorosamente
diário e a fé, um ato de coragem. Ainda que titubeante, retomo os meus passos
dentro do cristianismo que foram deixados de ser dados aos doze anos de idade,
quando até então era assíduo freqüentador das missas dominicais (tenho 35
anos).
O meu
'impressionadíssimo' é justamente porque pela primeira vez eu me dei conta de
que a leitura de MB imperceptivelmente me conduziu a reconsiderar a Bíblia como
escritura sagrada e o cristianismo, o Caminho, por sei lá quais meandros
inconscientes (ou de Deus). Seu texto me deu a possibilidade desta conexão e
por isto sou inesquecivelmente grato ao senhor.
Um abraço,
Cícero de
Melo Lucas
Recebido em 31/05/2006
Sr. Cordeiro:
Me llegó por casualidad su reporte sobre la reunión con
nuestro Alejandro Peña Esclusa (entre otros), No puedo dejar de agradecer sus
palabras porque como venozolano me
siento asustado, oprimido y preocupado por la situación en que nos ha puesto
Hugo Chavez.
Somos muchos Sr. Cordeiro, los opositores, es más, somos
la mayoría. Tenemos las manos atadas por las instituciones tomadas por el
gobierno, pero de algún modo saldremos de ésta.
GRACIAS, GRACIAS por ser una voz en el exterior que denuncie
lo que está pasando.
Anónimo
temo por mi y por
los míos
Recebido em
29/05/2006
Prezado
Nivaldo,
Sou leitor
seu antigo. E a propósito do seu último artigo publicado no
Mídia de Sem Máscara, sobre o absurdo de representantes da Anamatra
estarem de namoro com o judiciário venezuelano, tenho algumas observações
importantes.
E a primeira
é a seguinte: não me espanta nem um pouquinho. Sou advogado trabalhista, milito
há mais de 10 anos aqui no Rio de Janeiro, trabalho num escritório que defende
quase exclusivamente empresas. Não me espanta nem um milímetro.
A
magistratura trabalhista é comunista, essencialmente. Claro, tem os corruptos,
os preguiçosos sem ideologia, e vários outros espécimes da burocracia nacional, muito bem representados. Mas a cultura da
magistratura trabalhista é uma cultura comunista. Deve ter lá uns 3 ou 4, num
total de mais de 150 juízes no Rio, que não são claramente esquerdistas e que,
por outro lado, não são corruptos nem tendenciosos de qualquer outra forma.
Seriam os tais juízes isentos.
Isenção?
Imparcialidade? Distanciamento?....ah, não, muito
burguês pensar assim. O Juiz tem que ser engajado, e foi isso que eles
aprenderam nas Faculdades de Direito. Um dos capítulos que o Olavo de Carvalho
ainda vai denunciar está aí. Além dos jornais, as faculdades de Direito são um
grande fermentador do “engajamento” militante. Não basta dar uma sentença, tem
que mudar a realidade, tem que interpretá-la socialmente. Você sabe como é. E,
portanto, “isenção” e “imparcialidade” não são o que parecem, são, na verdade,
uma ideologia burguesa de opressão e desinteresse social.
Enfim, não
me espanta que o pessoal da Anamatra esteja namorando a magistratura
venezuelana. O que me espanta é que não tenham feito isso AINDA.
Abraços,
Nicolau Olivieri
Recebido em
27/05/2006
Caro
NIVALDO,
Como Juiz do
Trabalho deste pobre País, quero manifestar minha total concordância com o teor
do seu artigo "TRISTE NOTÍCIA", publicado no Midia Sem Máscara em
27-05-2006.
Quando recebi,
por mala direta, a notícia divulgada pela ANAMATRA, sofri
um terrível impacto. Como se fosse um sôco na cara. É, de fato, lamentável a
iniciativa dos dirigentes da ANAMATRA.
Quero
acreditar, porém, que aquela iniciativa não conta com o apoio da maioria dos
Juízes do Trabalho deste País. Do contrário, será o caos ...
Abraço,
Daniel
Rodney Weidman
Juiz Federal
do Trabalho
9ª Região -
Paraná
Recebido em
19/05/2006
Nivaldo,
há
quanto tempo eu não lhe escrevo. Nem encontro com você.
Mas escrevo, primeiro para felicitá-lo pelo belo artigo. Gostei
muito do filme também. Só fico surpreso por alguém encontrar tantas referências
"escondidas" no filme. O que me parecia óbvio é, para a maior parte
da população, surpresa estupefactante, como vocë bem apontou.
Permita-me porém, discordar do uso da 1812. Ainda que as cenas em que
ela aparecem tenham significado no filme, sua
fotografia é pobre de causar raiva. Considero, assim, que houve um desperdício
de obra musical, cancelando para todo o sempre seu uso em cena digna do som. Só
posso esperar que um cineasta mais inspirado pelas
artes plásticas ache-lhe novo uso, sem ter visto cenas tão fracas.
No mais,
belo filme, tanto pelas mensagens quanto pelo clima de desenho animado tão bem
conservado. Acho que foi isso que faltou no uso da 1812.
Um desenho animado sonorizado cairia melhor...e a
medida que o parlamento ruia, os quadros do filme iriam ficando "à
mostra", transformando-se em quadrinhos...mais bonito, acho, que explosões
óbvias e inferiores ao show diário de Epcot.
Abraços
André
Recebido em
18/05/2006
Estimado Sr.
Cordeiro,
Ante todo un saludo.
Permítame felicitarlo por tan interesante y claramente
descriptivo artículo sobre los distintos tópicos cubiertos en el Seminario Internacional
Democracia Liberal. Estoy en un todo de acuerdo en su comentario sobre el
valiente Alejandro Peña Esclusa quien ha hecho tanto por liberarnos de este
autócrata que tenemos como Presidente de Venezuela.
Deseo de todo corazón que podamos salir de este tan
destructor y maligno personaje que es Chavez.
Atentamente,
Raul Arriaga
Recebido em
18/05/2006
Apreciado Nivaldo:
Agradezco mucho
tu conmovedor artículo, el cual demuestra una capacidad muy especial para
detectar lo que ocurre en el fondo de los corazones de los hombres.
Quedo a tus
gratas órdenes.
Un fuerte
abrazo.
Atentamente,
Alejandro Peña Esclusa.
Recebido em
14/05/2006
Caro
Nivaldo:
Pude hoje ler seu relato sobre a sua recuperacao
sobre o Infarto, e muito me alegra ler palavras de um equilibrio maravilhoso de um amigo “sobrevivente “ as
provacoes que Deus proporciona a aqueles que deseja
trabalhar mais a fundo em sua alma.
Pode ter
certeza meu Amigo que o SENHOR se compadeceu de voce e
hoje lhe proporciona uma visao muito mais ampla que antes para que
seja usada no seu reino, enchergando aquilo que nossa sociedade nao
conssegue ver por estar sedada demais
neste sono profundo do materialismo.
Agradeco ao
SENHOR por sua recuperacao e Rendo Gracas a DEUS por sua infinita misericordia
e ter tratado de voce como um FILHO que muito AMA .
A voce nivaldo um Crande Abraco ! ! !
Frank
Andrade
7741
Pineapple Drive 32835
Orlando /
Florida - USA
Recebido em
09/05/2006
Li oseu
artigo sobre a crise boliviana e resolvi te escrever para lhe dar os parabéns.
Tenho 72 anos, sou advogado, jornalista registrado e acredito que cumpri todas
as minhas obrigações com a Pátria, porém uma pergumta me faço
sempre. Que país vou deixar para os meus seis netos? Como pode o brasileiro,
mesmo esclarecido de classe média ou alta se envolver com o que ai esta? Sou
oficial da Reserva e a sua colocação quando a falta de
comando e maléfica demagogia faz com que a sua observação quando a
desmoralização brasileira e como foram tratados os nossos irmão na Bolivia,
seja perfeita. Estamos a beira de um perigo, maior dos
que até agora já aconteceram e que é desastroso e trágico, é a reeleição. Não
contribui em nada para o que ai esta, porém me pergunto sempre e os meus netos?como viverão nesse país? Mais uma vez parabéns pelo seu
artigo.
Abraços Ricardo
Prezado Dr.
Nivaldo
Li a sua
apreciação e crítica ao procedimento de um presidente covarde e
traidor dos interesses da Pátria. Parabéns. Espero poder continuar
recebendo
seus
artigos.
Um grande
abraço
João Bosco -
Juiz de Fora - MG
Recebido em
07/05/2006
Nivaldo -
Cumprimento-o
pelo ótimo e oportuno artigo "150 anos de Freud".
Aproveito para
lhe contar um fato da vida do famoso escritor vienense, fato que me foi
contado, há muitos anos, por um médico (médico sério). Em certa época Freud
teve que fazer uma biópsia na língua e baixou a uma casa de saúde em Viena. Por
falta de acomodações, , ficou alojado no mesmo quarto
em que estava internado um pobre doente mental,um infeliz desses que chamam
"retardado" . No meio da noite, Freud teve uma hemorragia.Se
o pobre doente mental não tivesse ido chamar o enfermeiro, o pai da psicanálise
teria morrido ali, sufocado e sozinho.
Ironias da
vida...
Um abraço
Miscow
(enviei seu
artigo a vários amigos)
Recebido do
Álvaro Cerqueira em 09/05/2006
Amigos,
Enviei o
artigo do Nivaldo sobre Brzezinski para um americano meu amigo, de Nova York, e
abaixo está o comentário elogioso dele. Ele lê e fala português, mas não
escreve, morou no Rio poucos anos.
Abraços,
Álvaro
------------
Alvaro,
That was a very good analysis by Nivaldo of Brzezinski
and the Liberal Left philosophy on how to counter the rouge nations that are
always threatening the West. Appeasement does not work, history proves that.
The only thing that the radical elements in this world really understand is
power and force.
When one confronts them with that they withdraw their
aggressive posture and at that point are ready to compromise ... or die and not
all are prepared to die. What we are hearing from the likes of
They have
properly taken the Left's rhetoric in this country as a sign of weakness (that
the
Nivaldo's essay is correct and shows a keen insight
into the problems that people like Brzezinski create by taking the position
they expound.
Thanks for sending me the email.
Dino
Recebido em
07/05/2006
Nivaldo -
Cumprimento-o
pelo ótimo e oportuno artigo "150 anos de Freud".
Aproveito
para lhe contar um fato da vida do famoso escritor vienense, fato que me foi
contado, há muitos anos, por um médico (médico sério). Em certa época Freud
teve que fazer uma biópsia na língua e baixou a uma casa de saúde em Viena. Por
falta de acomodações, , ficou alojado no mesmo quarto
em que estava internado um pobre doente mental,um infeliz desses que chamam
"retardado" . No meio da noite, Freud teve uma hemorragia.Se
o pobre doente mental não tivesse ido chamar o enfermeiro, o pai da psicanálise
teria morrido ali, sufocado e sozinho.
Ironias da
vida...
Um abraço
Miscow
(enviei seu
artigo a vários amigos)
Recebida em
05/05/2005
Estou
bestificada pelos acontecimentos e aliviada de ver pelo menos a sua “voz” e a
sua sanidade a falar por nós.
Obrigada e
continue, por favor, a botar ”a boca no trombone”!!!!!!!!
Parabéns e
abraços,
Nida
Chalegre
Recebida em
05/05/2006
Sr. Nivaldo
Foi um prazer lê-lo no e-mail sobre
"LIÇÕES BOLIVIANAS".
Não político mas
adoro "bulinar" com ela e
debato com pessoas de minha família e de pessoas amigas.
Me sinto enojado
com tal posição que o bastardo e demente presidente toma perante determinadas
situações, até parece que somos vizinhos e por cima de um muro podemos resolver
os problemas.
Parabéns pelo comentário. É muito bom saber
que há muuuuuuuuuuitas pessoas pensando e vivendo a realidade do país.
Forte abraço.
___________________
Wagner
Rogério Torso
Recebido em
04/05/2006
Parabéns
pelo artigo, Nivaldo!
Para quem
queria fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, baixar a bola tão
covardemente para a Bolívia é um torturante vergonha
para os filhos do outrora "impávido colosso"...
Edson
Camargo
Recebida em
02/12/2005
parabéns pelo belíssimo e oportuno texto "Ocaso de um
Farsante", dedicado ao
grande
mentiroso e homem de várias faces, José Dirceu, vergonha nacional perante
as
demais nações da Terra!
Sr. Nivaldo
Cordeiro,
Homens como
este e seus cúmplices e comandados, se existisse uma Justiça descom-
prometida neste país, estariam todos, na cadeia!
Jamais a
Justiça deveria fornecer Habeas Corpus PREVENTIVO ou negado a quebra de
sigilo
de empresas e dos envolvidos com esta monstruosa bandalheira.
Assim,
dizendo-se "no cumprimento da Lei" estão protegendo estes facínoras
para que
não
exponham a verdade em seus depoimentos. Eles têm a certeza da impunidade...
Assim, por
que não mentir nos depoimentos e continuarem a mentir, deslavadamente?
Faltam
outros como o guerrilheiro traidor José Genoíno que faz parte da súcia e que
não
será
alcançado pela Lei, tal qual o Delúbio (pau mandado) e Marcos Valério, etc...
Todos eles
vão ficar impunes!
O tal do
Dirceu e o Roberto Jefferson são os "bois de piranha" tudo para
encobrir o Chefão!
(ou
chefões?!) que continua sobre o muro das desgraças dos seus seguidores e da
dignida-
de
do nosso País!
Estou
enojado com o comportamento destes cínicos que enlamearam não só o PT, más a po-
lítica
e os políticos Brasileiros; as instituições brasileiras e o povo brasileiro...
No exterior,
todo brasileiro é corrupto; ladrão, ou prostituto! "O Brasil não é um país
sério",
lembra-se?
ou "O brasileiro não sabe votar", disse e
desdisse o Pelé!
Continuamos
na mesmice enquanto a Justiça não deixar de se enredar com as lábias e as
artimanhas de advogados que ajudam a construir a desgraça da nossa nação,
desencavan-
do
e alegando artifícios para que os criminosos e os suspeitos continuem dando o
exemplo
da
impunidade, rindo da nossa cara, que é regra geral, em nossa pátria.
Uma
vergonha!
Um abraço,
senhor e nos desculpe pelo desabafo!
L. Lima
Recebida em
01/12/2005
Nivaldo,
Receba meus
efusivos cumprimentos por esta crônica. Pela clareza, objetividade e elevado
"approach", merecia estar no editorial dos melhores jornais deste
país.
abraços,
S.Justo
Junior
Recebida em
02/11/2005
Prezado Sr.
Nivaldo Cordeiro,
Acabei de assistir ao filme Cruzada (
Kingdom of Heaven ) e, lendo seu breve comentário acerca dele, não pude deixar
de concordar. Gostaria, no entanto, de fazer-lhe algumas perguntas, já que conheço a sua grande sabedoria acerca do
crisitanismo:
1- Será que
Balian, ao preocupar-se com as pessoas dentro de Jerusalém, muito mais que com
a manutenção da posse da cidade, não deixou claro que a salvação cristã não se
encontra em um lugar específico, mas fundamentalmente em cada indivíduo?
2- Mais ainda,
ao simplesmente abandonar a cidade, será que ele não demonstrou que o desejo de
conquista de algum lugar sagrado é em si algo supersticioso e maligno, já que o
principal é conquistar-se a si mesmo?
3- Por fim,
ao apresentar o abandono de Jerusalém, será que o autor não
quis deixar claro que aquele era e é um lugar amaldiçoado, que provavelmente
nunca encontrará paz a não ser que as pessoas dominem-se a si mesmas,
pelo amor a Deus ( quando apontavam para o coração ) e pela razão iluminada por
este amor ( quando apontavam para a cabeça ), ou seja, pela conversão?
Muito obrigado!
Um grande abraço,
Rodrigo Lacroix
Resposta de
Nivaldo Cordeiro:
Olá,
Rodrigo,
Quanto a questão primeira, houve alí um choque de civilização, um descenso,
o primitivo derrotando o civilizado. A questão não era meramente individual,
mas coletiva. Os europeus falharam em abandonar o Norte da África à sua própria
sorte. O segundo ponto deriva do primeiro: abandonar território para os
primitivos é abandonar a sua própria gente e a própria fé. Há que se combater o
bom combate. Guerras são inevitáveis para manter o equilíbrio político e acabar
com o mal. Quanto ao terceiro ponto, de forma nenhuma podemos considerar
Jerusalém um lugar amaldiçoado. É o centro da Revelação, é tudo que há de mais
sagrado na Tradição. O problema é ver Jerusalém cobiçada pelos sarracenos. Por
isso o filme é tão ruim, passa a imagem de derrota do Ocidente e predominância
do Islã. Não é fato histórico. O correto seria a mensagem de que o Ocidente
judaico-crsitão é a civilização por ontonomásia.
Cordialmente
Nivaldo
Recebido em
25/10/2005
Sr.
Cordeiro.
Acabei de
ler seu artigo no Jornal do Commercio. Concordo com o senhor:
venceu
a defesa de um direito natural; o instinto de perigo funcionou.
Mas entendo
que isto significa que o ideal de civilização se distanciou mais uma vez.
Mário Rutman
Professor
Efusivos
parabéns pelo seu lúcido artigo “Lendo o referendo”. Não apenas lúcido, mas direto
e objetivo, focalizando os pontos essenciais e dando a radiografia da falência
do Brasil da propaganda.
Entretanto,
se me permite, nele ficou de lado uma das maiores derrotadas, senão a grande
derrotada, nesse referendo: a CNBB.
Num assunto
em que não tinha que se meter, fez ela uma campanha
cerrada pelo “Sim”, utilizando o templo sagrado para apoiar o querido PT do
coração.
Com isso,
deixou a nu o grau de desgaste e desprestígio em que está diante do público
católico, justamente por fazer uma pregação completamente descolada daquela que
seria de seu dever.
Mais uma
vez, meus parabéns, Professor.
Abel de
Oliveira Campos Filho
Prof.;
Mais um
texto excelente. Todavia, embora o resultado tenha sido um "NÃO"
geral, os perfis mostraram um outro aspecto: os migrantes do NE para SE
deslocaram, no SE, um pouco a balança mais para o "SIM" (DATAFOLHA
chegou a apontar na véspera do referendo vitória do "SIM" no NE); já
os migrantes so SUL para o Centro-Norte, deslocaram a balaça a favor do
"NÃO" naquela região. O resultado final foi fragoroso (ainda bem),
mas há um componente de diferenças culturais regionais a ser melhor
estudado, talvez não exista tanta homogeneidade. Interessante mesmo foi o
resultado acachapante em Coqueiral do Sul/RS (97% "NÃO" a 3%
"SIM"). Bem, isso ou aquilo, ainda há unidade nacional; busquemos um
mito para ela, a fim de mantê-la.
Saudações
Fernando C.
Antoniazzi
Recebido em
23/10/2005
Meus
parabens por seus escritos. Oxalá os trabalhos pastorais não me impedissem de
fazê-lo também.
Você é um
filho de Deus muito abençoado.
Continue
firme em sua missão. Espero ter tempo suficiente para poder ler toda sua obra.
Mais uma vez, Parabens!
--
Laudetur
Jesus Christus! AD MAJOREM DEI GLORIAM, TUUS TOTUS EGO SUM, O MARIA ET OMNIA
MEA TUA SUNT.
PE BARONE
Recebida em
12/10/2005
"Cansaço
mesmo causa-me esse Lula. Essas asneiras que fala
verborragicamente. Esse insulto à inteligência que é querer parecer ser um grande
homem. Essas suas viagens inúteis, esses seus convescotes com os ditadores do
mundo, esse seu alheiamento do que é realmente importante para a Nação".
<>
O senhore
escreveu o texto acima...
Só posso lhe
dar os parabéns. Compartilhamos, eu e minha família, de sua opinião. Cada vez
mais se torna difícil resistir ao pensamento misantropo.
[]s
Julian
Catalan
Recebida em
11/10/2005
Prezado
Articulista
acabo
de ler seu texto sobre a Fadiga Lulensis, mal que também me aflige...
Me envergonho muito deste esgoto moral em que vivemos...que canseira.
Um cordial
abraço,
Stefano di
Pastena
Recebido em
10/10/2005
Tenho lido
alguns artigos no midia sem mascara e estou espantado,pois
desconhecia completamente
o nível
de lavagem cerebral a que esse país foi submetido.Para vocês,
articulistas liberais, a realidade
triste só veio a comprovar oque vocês
sempre
denunciavam: o PT,como todo bom partido socialista,é autoritário e
deseja
o poder único,sendo a democracia,que eles consideram burguesa,apenas
um
meio de se chegar ao poder.Fiquei sabendo também que o próprio PSDB é
socialista,embora mais moderno,mas no Brasil tinha se a impressão que o
PSDB
e
o PT eram os dois partidos mais "preparados" para exercer o poder.
Eu me lembro,uma certa vez, de ter falado oseguinte a um amigo
meu:só pelo
fato
de oPt e o PSDB serem os 2 maiores partidos do país,mostra como o país
avançou. Hoje,vejo que besteira! que asneira! O Brasil precisa é de um
partido liberal,um que dê oxigênio ao verdadeiro motor do crescimento
que é
a
iniciativa privada,mas não vejo nenhum.Provalvemente votarei de novo no
PSDB.
Vocês,liberais,com
experiencia e conhecimento sobre a teoria liberal ,por
que
nao montam um partido assim, que explique sistematicamente a sociedade
que
quem vai fazer o país progredir é o capitalismo e cabe ao governo um
papel
auxiliador e nao principal. Parabéns pelo trabalho.
Sebastião
Madeira
Recebida em
19/09/2005
Prezado
amigo,
Sou
contadora, 56 ano, bem sucedida mãe de família, visto
que consegui, com o árduo dia-a-dia no meu escritório,formar uma filha médica e
outra advogada. Ambas trabalhando com sucesso em suas profissões.
Sou de
origem muito humilde. Meu pai era taxista, semi-alfabetizado e se dizia ateu.
Mas, todos os dias dizia a mim a aos meus dois irmãos :"
Não faça aos outros o que não queres para si" e também " Trate os
outros como gostaria de ser tratado". Como taxista que era, ajudava a
todos os vizinhos da pobre Vila Suzana
onde fui criada.
Vi muito de
perto a pobreza, a angústia de estar doente e não ter um médico nem remédios,
de não conseguir um emprego. Sempre votei no PT e me senti vitoriosa quanto o
Lula subiu a rampa do planalto. Daí você pode avaliar minha profunda tristeza e
decepção ao ver o nosso cenário político.
Quero
parabenizá-lo pela coluna de hoje no Diário do Comércio. Você escreve
maravilhosamente bem.Que Deus continue lhe abençoando
e reforçando este dom que Lhe deu.
Apesar de
tudo não perco a esperança de nosso país ser governado por pessoas éticas e humanas.Acredito na evolução do homem.
Abraços
Aparecida
Maria dos Santos
Recebida em
10/08/2005
Caro
Nivaldo,
O duro é que
esses caras têm acesso
- e são "bebidos" -
pela grande mídia
e
outros como você não.
Hai que
pelear!
Um abraço,
Clóvis.
Recebida em
10/08/2005
Prezado
Senhor: aplaudo seu artigo sobre Benjamin, que nem sei quem é. Porém meu
objetivo é outro. Anos atráz introduzi em minhas conversas
com amigos um neologismo parecido com o seu, penso que mais abrangente
(desculpe a pretensão), v.g. esquerdalha,
intelectuerda, mirdia, e cosi via...
Com apreço, cordialmente
stigme@terra.com.br
Recebida em
10/08/2005
Prezado
Nivaldo:
Estou
admirado. Descobri justo agóra, que o Lula, Zé Dirceu e toda aquela comunalha
orbital é todinha do CCC.
Com efeito,
são a quintaessência do CCC. Lógico, CCC, para quem não sabe, é a sigla de
"comunista cú de cobra"... Já
viu coisa mais rasteira e suja do que "cú de cobra"?
Um abraço.
Ricardo Fairbanks, Itu
Recebida em
02/08/2005
Nivaldo,
meu
nome é Mônica Pinheiro, resido na cidade
de João Pessoa - PARAÍBA e recebi sua matéria pela internet.
Gostaria de
parabenizar a sua grande atuação diante
de questionamentos tão verdadeiros NA MATERIA DE 26/07/2005 DO CRÉDITO
CONSIGNADO.
Trabalho em uma Financeira e estou no mercado há algum
tempo e sempre questionei o fato de que apenas o BMG poderia operar com
consignação, foi liberado para outras instituições ano passado, e no mercado
todos sempre encontravam barreiras para operar , mas
agora entendo o que de fato aconteceu.
Um grande
abraço,
Mônica
Pinheiro
Recebida em
26/07/2005
At Sr.
Nivaldo Cordeiro.
Parabéns pela
materia sobre credito consignado. Tenho
tentado levantar o assunto sobre o
absurdo desse tema.
Acreditava
que o o governo petista ,quando assumisse, acabaria
com essa pratica, de estimular o endividamento , servindo de gigôlo para os
bancos, oferecendo um credito sem risco.
Porém , com o PT somente se agravou. Com os velhinhos sendo empurrados , para o sistema financeiro, comprometendo sua
renda futura, quase sempre para pagar dividas de parentes.
Tive informação , que 42% das casas brasileiras , dependem da
renda dos aposentados. Em cidades pequenas ,
principalmente no nordeste, chega quase a 100%.
Estas cidades ,só tem atividade economica , praticamente nos dias
de pagamentos para os aposentados.
Os unicos
beneficiados são os bancos. Que tem uma operação sem risco.
Um absurdo o
governo fazer esse papel de gigôlo.
Os bancos
que sejam competentes e corram os riscos do seu negocio.
Grato
Oswaldo
Freitas Queiroz
Recebida em
18/07/2005
Sr. Nivaldo,
Acho tudo
isso muito estranho. Lugar de sonegadores é na cadeia. A elite brasileira
safada e sem vergonha , aliada ao
empresariado que só sabe mamar nas tetas do governo, agora estão todos
irritadissimos com ação contra a Daslu.-
O Sr. Paulo
Skaf - falando em moralidade . Em abuso fiscal
etc.Será
que pode falar dessas coisas? Não sei ! Só sei que eu
pago imposto de renda na fonte. Enquanto gente que se diz
empresarios só sabem sonegar.
Foilha
denunciou a operação soja , envolvendo o Pão de Açucar
. Será que não tem que ser punido ??
Ou será que
só o pobre povo brasileiro e que tem que pagar impostos ?
Empresário não ? Ai é terrorismo.
Os
defensores da sonegação deveriam ir para cadeia junto com os sonegadores.
Dalton
Resposta de
Nivaldo Cordeiro
Caro Amigo,
Você certamente
não entendeu o espírito do meu texto, a questão filosófica que está subjecente
e que é o mais importante.
Você disse
que paga IR na fonte e devo deduzir que você é
assalariado. Se não for funcionário público, trabalha para alguém que lhe gerou
o emprego. Pode apostar que a sua empresa não resiste a um pente-fino da
Receita, em face dos múltiplos ordenamentos jurídicos, mais das vezes
contaditório e que criminaliza toda a gente. Posso concluir que seu emprego,
sua renda e o bem-estar de sua família provem de um sonegador? Não! Posso
concluir, com justeza que, a despeito de roubo praticado legalmente pelo
governo, a despeito de tudo, um empreendedor assumiu riscos, inclusive riscos
fiscais e de batidas como essa na Daslu, para gerar empregos, rendas, impostos
e manter a economia funcionando. Analise e tire as suas próprias conclusões. A
sua sobrevivência e a de todos nós está nas mãos dos esbirros da lei injusta.
Cordialmente,
Nivaldo
Recebida em
14/07/2005
[Gostei,
ainda mais vindo de um cearense, Estado onde há muitos e muitos anos comecei
minha vida profissional!]
Prezado sr. Nivaldo.
Acabei de
ler seu artigo sobre Paul Johnson, especificamente sua certeira crítica ao que
o historiador inglês escreveu sobre Santo Agostinho.
Vou lhe
contar o que ocorreu comigos há uns 3 anos.Entro numa
livraria e lá estava a tradução do livro, recém saída do forno, História do
Cristianismo. Eu já conhecia o autor, por isso fiquei curioso e folheei a obra.
Para meu desgosto, descubro justamente aqueles super infelizes comentários de Paul Johnson sobre um dos
maiores santos e dos maiores sábios que
o mundo já teve.Recoloquei o livro na prateleira e saí
da livraria bem aborrecido, decepcionado com o compatriota de Chesterton,
Newman, Belloc, CS Lewis, Tolkien e outros que honram a boa tradição
intelectual cristã inglesa...
Se me
permite, sugiro a leitura de um ótimo (pelo menos para mim) livro
.Não sei se conhece o ECOS ETERNOS, do irlandês John O'Donohue, tradução
editada pela Rocco.Fiquei sabendo do autor por causa de um CD de músicas celtas
que minha neta mais velha deu a minha mulher.É o tipo do livro que eu gostaria
de ter lido há uns 20 ou 30 anos!
Cordialmente.
Roberto
Miscow Filho
Recebida em
01/07/2004
Caro
Nivaldo,
A propósito
do seu artigo, publicado no MSM – Lição de Liberdade – salvo entendimento
errôneo de minha parte, o Sr deixou transparecer que o primeiro passo para a
solução do nosso Estado Gigante, seria a desobediência civil, pelo não
pagamento de Impostos.
Tenho
defendido esta idéia no meu círculo de relacionamentos. Pela via judicial, a
pessoa (física ou jurídica) buscaria o amparo legal para: 1) recolher os
impostos devidos em juízo, em conta bloqueada; 2) Pleitear o cumprimento da contra-partida do Estado, sem o quê, ele não teria direito
ao saque do dinheiro depositado; 3) Recorrer ao princípio da “capacidade
contributiva”, para determinar, caso a caso, o quantum a tributar e forma de
recolhimento.
Não vejo
justiça, por exemplo, na tributação do ICMS; quando o empresário emite uma
fatura no dia 30, com prazo de pagamento de até 120 dias (por força das
condições de mercado) e o Estado ignora estas mesmas condições e exige a sua parte (que não é pouco) a ser recolhida dias
depois. Não importando se o empresário irá receber a fatura ou levar um calote
(que não é raro). Ou seja: o imposto é alto e ainda pago antes do recebimento
do objeto da venda.
Mário Sérgio
Ferreira Mendes
Ribeirão
Preto - SP
Resposta de
Nivaldo Cordeiro
Caro Mário
Sérgio,
Desobediência
civil não é o primeiro passo, mas é um caminho que não pode ser descartado.
Somos assaltados pelos políticos socialistas, cujas fome
por tributos nunca é o bastante. Algo terá que ser feito.
Cordialmente,
Nivaldo
Cordeiro
Recebida em
30/06/2005
Caro Nivaldo
Cordeiro,
Há muito que
gostaria de lhe escrever este email.
Não tive
tempo e entro na Internet apenas em Bibliotecas ou em
Cafés-Cibernéticos,
eis o porquê.
Nas últimas
semanas, parte da máscara Petista caiu, mas confesso-lhe que
apesar
das denúncias, ainda veremos Lula completar o mandato. Reeleição? Não
sei,
mas ficará mais caro para o PT e para nós, infelizmente. De qualquer
forma,
acredito estar este assunto bastante mastigado, tanto pelos
colunistas do MSM, quanto pelos grandes meios de comunicação. E claro, cada
um
da sua forma. E este não é a razão que me levou a lhe escrever.
Peço-lhe um
conselho.
As cenas do
próximo capítulo, pelo que parece, no Congresso, são a reforma
política e o estatuto do desarmamento (junto com um possível referendo
popular). Reforma política, que diga-se de passagem,
tem como grande
proposta o tal financiamento público de campanhas eleitorais. O que,
sinceramente, parece-me um roubo institucionalizado. Sobre o desarmamento
não
vale qualquer comentário.
Estou lendo
DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA de Alexis de Tocqueville. Um grande
livro
(faltam poucas páginas para eu terminar). Li também A LEI de F.
Bastiat
(Também gostei bastante). Acho que eu não tenho a sabedoria
necessária para expressar uma opinião convicta sobre os livros em questão,
o
que
eu tenho a dizer é mais em relação a desproporção entre as idéias desses
livros
(escritos na primeira metade do século XIX) e toda a história
brasileira. Entristece-me saber que o Brasil optou muitas vezes por um
caminho pior para seu povo, que seus políticos e sua população
provavelmente
não
entendem(ram) o que vem a ser a democracia desde o começo. Também não
sei
se estou certo.
Mudando o
foco, vemos o mundo atual, o Brasil é um país grande mas
nulo
politicamente. Leio sempre as colunas do Olavo de Carvalho e do J.Nyqvist.
Sinto que o
mundo ainda está dividido. Morrem inocentes na China, Sudão,
Zimbabwe,
Coréia do Norte, etc... e mais uma vez o mundo se
omite. A China
cresce
assustadoramente e a Rússia toma um caminho obscuro. Ambas possuem
bombas
atômicas e líderes amorais. A Europa despreza o seu passado cristão.
Nos EUA, há
resistência, mas há oposição - e é ela que vende a verdade que
lhe
convém...
O Sr. Olavo
de Carvalho já havia mencionado uma poesia Do W B
Yeats que
resume
isto tudo. Chama-se The Second Coming. Recortei-a e colei-a na porta
do meu armário,
e grifei os versos "the best lack all conviction, while the
worst are full of
passionate intensity."
Decidi viver
a minha vida reservadamente, digo mantendo minha consciência
limpa
quanto aos meus atos. Esforço-me para ser um bom homem, um bom médico,
um
bom brasileiro, em resumo um bom cristão. Mas não quero continuar apenas
assim,
não quero ser omisso...e o futuro?
Ao que
parece o Brasil permanecerá com seus problemas e o jeitinho
brasileiro conservará o status quo de certo modo. Mas, até quando?
O conselho
que lhe peço não é simples, mas me angustia. O QUE FAZER?
Fernando
Prado de Barros
Resposta de
Nivaldo Cordeiro:
Caro
Fernando,
Nada nos
resta que não esquecer o medo e ir à luta. De todas as maneiras ao
alcance. O meu é escrever, até o limite da máxima exposição. Nesse
momento,
a
minha situação pessoal me permite isso. Você, como médico, deve ter os
seus
próprios meios, já que médicos lidam com muita gente e também com os
mais
simples. Quem sabe possa também escrever, aconselhar as pessoas, apoiar
políticos que prestem e por aí a fora.
Quanto aos
livros citados, eu os li. São excelente.
Abraço
Nivaldo
Cordeiro
Recebido em
21/06/2005
Nivaldo,
Como seu
admirador, não poderia deixar de cumprimentá-lo pelo artigo "Deficit
moral". Com inteligência e perspicácia você conseguiu, em poucas palavras,
com uma objetividade digna de nota, mostrar o beco sem saída (pelo menos a curto prazo) em que estamos metidos. Suas palavras sobre a nova chefe da Casa Civil, então, lavaram a minha alma.
Agradeço a Deus ainda dispormos de homens de coragem e visão como você. Deus o
proteja e aos seus. Aceite meu abraço.
Osmar J.
Barros Ribeiro
Tenente-Coronel
do Exército (Ref)
Recebido em
28/05/2005
Manifesto
minha satisfação em ler seus artigos.
Parabéns e
votos para que prossiga com a mesma coragem e discernimento.
Saudações,
Ingo Baims
Recebido em 22/05/2005
Caro
professor Nivaldo ,
acabo de ler um
artigo seu chamado ``A CAMINHO DE EMAÚS
`` e estou completamente emocionado .
Parabens pela lucidez ,
o senhor escreveu uma obra prima.
Como amanha eh meu aniversario considerei a
remessa desse texto o melhor presente que eu poderia ganhar.
Simplesmente fantastico
um forte abraco
Felipe Cherubin
Recebido em
20/05/2005
Senhor
Nivaldo
O seu
trabalho "CERTEZA E MISERICÓRDIA", foi para
nós, um régio presente dos Céus!
Aceite nossa
homenagem de sincera e profunda admiração!
Nilza
Therezinha de Lima Capretz - Rio Claro - SP
Recebido em
08/05/2005
Prezado Nivaldo
Cordeiro
Desejo
apenas cumprimentá-lo pelos seus escritos.
Eles defendem com propriedade tudo aquilo em que eu acredito: A supremacia do indivíduo, a liberdade de
escolha, a tolerância com o próximo como valor cristão, o valor do trabalho
sério.
Muito
obrigado por colocar sua cultura e sua pena a nosso serviço, o dos cidadãos
comuns.
Continue seu
trabalho e conte com meu apoio irrestrito.
Um abraço
Francisco
José Dominguez
Cel Av R/1
Recebido em
30/04/2005
Caro
Nivaldo,
Parabenizo-o
pelo artigo sobre o Jabor.
Trata-se
somente de um desempregado de esquerda que, para continuar rico sem muito
fazer, virou prestigiado comentarista do cotidiano, com direito a falar sobre
tudo, sem conhecer muito sobre nada.
Ganhei o seu
último livro. Li e achei um lixo. Ele é muito raso, tanto na cultura quanto nas
idéias.
Não vale a
pena perder tempo em lê-lo ou ouvi-lo.
Atenciosamente,
Raul Sturari
Recebido em
17/04/2005
Sr. José
Nivaldo Cordeiro.
Li seu
artigo acima em MSN. Gostaria de saber a sua opinião mais específica sobre o
estado de insugurança no Rio e no Brasil? O Sr. extornou que na época do regime
militar a situação era melhor, por exemplo. Estamos pior?
Parece que os númereros indicam neste direcionamento, pelo menos a mídia
enfatiza que quase tudo piorou.
Na minha
visão, o Brasil vive plano de governo imposto pelos credores da dívida, com
anuência da nossa elite dirigente, desde os desligamento
de Portugal em 1822. Nós assumimos a dívida de Portugal junto à Inglaterra para
sermos mais dependentes dos negócios estrangeiros.
O Governo
Lula não mudou nada neste sentido. Este
Governo tem sua espicificidade, mas é um dos maiores cumpridores da metas
impostas pelos países credores, via FMI. Geramos riquezas, mas ela é apropriada
não pelo povo brasileiro (operários e empresários).
Lula é
também um grande, ou talvez, o maior cumpridor de metas impostas por esses
credores (superávit primário e pagamento do serviço da dívida).
Sr. José Nivaldo,
quero saber por que o desarmamento protagonizado pelo Governo é motivo de mais
violência ou isto é só mais um detalhe no contexto geral?
Francisco
Alves Filho
Mossoró RN
Resposta de
Nivaldo Cordeiro
Caro
Francisco,
Atribuo os
problemas de segurança pública a duas ordens de fatores. Em primeiro lugar, ao
descenso moral que vivemos, com o declínio dos valores cristãos, levando muita
gente pelo caminho da facilidade para obter riquezas, desprezando o trabalho
honesto. Daí a prosperidade do tráfico de drogas, do crime organizado e do
crime "avulso" que vemos a toda hora. Os homicídios derivam
diretamente dessa situação. Em segundo lugar, por causa da leniência dos
governantes, que se recusam a fazer prevalecer a
autoridade de que estão investidos. Pega mal polícia
matar bandido, percebe? Os governadores morrem de medo da imprensa vermelha,
especialmente depois dos episódios de Eldorado dos Carajás e do Carandiru. Os
oficiais e soldados que participaram das ações ficaram órfãos, com o
acovardamento dos seus chefes e a condenação antecipada pela mídia, que se
traduiu, mais das vezes, em condenações injustas na esfera judicial. Na época
do regime militar nada disso acontecia; polícia era polícia, bandido era
bandido e as coisas não se misturavam. E o nível moral do conjunto da sociedade
era bem superior.
A questão da
dívida pública está desfocada. O Brasil se endividou por ato voluntário de
governo. Os governos querem queimar etapas e não recusam empréstimos, valendo o
raciocínio tanto para a dívida externa quanto para a interna. Só que dívida tem
juros e precisam ser pagos. Não vale é tomar emprestado e depois dar calote. É
desonroso. Os culpados pela dívida e pelos juros são os nossos (maus)
governantes.
O
desarmamento civil tem uma dimensão prática e uma dimensão política. Prática,
porque torna os bons cidadãos vítimas fáceis dos vagabundos, que não precisam
de licença do Estado para se armar, inclusive com armas de guerra
(metralhadoras, fuzis, granadas). Eu tenho armas e para tê-las paguei caro, tive
que esperar para receber o registro, que também é muito caro. Um homem mais
pobre não pode se armar legalmente. Pergunto: a quem aproveita a população
desarmada? Lembro que meu pai sempre andou armado e nunca se envolveu com
violência por isso, mas era respeitado pois todos
sabiam que manejava armas muito bem. Nossa casa nunca foi assaltada e a família
nunca foi desrespeitada.
Mas a
esquerda no poder tem como projeto desarmar a população, pois em um eventual
conflito político que envolva golpe de Estado (ditadura do proletariado) a
população não terá como reagir contra os comissários do povo. Eles estão pouco
ligando para a questão da criminalidade, pois seu projeto é político e de longo
prazo. Desarmar os cidadãos é seu programa de ação em todos os países em que
sua ideologia prevalece. É um atentado contra a cidadania, contra o direito de auto-defesa, é tratar homens e mulheres adultos como se
fossem crianças.
Cordialmente,
Nivaldo